Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

15 mar

Recado para o presidente da Fieg Sandro Mabel: autoridade pública, como a sua, não tem o direito de ser incorreta e usar expressões preconceituosas

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, o ex-deputado Sandro Mabel, deu uma entrevista postada no site do jornal O Popular(print acima) em que faz uma defesa aguerrida dos incentivos fiscais, ameaça o governador Ronaldo Caiado com a desindustrialização do Estado e, no final das contas, se expressa em uma linguagem desarticulada que incomoda quem assiste ao vídeo.

 

Entre outros deslizes, Mabel repete por sete vezes a palavra “judiação”, que parece incorporada aos seus cacoetes verbais. Vejam bem, leitora e leitor, trata-se de um vocábulo que não deveria circular à solta na boca de autoridades públicas, que têm visibilidade e servem de referência para a sociedade. A carga antissemita de “judiar” na acepção de “maltratar, torturar, infligir sofrimentos”, é clara: o termo “judiar” teria nascido com o sentido de “maltratar um judeu”, logo expandido para “maltratar alguém ou algo como se maltrata um judeu”.

 

Provavelmente, Mabel não teve intenção de ofender ninguém. Mas isso não o isenta de responsabilidade. Pagamos tanto pelo conhecemos como pelo que ignoramos.