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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

24 jan

Assembleia vai para a reta final do processo de escolha do seu novo presidente sem uma definição antecipada e correndo o risco de uma articulação de última hora para derrotar o favorito Álvaro Guimarães

Pelo menos em relação aos últimos anos, a Assembleia Legislativa vive uma situação inédita: a uma semana da eleição do seu novo presidente, ainda não tem um nome antecipadamente confirmado para ocupar o cargo,

 

O favorito, como se sabe, é Álvaro Guimarães, candidato do governador Ronaldo Caiado. Mas não é tão simples assim. Suspeita-se que Álvaro tenha compromissos com políticos do passado, entre eles o ex-governador Marconi Perillo e seus aliados ex-presidentes do Poder, que ainda deteriam um forte controle sobre contratos, diretorias e nomeação de funcionários comissionados. Contra ele, movimentam-se deputados interessados em “zerar” a Assembleia, isto é, livrá-la dessas influências e redistribuir esses “benefícios” entre os próprios parlamentares.

 

É um argumento forte. E que pode resultar em uma reviravolta. Existe um candidato lançado contra Álvaro Guimarães por esse grupo, que é o Dr. Antônio. Ele também é do DEM e foi o primeiro, na Assembleia, a apoiar a candidatura de Caiado, antes mesmo de Álvaro. É uma credencial. Mas não é tudo. E, na reta final, podem sobrevir surpresas, como o lançamento de um terceiro nome, capaz de reunir os votos do grupo dissidentes e de alguns até agora dispostos a votar no candidato caiadista, sempre dentro da proposta de “zerar” a Casa.

 

Daqui para a frente, pisa-se em ovos nos bastidores da Assembleia.