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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

15 out

Mal se passou uma semana, depois de eleito, e Caiado já abre as portas para os parentes: uma filha irá para a comissão de transição e um primo será candidato a presidente da OAB-GO

Parentes na política são sempre nocivos. Não há meio termo. Entram nos governos sob a alegação de supostas competências técnicas e pessoais, para, no fim, tudo se resumir a um favorecimento familiar descarado. Pela porta pela qual passam, mais tarde, passam outras, digamos assim, concessões, que às vezes se transformam em abusos – tal como aconteceu, por exemplo, no caso da nomeação de Sérgio Cardoso, cunhado de Marconi Perillo, para o Tribunal de Contas dos Municípios, uma imoralidade.

 

Está em evidência, agora, o caso do governador eleito Ronaldo Caiado, que deve levar uma filha para o seu secretariado (ela já estará na comissão de transição, dizem os jornais) e estimula um primo para disputar a presidência da OAB-GO, conforme vídeo que o advogado Alexandre Caiado, suposto candidato, está distribuindo aos amigos, em que é recomendado para o posto por ninguém nada mais nada menos que o governador eleito, que, a propósito, é médico.

 

Nada disso cheira bem. O que vai se caracterizando é a primeira fissura no edifício da autoridade moral que Caiado tanto apregoou.