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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

18 dez

Diplomação dos eleitos, nesta quarta, em que será o principal orador, é oportunidade para Caiado deixar de falar generalidades e finalmente apontar para o rumo que o seu governo tomará

Nesta quarta-feira, 19 de dezembro, no auditório do faraônico prédio do Tribunal de Contas do Estado, no setor Jaó, mais uma das extravagâncias do Tempo Novo de Marconi Perillo, ocorrerá a cerimônia de diplomação dos eleitos no último dia 7 de outubro, em Goiás.

 

É uma cerimônia tradicional e sem maior importância, não fosse a oportunidade que sempre é dada ao principal de todos os vencedores do pleito, o próximo governador do Estado, no caso Ronaldo Caiado, para usar a palavra e, se quiser, aproveitar para adiantar definições sobre o que será a sua administração. Isso ganha ainda mais importância diante de dois fatores: 1) Caiado ganhou com votação recorde, no 1º turno, sem deixar claro o que pretende fazer e 2) desde que foi eleito, até agora, não deu nenhuma pista sobre as suas intenções como governador, a não ser reafirmar que fará uma mudança radical, por um lado, e que dedicará prioridade absoluta à questão da regularização fiscal do governo do Estado, por outro.

 

A diplomação, portanto, será a grande chance para que Caiado cumpra o seu dever e antecipe as suas medidas iniciais e plano de gestão, ou seja, tudo que ele, até agora, guarda sob sete chaves – se caracterizando talvez como o único governante do país, ungido pelas urnas deste ano, que ainda não abordou objetivamente os caminhos que a sua gestão tomará, preferindo frases de efeito e declarações de boa vontade.

 

O discurso do novo governador ao receber o merecido diploma gera expectativa. Falta saber se corresponderá.