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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 jan

Marconi está de volta fazendo política de bastidores em tempo integral, aposta na eleição para presidente da Assembleia para impor uma derrota a Caiado e, claro, repete erros que o levaram à queda

Quem acreditou que o ex-governador Marconi Perillo iria se afastar da política estadual e dar um tempo para a sua própria recomposição individual e pública, depois da queda violenta que sofreu com a derrota acachapante na eleição para o Senado e a prisão, cometeu um erro.

 

Por algum tempo, Marconi até que cumpriu essa disposição de distanciamento. Mas… só por algum tempo. Animal político por excelência, o tucano foi voltando, voltando e hoje está envolvido em tempo integral com as articulações da política estadual, claro que sonhando com o seu resgaste, mas muito interessado em contribuir para o desgaste do governador Ronaldo Caiado e se aproveitar dos equívocos cometidos com os passos iniciais da sua gestão.

 

Eleição do novo presidente da Assembleia? Marconi está mergulhado até o último fio de cabelo no projeto de impor uma derrota histórica a Caiado com a escolha de um deputado, não de oposição, mas que também não seja da preferência in pectore do governador. Eleição do próximo presidente estadual do PSDB? Ele também está em cima, por trás do lançamento da candidatura da ex-secretária de Educação Raquel Teixeira, o nome, dentre os candidatos que se apresentaram, que garante o seu controle sobre o partido (Jardel Sebba, Talles Barreto, Jônathas Silva e o ex-prefeito de Goianira Carlão da Fox).

 

O ex-governador também continua pilotando o seu tradicional esquema de comunicação, embora bem reduzido diante do que foi nos áureos dias de poder, com blogs e matérias em jornais malhando impiedosamente Caiado e não perdoando nem mesmo antigos aliados que se aproximam do novo governador – cometendo o erro crasso de julgar que o leitor é um idiota, incapaz de distinguir jornalismo de propaganda.

 

Mais ainda: aliados – tucanos ou não – manifestam preocupação com o retorno de Marconi, que pode acabar comprometendo a credibilidade da oposição a Caiado – por incorporar o ranço do ressentimento ao movimento  e mesmo trazer de volta erros crassos cometidos no passado, como, por exemplo, no caso da colocação do nome de Raquel Teixeira para a presidência estadual do PSDB, manifestação de vontade pessoal de Marconi para se situar no controle e nada mais.