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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

07 dez

Candidatura de Álvaro Guimarães a presidente da Assembleia, que navegava em mar de rosas, entra em turbulência com a promessa de entregar diretorias importantes a deputados derrotados ligados a Marconi

Surgiram obstáculos para a até então tranquila candidatura do deputado Álvaro Guimarães a presidente da Assembleia – a começar pela reação negativa, dentro do círculo mais reservado do governador Ronaldo Caiado, à promessa de entregar de diretorias legislativas importantes a deputados derrotados próximos do ex-governador Marconi Perillo.

 

Um dos compromissos que teria sido firmado por Álvaro – e, se for verdade, inexplicável – seria o de nome Francisco Oliveira(foto acima, com Álvaro Guimarães), atual líder do governo, sem mandato a partir do início do ano que vem, para a diretoria geral, cargo que acumula poderes administrativos imensos, só perde em importância para o próprio presidente e se configura como uma espécie de 42º deputado estadual, abrindo uma fresta para a manutenção da influência de Marconi dentro da Casa.

 

Disputas com base em colégios eleitorais reduzidos, caso da presidência da Assembléia, com apenas 41 votos, são às vezes mais difíceis que aquelas que acontecem em bases ampliadas. Daqui para ali, esvaziam-se vitórias tidas como certas, especialmente através de movimentações de última hora. Álvaro Guimarães é favorito, mas cometeu um erro no nascedouro da sua postulação: deixou que o seu nome se identificasse com uma interferência indevida de Caiado em assuntos internos do Legislativo. Mas, mesmo assim, seu nome continua forte, mas não à prova de erros.