Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

11 nov

Nem a vitória esmagadora de Caiado nem a derrota acachapante de Marconi e seu grupo estão servindo para que ambos os lados façam uma reflexão e ofereçam respostas satisfatórias aos goianos

A eleição passou. Ronaldo Caiado obteve uma vitória consagradora. Marconi Perillo e seu grupo, depois de 20 anos de poder absoluto, foram impiedosamente massacrados. Mas nem um lado nem outro parece ter entendido a lição que veio das urnas.

 

Caiado, mais de mês depois da eleição, ainda não conseguiu mostrar o rumo que o seu governo seguirá, quem fará parte dele, quais serão as premissas da sua ação administrativa. Pior, entregou a uma consultoria de fora a missão de avaliar a situação do Estado e propor uma reforma administrativa – algo que deveria estar em sua cabeça, já que passou mais de ano em campanha, dizendo aos eleitores conhecer profundamente a situação do governo e acreditar que, com as soluções que tinha em vista, haveria como evoluir e resolver os problemas em favor do bem-estar dos goianos.

 

Marconi, aniquilado não apenas com a sua derrota, mas com a de toda a sua base política, escafedeu-se para São Paulo, não se dignou a fazer uma autocrítica ou a dar satisfações aos seus eleitores, recusando-se a avaliar ou a analisar o que aconteceu, deixando para trás Zé Eliton governando Goiás como se nada tivesse acontecido e o Zé chegando ao acinte de convocar parlamentares atuais e eleitos da base aliada para uma reunião em palácio em que deu aula sobre como fazer oposição a um governo que sequer se empossou.

 

Nada disso tem sentido.