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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 out

Marconi e Zé Eliton esconderam o quanto puderam, mas a verdade saltou à tona e está na imprensa nacional: Goiás quebrou e não tem dinheiro para pagar as despesas neste fim de ano

Goiás está entre os sete Estados brasileiros em situação fiscal mais difícil, enfrentando um déficit tão grande que o governador Zé Eliton terminará o seu mandato-tampão sem caixa sequer para cobrir as despesas contratadas neste ano, inclusive a folha de pagamento do funcionalismo. O que é mais grave: essa situação é expressamente vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que poderá acarretar sanções para Zé Eliton, inclusive a perda da sua elegibilidade e, como esse crime foi inscrito no Código Penal, pena de um a quatro anos de prisão.

 

Neste início de semana, o economista e consultor Raul Velloso, maior especialista brasileiro em contas públicas, publicou uma avaliação da condição financeira dos Estados, apontando Goiás como o quarto mais encrencado, do ponto de vista do equilíbrio entre receita e despesa. Ele afirma categoricamente que o atual governo não tem recursos para cumprir os compromissos assumidos e será obrigado a deixar para a próxima gestão uma herança bilionária de dívidas, além de expor Zé Eliton às punições legais.

 

Passada a eleição, não é mais segredo que nem a folha de pagamento dos servidores está sendo honrada em dia. O mês de setembro deixou de ser pago a uma parcela expressiva do funcionalismo, o que deve piorar quando outubro vencer. Obras em andamento e programas como a Bolsa Universitária e o Passe Livre Estudantil não recebem transferências há meses e estão com a sua continuidade comprometida. O caos reina na Secretaria da Fazenda.

 

A irresponsabilidade fiscal dos últimos anos vai explodir no colo de Zé Eliton.