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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

05 dez

Acordo entre Caiado e empresários, para solucionar a questão dos incentivos fiscais, não está claro para a sociedade, embora já concretizado em projeto aprovado às pressas e sem debate pela Assembleia

O noticiário dos jornais diários, especialmente O Popular, desta quarta-feira, 5 de dezembro, não deixa claro os termos em que foi fechado o acordo entre o governador eleito Ronaldo Caiado e as entidades representativas do empresariado, especialmente a Adial, sobre a questão dos incentivos fiscais em Goiás.

 

As matérias fazem uma enorme confusão entre benefícios fiscais e outros instrumentos utilizados, nos últimos anos, para diminuir a arrecadação do Estado. São misturados no mesmo caldeirão os incentivos propriamente ditos, o crédito outorgado e um programa de receita, o Protege, cujos recursos são destinados especificamente à área social.

 

Soa estranho que o empresariado, que sempre defendeu suas vantagens com unhas e dentes, tenha chegado a um acordo com Caiado depois de apenas duas reuniões, uma na segunda e outra na terça. Nas reportagens publicadas, não há esclarecimentos sobre o que foi discutido e qual o consenso adotado, de maneira clara.

 

Há um cheiro de recuo no ar. É provável que Caiado tenha sentido o peso das ameaças de setores produtivos que chegaram a falar em uma debandada em massa de empresas para outros Estados, em caso de cortes nos incentivos. Estão faltando informações e isso não é bom para Goiás.