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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 dez

Prestação de serviços de consultoria à Companhia Siderúrgica Nacional, área em que não tem conhecimento algum, confirma vocação de Marconi para fazer rolos desnecessários na sua vida privada

O ex-governador e candidato derrotado ao Senado Marconi Perillo foi contratado para prestar serviços de consultoria à Companhia Siderúrgica Nacional, a maior empresa brasileira do setor de aços e laminados – área em que Marconi não tem absolutamente nenhuma expertise.

 

Pode escrever, leitor: é mais um dos inúmeros rolos que o tucano atrai para a sua privada, como, por exemplo, a  casa que tinha no Condomínio Alphaville, que ele poderia ter vendido para qualquer um, mas preferiu negociar com o empresário Carlos Cachoeira. Resultado: a transação permaneceu por meses nas manchetes e é investigada até hoje.

 

A consultoria foi ajeitada por um amigão de Marconi, o governador eleito de São Paulo João Dória, que é também amigão do dono da CSN Benjamim Steinbruch. É óbvio que o objetivo do contrato – informa-se que de R$ 30 mil mensais – é viabilizar uma explicação para o dia-a-dia do ex-governador, que não tem fonte de renda conhecida e, aparentemente, não guardou um centavo dos salários que recebeu em 20 anos como governador (4 mandatos) e senador. No curso da Operação Cash Delivery, as suas contas bancárias foram bloqueadas, mas, no total, não foram encontrados mais do que mil reais.

 

Sem nenhum conhecimento de siderurgia e sem saber sequer como se dobra um clip de metal, que consultoria Marconi vai prestar à CSN? Nenhuma, é evidente. E por que ou pelo que a companhia o pagará? Por um “ajeitamento” entre amigos, é óbvio. Mas a CSN está listada na Bolsa de Valores e tem compromissos de governança corporativa, ou seja, não pode gastar à toa o dinheiro dos seus acionistas. Isso quer dizer que, lá na frente, essa bomba vai estourar e serão mais problemas ainda para o enrolado ex-governador.