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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

20 out

Sem Marconi, que não deixou sucessor, futuro da política em Goiás passa em primeiríssimo plano por Caiado e depois por Baldy, Vanderlan e Daniel Vilela. Todo o resto fará apenas figuração, até mesmo Iris

A reconfiguração do palco principal da política em Goiás passa pelo protagonismo fundamental do governador eleito Ronaldo Caiado, que, já se sabe, será pouco incomodado por uma oposição debilitada – e terá à sua sombra as três lideranças que sobreviveram ao tsunami eleitoral que varreu o Estado: o ainda ministro das Cidades Alexandre Baldy, o senador eleito Vanderlan Cardoso e o candidato derrotado do MDB ao governo Daniel Vilela.

 

Baldy fica no processo porque tem estrutura pessoal e a partir daí está construindo passo a passo uma sólida situação política – seu sogro, Marcelo Limírio, é o homem mais rico de Goiás. Vanderlan também tem bom respaldo, já que é um grande empresário, mas, independentemente disso, foi eleito senador em 1º lugar e com a vantagem dessa posição da maior importância tem condições de polarizar o processo político estadual. E Daniel Vilela, porque saiu da eleição derrotado, mas ganhando musculatura por ter superado o candidato governista Zé Eliton e se classificado em 2º lugar, praticamente sozinho e sem recursos.

 

Todos os três – Baldy, Vanderlan e Daniel – têm condições, desde já, para disputar o governo em 2022, sem falar na prefeitura de Goiânia ou de Anápolis ou de Aparecida em 2020. E, fazendo oposição ou não a Caiado, de se firmar como players do debate político na nova realidade que se instalará no Estado a partir de 1º de janeiro. Será um cenário no qual Marconi Perillo, abatido pelas urnas e pelas ações da Polícia Federal, não terá a menor chance. Nem através de um sucessor, que não preparou e não existe no PSDB.