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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

18 out

Ze Eliton chama os deputados do PSDB – eleitos e derrotados – para ensinar como fazer oposição ao governo Caiado, mas não faz autocrítica a respeito da coleção de erros que cometeu na campanha

A reunião do governador-tampão Zé Eliton com os deputados estaduais do PSDB eleitos e derrotados na última eleição foi um acontecimento que merece uma reflexão profunda.

 

Primeiro, pela ousadia do Zé em vestir o figurino de professor e dar uma aula aos parlamentares, alguns boquiabertos, sobre como deve ser a oposição que eles farão ao governador Ronaldo Caiado, algo sobre o que não há consenso algum, por enquanto, entre os seis eleitos – um deles, o veterano Sebastião Caroço, já adiantou o seu entendimento de que essa oposição deve ser “respeitosa, e outro, Talles Barreto, repetiu que não deve ser “oposição por oposição”.

 

Zé Eliton nunca foi oposição na vida. E o que aprendeu nos mais de sete anos que passou ao lado de Marconi Perillo, como vice-governador, mostrou depois que assumiu que esqueceu totalmente. Sua campanha foi do tipo desventuras em série, perdendo aliados, perdendo partidos, perdendo o timing – até perder nas urnas e terminar em um humilhante 3º lugar. Isto é, não tem nada a ensinar, nem mesmo aos mais jovens do grupo tucano na Assembléia, tipo Gustavo Sebba e Diego Sorgatto.

 

O que faltou na reunião? O dr. José Eliton, coveiro do Tempo Novo, deveria ter aproveitado para mostrar que o Zé não foi uma criação marqueteira infeliz e teria alguns rasgos de veracidade se fizesse uma autocrítica humilde sobre os seus erros – e foram muitos – e gigantescas responsabilidades por uma derrota que destruiu as bases tucanas em Goiás. O que foi entregue em suas mãos, ele jogou no lixo, ao se mostrar um candidato sem altura nenhuma para a representação que recebeu. Zé precisaria fazer o que não fez até agora: pedir desculpas aos seus companheiros.