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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

27 maio

Maior amigo e protetor de Marconi dentro do PSDB, João Dória defende o afastamento de quem está sob investigação por prática de corrupção – medida que atinge em cheio o ex-governador goiano

“Todos os filiados ao PSD que são acusados de irregularidades devem se afastar do partido para cuidar de suas defesas. Peçam para sair. Caso inocentados, podem voltar ao partido”.

 

A declaração é do governador de São Paulo João Dória, na última sexta-feira, e atinge como um raio o seu amigo e protegido Marconi Perillo – o que mostra que Dória, hoje a maior liderança nacional dos tucanos, não está para brincadeiras. Ele, aliás, deu o exemplo, ao desligar do seu secretariado o ex-ministro Gilberto Kassab, colocado no foco das investigações da polícia e do Ministério Público quanto ao recebimento de propinas do grupo Friboi, no que se igualou ao ex-governador goiano, porém este acusado de embolsar dinheiro da Odebrecht.

 

Para piorar as coisas e empurrar Marconi para fora do PSDB, o partido realiza no próximo dia 31 a convenção que escolherá o seu novo presidente (o atual é o ex-governador Geraldo Alckmin) e aprovará também o seu código de ética, o primeiro na história partidária brasileira. Um dos itens está de acordo com a proposta de Dória, ao determinar o afastamento obrigatório dos tucanos que sejam alvo de qualquer apuração pela prática de improbidade ou corrupção. “Os acusados deverão fazer a sua defesa fora do PSDB. Se alguém fez alguma coisa errada, que pague por isso, que tenha o seu julgamento e direito de defesa pleno. Peça licença, tenha grandeza, se afaste. Faça sua defesa, se for isento, volte, será bem vindo, será aplaudido. Mas tenha a dignidade de fazer a sua defesa fora do PSD”, explicou com clareza didática o governador paulista.

 

Mais problemas para Marconi, portanto. E a curto prazo.