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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 fev

Almoço entre Caiado e Lissauer teve conversa boa, risadas, muita cordialidade e até promessa de diálogo Executivo-Legislativo, mas está longe de ser suficiente para selar uma garantia de governabilidade

Significativamente sem uma mísera foto que seja para documentar o encontro e também sem citação nas redes sociais, em especial nos perfis dos dois envolvidos, o almoço desta terça-feira entre o governador Ronaldo Caiado e o novo presidente da Assembleia Lissauer Vieira foi pródigo em conversa boa, risadas, muita cordialidade e até promessa de diálogo Executivo-Legislativo – mas nada além disso nem muito menos perto de configurar sequer o início de um pacto para selar uma garantia de governabilidade.

 

Conclusão: apesar das gentilezas e formalidades, não houve avanço algum nas relações, estremecidas, entre Caiado e Lissauer, desde que este atropelou os interesses do Palácio das Esmeraldas na eleição para a presidência da Assembleia e, com o apoio de um grupo de deputados supostamente interessados na “independência” da Casa, impôs ao novo governador uma dolorosa e histórica derrota política.

 

Para que o Legislativo não se transforme em um estorvo para as intenções do novo governo, toda e qualquer prosa com os 41 deputados ajuda muito pouco, por mais amigável que seja. Esse é um campo da política onde só existem profissionais, aliás tal como ficou demonstrado na própria vitória de Lissauer Vieira. Ele, provavelmente, com as suas próprias e cuidadosas palavras, deve ter dito a Caiado que o mais importante é abrir espaços para os parlamentares no governo o mais rápido possível, inaugurando o toma-lá-dá-cá caiadista. Só aí, sim, e não com tapinhas nas costas, será possível construir uma base de apoio, inexistente hoje, para aprovar de olhos fechados as matérias palacianas, sonho e meta de qualquer governante.