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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

18 dez

Gesto de Vanderlan, ao recusar auxílio mudança do Senado de R$ 33,7 mil reais, abre o seu mandato com chave de ouro e sinaliza alinhamento com a proposta de moralização radical da política no Brasil

O senador eleito Vanderlan Cardoso encaminhou ofício ao Senado Federal, nesta semana, dispensando o crédito de R$ 33,7 mil reais que seria feito na sua conta, a título de auxílio mudança para Brasília – prerrogativa que a Casa dá a todos os seus membros no início de cada Legislatura. Parece uma bobagem, mas o custo para os cofres públicos será de quase R$ 4 milhões, caso todos os senadores aceitem a mordomia.

 

O nome que melhor define esse auxílio é “excrescência”. A decisão de Vanderlan abre com chave de ouro o seu mandato e sinaliza sua disposição de se alinhar com as propostas de moralização da política, linha de trabalho que não é unanimidade entre os seus colegas da mais alta câmara legislativa do país – mas deveria ser.

 

Entretanto, não é suficiente. Claro, é preciso muito mais. Vanderlan já deu outra pista positiva sobre o que será a sua passagem pelo Senado ao criticar com dureza a solução adotada para a questão dos incentivos fiscais em Goiás, cujas aberrações ele condenou ao se posicionar contra o projeto que, com a condescendência de Ronaldo Caiado, reinstituiu essas regalias e prolongou um buraco fiscal calculado anualmente em R$ 10 bilhões de reais na arrecadação do Estado.

 

Vanderlan começou bem.