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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

03 dez

Empresariado vai apresentar plano de “modulação” dos incentivos fiscais a Caiado, ou seja, de cortes variáveis e específicos para cada indústria e por apenas 6 meses, retornando depois ao que já existe

A proposta para os incentivos fiscais que o empresariado apresentará ao governador eleito Ronaldo Caiado ou a seus representantes, nesta segunda-feira, prevê uma modulação dos cortes de acordo com cada setor industrial, por um período de apenas 6 meses, retornando depois tudo ao normal, ou seja, à situação que as 600 empresas tributariamente privilegiadas desfrutam hoje.

 

Em princípio, a proposta não atende ao que deseja o novo governador, que considera exagerados os incentivos e mesmo prejudiciais ao conjunto da sociedade goiana, pelo valor elevado da renúncia fiscal atualmente configurada, em valores calculados equivalentes a duas vezes a receita anual do Estado. Caiado e sua equipe vêm falando em um corte linear de 50%, que pode ser rebaixado para 30%, com ligeiras adaptações conforme a área de atividade beneficiada.

 

O documento que será entregue pela Adial, associação das empresas que mais recebem incentivos fiscais, não vai além da redução de 15%, em um ou outro caso, não chegando, na média, a um corte médio nas vantagens tributárias em vigor no momento – essa seria a tal “modulação”, ou seja, adequação a cada perfil industrial.