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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

17 out

Depois dos escândalos e da derrota total nas urnas, o PSDB tornou-se moribundo, em Goiás e no Brasil. Tentar a sua reconstrução é desperdício de tempo, recursos e esforços

Uma avaliação unânime entre os analistas mais conceituados da imprensa nacional é a de que o PSDB chegou ao fim, depois dos escândalos que abalaram o partido (caso Aécio Neves, por exemplo) e da derrota humilhante na eleição presidencial, quando o candidato tucano Geraldo Alckmin saiu das urnas com 5% dos votos.

 

O quadro se reproduziu em Goiás. Aqui também houve escândalos, em série. Somente neste ano o principal nome do PSDB goiano, Marconi Perillo,  teve o seu sigilo telefônico quebrado, as suas casas vasculhadas por equipes da Polícia Federal, foi preso, está com os bens bloqueados para cobrir processos de improbidade administrativa e, a exemplo de Alckmin, beijou a lona quando o resultado da eleição foi anunciado, ficando em 5º lugar na disputa pelas duas vagas ao Senado. Seu candidato a governador, Zé Eliton, amargou o 3º lugar e perdeu no 1º turno, atrás de Daniel Vilela – o candidato do MDB que não contou com uma fração da estrutura, apoio e recursos à disposição do Zé. Adicionalmente, o PSDB elegeu apenas um deputado federal e 6 estaduais (com a derrota daqueles mais identificados com Marconi).

 

Foi um massacre político e eleitoral. Partido nenhum sobrevive a tanto infortúnio. E nem se levanta depois de cair tão fundo. Veja o diagnóstico do filósofo José Arthur Gianotti, nesta semana na Folha de S. Paulo, considerado ideólogo informal do PSDB, que, em 2014, já previa a morte do partido: “O PSDB não se renovou. Suas lideranças envelheceram. Nâo há chances de se recuperar. O que vai voltar, no Brasil, é o centro, mas com outra conformação partidária, não com o PSDB. Esse, acabou”.