Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

15 out

Vecci, o presidente do PSDB neste momento de ruína eleitoral, é mais um produto artificial que Marconi tentou impor na política, a exemplo de Raquel Teixeira, Leonardo Vilela e outros. Nunca daria certo

Após a derrota nas urnas que devastou seus quadros, levando de roldão até a sua liderança maior, o ex-governador Marconi Perillo, o PSDB goiano mergulhou na inevitável ressaca – crise – que sempre sobrevém a essas situações.

 

De quem é a culpa pelo fiasco eleitoral? O bode expiatório parece que vai ser o presidente estadual do partido, o deputado federal – também massacrado pelos eleitores na sua tentativa de reeleição – Giuseppe Vecci, um tecnoburocrata antigo do marconismo que o ex-governador fantasiou de político, assim como fez com vários outros nos seus anos de poder total e absoluto. Raquel Teixeira e Leonardo Vilela, por exemplo.

 

Produtos artificiais lançados na política são característica de períodos em que a hegemonia política, nas mãos de poucos, impõe distorções as mais variadas. Isso aconteceu também na época em que o PMDB e Iris Rezende mandavam em Goiás.

 

Vecci não tem culpa nenhuma, a não ser ter perdido o senso crítico e como um cordeirinho seguir as ordens que recebia, buscando, entre elas, aproveitar o máximo para criar condições para preservar o seu mandato na Câmara Federal. Claro que não deu certo e agora deputados estaduais e federais tucanos, vitoriosos poucos, derrotados muitos, culpam Vecci – um economista deslocado no mundo partidário, onde 2 + 2 podem ser igual a 3 ou a 5, nunca a 4.