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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 fev

Suposta base de apoio com 23 deputados que Caiado estaria conquistando na Assembleia é pura ilusão: hoje, o governador não pode contar a ferro e fogo nem com os deputados do seu partido, o DEM

É uma quimera a suposição de que o governador Ronaldo Caiado estaria a um passo de conquistar 23 deputados para a sua base de apoio na Assembleia Legislativa, quando, hoje, o que se tem nas relações entre a Casa e o Poder Executivo é uma desarticulação sem precedentes na história política do Estado.

 

Caiado, na verdade, não pode contar nem com os particulares do seu partido, o DEM, caso venha a ser necessária uma prova de fogo. Dos quatro integrantes da bancada do DEM, três – Iso Moreira, Dr. Antônio e Álvaro Guimarães – estão insatisfeitos com o novo governador (Iso e Dr. Antônio com sequelas do processo de escolha do presidente da Assembleia e Álvaro Guimarães irritado com o atraso na promessa de nomeação de indicados seus para a presidência e diretorias da Codego) e um, Chico KGL, aguarda o chamamento que ainda não veio para uma conversa pragmática sobre os seus interesses. Nas demais bancadas, mesmo com o secretário Ernesto Roller negociando com alguns parlamentares uma cota individual de R$ 30 mil em nomeações, campeia o descontentamento com o governo, principalmente pela ausência de conversas diretas com Caiado.

 

O jantar realizado há poucos dias, no Palácio das Esmeraldas, não serviu para diminuir esse distanciamento. O clima foi frio e o comparecimento, baixo: pouco mais que a metade da Assembleia ou 23 a 24 deputados. Caiado foi formal e distante, excessivamente cerimonioso. Politicamente, o resultado não passou de um grande zero. O governo continua sem base parlamentar e o governador, por sua vez, dá a impressão de não está interessado em construir uma.