Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 dez

Reconstrução do governo de Goiás exige medidas que ainda não se sabe se Caiado está disposto a adotar, embora seja a mudança que prometeu e justificou a sua eleição com 60% dos votos, no 1º turno

Ronaldo Caiado foi espetacularmente eleito em 1º turno, com 60% dos votos dos goianos, anunciando uma mudança que não especificou em detalhes, mas que os goianos entenderam como necessária e urgente para o governo de Goiás – depois de 20 anos do Tempo Novo de Marconi Perillo e seus agregados.

 

A poucos dias da sua posse como o próximo governador do Estado, a pergunta que se faz não poderia ser outra: Caiado vai entregar o que prometeu?

 

Os dois primeiros movimentos concretos de Caiado não foram animadores: consultado sobre projetos que estavam na Assembleia, quanto a reinstituição dos incentivos fiscais e sobre a anistia aos devedores de ICMS, ele aprovou soluções prejudiciais ao Estado, claramente receoso de iniciar a sua gestão sob ataque do empresariado – aceitou que a barafunda dos incentivos fiscais prosseguisse e também que dívidas tributárias com o Estado fossem quitadas com títulos podres emitidos por um grupo privilegiado de empresas, que faturam mais com créditos de ICMS do que com as suas operações produtivas.

 

Ações convencionais não vão atender ao que os goianos que elegeram Caiado esperavam, ou melhor, esperam.  A questão que se coloca é: Caiado governador corresponderá ao Caiado candidato?