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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 jan

Por similaridade, prisão de Beto Richa no Paraná acende a luz vermelha para Marconi, que o MPF não tirou do alvo e ainda considera como “chefe de quadrilha que atuou dentro do governo de Goiás”

A prisão do ex-governador Beto Richa, no Paraná, na manhã desta sexta-feira, tem reflexos fortes em Goiás: acendeu o sinal vermelho para o ex-governador Marconi Perillo, cujo caso judicial ou policial tem similaridades com o do seu colega paranaense.

 

Pouco mais de uma semana antes da eleição do ano passado, Marconi foi alcançado com uma busca e apreensão da Polícia Federal em suas residências. E três dias depois do pleito, acabou preso, por menos de 24 horas, já que beneficiado por um habeas-corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça – caso contrário estaria encarcerado preventivamente até hoje. Tudo isso aconteceu menos de duas semanas depois que Beto Richa foi detido pela primeira vez, em Curitiba, também acusado pelo Ministério Público Federal de embolsar propinas em troca de obras governamentais.

 

Marconi, como se sabe, é considerado pelo MPF como “chefe de uma “chefe de uma organização criminosa que atua dentro do governo do Estado”. Mesmo depois de liberado por força de decisão do STJ, os procuradores federais mantiveram a acusação ao tucano-mor de Goiás, inclusive citando o seu nome – mais uma vez como “chefe de quadrilha – em uma nova operação policial, a que levou à segunda prisão do ex-presidente da Agetop Jayme Rincón.

 

Se for mantido o calendário observado no ano passado, quando Marconi foi atingido pela ação policial poucos dias depois de Beto Richa, os próximos dias serão de fogo para o ex-governador goiano. 40