Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

10 mar

Um vendeu a usina de Cachoeira Dourada. Outro botou fora a Celg. Ambos pulverizaram o dinheiro que entrou. Esses dois crimes contra Goiás e os goianos nivelam por baixo os governos do MDB e do PSDB

O MDB e o PSDB, tecnicamente adversários históricos em Goiás, estão nivelados por baixo na semelhança dos crimes que cometeram, ao vender, um, a usina de Cachoeira Dourada, outro, a Celg, igualando-se na irresponsabilidade administrativa que levou à pulverização dos recursos apurados, sem repercussão no desenvolvimento do Estado.

 

A privatização de Cachoeira Dourada, pelo governador Maguito Vilela, e em seguida a da Celg, pelo seu sucessor Marconi Perillo, proporcionaram o ingresso de montanhas de dinheiro no caixa governamental, mas tudo foi torrado em seguida graças à falta de planejamento e de visão dos dois governantes. Não houve, nos dois casos, planejamento algum sobre o destino dos recursos que seriam arrecadados e o resultado é que esses dois portentos do patrimônio público dos goianos se esvaíram pelo ralo.

 

Neste domingo, O Popular publica um detalhado levantamento sobre o esfarinhamento dos mais de R$ 1 bilhão que entraram por conta da venda da Celg. Exaustivamente, no passado, já se mostrou como a fortuna recebida por Cachoeira Dourada foi estilhaçada em gastos banais, quando, como se demonstrou na época, poderia ter rendido um espetacular aumento de 1 ponto na evolução do PIB estadual – e, acreditem, leitora e leitor, 1 ponto parece numericamente pouco, mas é muita, muita coisa em termos de cenário econômico. Nos dois casos, desperdiçou-se a hipótese de um precioso financiamento para levar o Estado a um avanço significativo, com benefícios sem conta para a sua população. Um e outro. Outro e um. MDB e PSDB sem qualquer diferença quanto a imprudência dos seus atos de governo, marcados para sempre pela história pelo tamanho dos equívocos cometidos.