Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

24 jun

Assembleia e Câmara de Vereadores de Goiânia também têm programas itinerantes, cuja única utilidade é gastar à toa o seu dinheiro, leitora e leitor, em marketing ilegal e abusivo

A Assembleia Legislativa, na gestão de Lissauer Vieira, e a Câmara de Vereadores de Goiânia, desde quando Anselmo Vieira foi o seu presidente, também inventaram programas itinerantes, com a suposta justificativa de se dirigir em fins de semana a cidades ou bairros para oferecer serviços públicos, consultas médicas, shows musicais e outros “benefícios” aos moradores de cada região. Da mesma forma que os mutirões de Iris Rezende ou o Governo Junto de Você de Marconi Perillo, ambas as Casas instalam caríssimas estruturas e mobilizam centenas de funcionários no que entendem ser o atendimento da população, torrando fortunas em dinheiro público.

 

O programa da Assembleia tem o curioso título de Alego Ativa, sugerindo que, em outros momentos, o Poder é absolutamente inoperante. Já os vereadores batizaram o seu de Câmara Itinerante, nome batido e repetitivo, o preferido pelas prefeituras e por longo tempo o emblema dos governos de Marconi Perillo na área. Em comum, o que todos têm é a intenção disfarçada de gerar ganhos políticos e eleitorais, aproveitando-se da ignorância e da boa vontade da população atingida.

 

Segundo um levantamento publicado pelo jornal O Popular, o Alego Ativa, ao contrário do que afirma o presidente Lissauer Vieira, está longe de ter baixo custo. Por ano, a previsão de gastos com aluguel de escritórios, palcos móveis, banheiros químicos, tendas, geradores, mesas e cadeiras, é superior a R$ 1 milhão, excluíds desses cálculo o pagamento de diárias, ajudas extraordinárias aos servidores que participam dos eventos e custas de deslocamento e alimentação. No caso do Câmara Itinerante, o desperdício supera os R$ 3 milhões anuais, despesa, aliás, que o Ministério Público Estadual considerou abusiva e destinada unicamente a fazer a autopromoção dos vereadores. Uma consequência, grave, é que o vereador Anselmo Pereira, criador do programa, está com os seus bens indisponibilizados e é processado por improbidade devido ao dispêndio de R$ 2,3 milhões com a infeliz ideia – que os promotores  consideraram injustificável com argumentos que servem para toda e qualquer iniciativa parecida.

 

Como se vê, é caso de polícia.