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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 dez

Montadoras instaladas em Goiás mantêm pressão sobre Caiado: em O Popular desta quinta, voltam a falar em mudança para outros Estados se houver cortes nos incentivos fiscais – e, embora pequenos, já houve

O governador eleito Ronaldo Caiado continua sob pressão das montadoras instaladas em Goiás – basicamente quatro, a Mitsubishi, a Suzuki, a John Deere e a Caoa Chery – para recuar nos cortes que, mesmo pequenos, serão aplicados aos incentivos fiscais que as beneficiam, a partir de abril do ano que vem.

 

Desde 2011, quando se iniciou o 3º governo de Marconi Perillo, que essas empresas deixaram de pagar ICMS e ainda continuaram privilegiadas pelos créditos de ICMS, referente a matérias primas adquiridas e a vantagens outorgadas, que elas, como não pagam nenhum imposto estadual, podem negociar no mercado e acrescentar lucros extras ao seu faturamento.

 

Em O Popular, nesta quinta, uma matéria sobre o assunto insiste na tese de que as montadoras poderão abandonar Goiás. “Há receio no mercado de que ocorra uma retirada de investimentos previstos para o Estado”, ameaça a matéria. Como complemento, informa que a Adial, entidade classista que representa as 600 empresas incentivadas e, mais especialmente ainda, fala em nome de um grupo VIP dentre elas que conta com maiores benesses ainda, também não ficou satisfeita com o projeto, já transformado em lei, que reinstituiu os benefícios tributários, com ligeiros aumentos e praticamente mantendo o status quo do ICMS em Goiás. Caiado concordou com a lei, que foi sancionada pelo governador Zé Eliton na sua sorridente presença, esta semana, no Palácio das Esmeraldas.

 

O recuo do governador eleito, que anteriormente chegou a falar em um corte linear de 50% para todos os incentivos, depois abaixou para 30% e finalmente aprovou uma solução paliativa, é atribuído ao receio de iniciar a sua gestão em meio a especulações sobre fuga de empresas do Estado, redução de empregos e perda de competitividade.