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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 out

Investigações da Operação Cash Delivery sobre origem dos mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo encontrados com Jayme Rincón e seu motorista podem levar a novos pedidos de prisão, inclusive de Marconi

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal intensificaram as investigações sobre a origem dos mais de R$ 1 milhão de reais em dinheiro vivos encontrado na casa do motorista do ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón, no final de setembro, durante as ações policiais de busca e apreensão da Operação Cash Delivery.

 

Em depoimentos enquanto ainda estavam presos, tanto Rincón quanto o seu motorista quanto o ex-governador Marconi Perillo recusaram-se a prestar informações sobre essa pequena fortuna – Marconi alegou não saber de nada e Rincón e seu preposto mantiveram-se em silêncio quando a pergunta foi feita, o que tem um enorme significado.

 

Mas rastrear recursos em papel moeda é uma tarefa fácil para quem dispõe dos instrumentos necessários, como acesso ao sigilo bancário e ao controle exercido pelo COAF sobre saques no sistema financeiro. O MPF e a PF, assim, vão acabar chegando à verdade dos fatos, o que, com o acréscimo das informações prestadas por um dono de transportadora, em São Paulo, que se encarregou de levar as propinas da Odebrecht até o apartamento de Rincón na capital paulista – ele transformou-se em delator premiado e já prestou quatro depoimentos – deverá resultar em novo pedido de prisão preventiva contra os integrantes do que a Operação Cash Delivery chama de “organização criminosa” (ORCRIM) liderada por Marconi.

 

Novidades vêm aí, portanto.