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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

04 jan

Em primeira e polêmica decisão, Fátima Gavioli dispensa 3 mil professores de apoio (que auxiliam alunos especiais) e anuncia que a função está extinta no sistema estadual de ensino

Em reunião com 40 coordenadores  da Secretaria Estadual de Educação, a nova titular da pasta Fátima Gavioli anunciou a decisão de dispensar todos os professores de apoio e a extinção da função no sistema estadual de ensino. Professores de apoio pedagógico são aqueles que acompanham de perto os alunos com deficiência intelectual e transtorno global do desenvolvimento matriculados nas escolas do governo de Goiás.

 

Dos três mil professores que serão atingidos, a maioria atuava até agora sob o regime de contratos temporários – quase similar ao de trabalho escravo, sem nenhum direito trabalhista. Uma parcela que tem laços efetivos, nomeados, portanto, será realocada, retornando à regência tradicional das salas de aulas.

 

O mais grave: a decisão de Fátima Gavioli, que ela não esclareceu, deixa quase 10 mil alunos considerados especiais sem receber receber atenção qualificada, prejudicando as metas de excelência e equidade adotadas universalmente por qualquer rede de ensino. Uma explicação fria e técnica para a medida pode ser o objetivo de reduzir em 30% as despesas e a estrutura administrativa da Secretaria da Educação, que nunca esteve entre as propostas do governador Ronaldo Caiado, mas vem sendo reafirmado pela nova titular da pasta a cada entrevista ou declaração à imprensa.