O show de Mabel: ajuste fiscal e estabilidade administrativa em 8 meses

A prestação de contas do 2º quadrimestre da prefeitura de Goiânia trouxe a público dados financeiros e administrativos simplesmente sensacionais, mostrando que o município entrou em uma fase virtuosa da sua gestão – apenas oito meses após a posse do prefeito Sandro Mabel (UNIÃO). Há muito dinheiro nos cofres, enquanto, na vertente contrária, a dívida caiu radicalmente: o estoque herdado por Mabel, alcançando quase R$ 1 bilhão, despencou para pouco mais de R$ 140 milhões. Segundo o jornalista econômico Lauro Jardim, em sua coluna no jornal Hoje, “a disponibilidade de recursos cresceu exponencialmente a partir de 1º de janeiro deste ano, saindo de R$ 743,685 milhões para R$ 1,521 bilhão em caixa, num avanço de 104,50%. Essa recuperação vigorosa está obviamente associada ao enxugamento de despesas imposto pelo prefeito desde o início da nova administração e a um desempenho mais favorável das receitas”.
Quer dizer, Mabel está dando um show de gerenciamento, tanto pelo lado da arrecadação, quanto pelo dos gastos. Não bastasse a força desse nivelamento fiscal, salta ao olhar, mesmo superficial, que a cidade está mais limpa, leve e fluída. A mobilidade geral avançou em qualidade, tanto para o transporte coletivo quanto para o tráfego de carros. A recolha de lixo e o descarte de entulho estão normalizados, com a colaboração das goianienses e dos goianienses – provavelmente estimulados pela sensação de que as ruas estão mais bem organizadas.Nos postos de saúde, não faltam mais atendimento médico e medicamentos.
LEIA TAMBÉM
Mabel disse na campanha que era gestor. Está provado que falou a verdade
Continuidade de Caiado será a variável de maior peso nas eleições de 2026 em Goiás
Mabel confirmou o 2º maior fator que levou à sua eleição, em uma espetacular virada no 2º turno sobre o adversário Fred Rodrigues (PL), que venceu o 1º turno: o seu currículo de gestor, testado com sucesso na sua longa carreira empresarial. O 1º fator todo mundo sabe qual foi: o apoio decisivo do governador Ronaldo Caiado, responsável por desaposentar um político que havia se afastado há anos para se dedicar a atividades privadas e levá-lo a uma vitória histórica nas urnas da capital. Caiado fez o mesmo em Aparecida, com Leandro Vilela. São dois exemplos marcantes que deveriam acender as atenções do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e do senador Wilder Morais (PL), aspirantes à corrida pelo governo do Estado em 2026. Eles vão enfrentar o vice-governador Daniel Vilela, desde já líder das pesquisas, com ampla frente, como se viu no levantamento da Atlas/Intel, em que apareceu com quase três vezes mais intenções de voto do que Marconi e Wilder. Detalhe fundamental: Daniel é quem tem o apoio de Caiado, condição que tende a ser definidora para o pleito do ano que vem, segundo a maioria dos cientistas e analistas políticos.
Voltando a Mabel. Fora o conflito com a Câmara de Vereadores, ele navega em um mar calmo e tranquilo, gerado pelas suas ações revolucionárias à testa do Paço Municipal. O caos gerado pela improdutividade de Rogério Cruz não existe mais, a maioria dos problemas que afligiam o dia a dia da prefeitura desapareceram, está tudo, como se diz na gíria, dominado. A aposta bem-sucedida de Caiado, depois de um passado de divergências com Mabel, mostrou que o governador teve grandeza para enxergar e encaminhar uma solução eficaz para o drama criado pelos improvisos e descaminhos do passado. Agora é tempo bom para Goiânia, portanto, com previsão de dias melhores ainda.