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18 set

Senado/2026: perspectivas são muito favoráveis a uma vaga para Gracinha e outra para Gayer

Vista de hoje, a eleição para as duas vagas para o Senado, por Goiás, no ano que vem, tem tudo para terminar vencida pela primeira-dama Gracinha Caiado (UNIÃO) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL). As poucas pesquisas publicadas até agora, a última pelo Real Time Big Data, instituto da Rede Record (credibilidade mediana), apontam para um enorme vantagem de Gracinha e Gayer sobre os demais concorrentes, entre os quais aparece o senador Vanderlan Cardoso (PSD) com uma pontuação razoável, mas insuficiente, e os demais ladeira abaixo – o ex-prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha (PSD), o deputado federal Rubens Otoni (PT), o presidente da Agehab Alexandre Baldy (UNIÃO) e o deputado federal Zacharias Calil (UNIÃO), dentre outros.

 

 

Trata-se de um cenário muito consolidado, que dificilmente passará por mudanças enquanto a data das urnas não chega, dada a solidez e a consistência dos fundamentos que sustentam as candidaturas de Gracinha e Gayer. Ela, pela enorme visibilidade adquirida como coordenadora geral dos programas sociais do governo do marido Ronaldo Caiado, ele, pela forte identificação com o bolsonarismo raiz em um Estado onde o Jair venceu com folga em 2018 e em 2022 e exibe um eleitorado identificado como direitista como nenhum outro no país – aliás, o que beneficia não só Gayer, como também Gracinha.

Ainda falta água à bessa para escoar por baixo da ponte, porém a disputa senatorial costuma se dar em cânones diferenciados da briga pelo governo estadual: essa, priorizando em parte a competência política e administrativa, enquanto a primeira costumar levar em conta fatores como a gratidão do eleitorado, o reconhecimento da importância do postulante e o seu comprometimento com bandeiras populares, no caso de Gracinha o cuidado com os segmentos vulneráveis e no de Gayer a identificação absoluta e radical com o bolsonarismo.

 

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Uma hipótese que pode mexer com esse quadro de quase certeza no pleito para o Senado é o chamado “efeito garupa”. Ou seja: a depender de como as coisas vão evoluir, Gracinha, pela indiscutível força que a sua campanha vai mostrar, pode acabar “nomeando” um possível companheiro de chapa, com o qual faça dupla no seu futuro palanque. Já aconteceu antes em Goiás, quando Iris Rezende, em 1994, carregou o então eleitoralmente limitado deputado federal Mauro Miranda para a 2ª vaga na Câmara Alta. No entanto, se o PL abrir mão de correr atrás do Palácio das Esmeraldas, com a desistência de Wilder Morais, e resolver dar apoio a Daniel Vilela, quem iria de mãos dadas com Gracinha seria Gayer e aí a disputa estaria liquidada, sem a menor chance de qualquer resultado alternativo. O duo seria imbatível, com possibilidade de aplicar uma lavada de votos na concorrência. Por ora, é o que se pode prever para 2026, na corrida senatorial.