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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

30 out

Violência no Rio consolida segurança como tema de 2026 e reforça a candidatura de Caiado

Já era consenso nacional que a segurança pública seria um dos temas primordiais da campanha presidencial de 2026, quiçá o de maior destaque. Agora, depois do maior festival de violência da história do país, nesta semana, no Rio de Janeiro, essa avaliação tornou-se uma certeza absoluta, com desculpas pelo pleonasmo para se chegar a uma máxima ênfase. A inclusão da criminalidade desenfreada que assola o Brasil no debate eleitoral tende a prejudicar, e muito, a recandidatura de Lula, todo mundo sabe. O PT e, de resto, a esquerda tropical, não conseguem se desvencilhar da pecha de defensores ou, no mínimo, de complacentes com a bandidagem, tal como o próprio presidente da República deixou claro na Malásia, dias atrás, ao afirmar textualmente que “traficantes são vítimas dos usuários também”.

 

 

Esse fervilhar de ideias que vai emoldurar o cenário das eleições para o Palácio do Planalto é oportuno para o governador Ronaldo Caiado. Como sempre ocorre em momentos críticos, ele saiu na frente, oferecendo ajuda da Polícia Militar de Goiás para o colega Claudio de Castro, no Rio. Mais uma vez, Caiado despejou críticas sobre a gestão de Lula, a quem acusou de leniente com a livre ação das facções, quadrilhas e milícias – o crime organizado, enfim. Aliás, enquanto o governador goiano falava sobre um assunto que nenhuma outra autoridade brasileira domina como ele, Lula, em Brasília, baixava a cabeça constrangido para cumprir o minuto de silêncio que o ministro então empossado Guilherme Boulos propôs para reverenciar os mortos no conflito carioca, sem distinguir entre os quatro policiais vitimados e os mais de 120 marginais comprovadamente identificados que perderam a vida. Vale lembrar: ninguém da população civil está entre os atingidos pela operação. Não houve nem um único caso.

É fato: de um governo de esquerda, na parte latina do mundo, jamais se deve esperar algum tipo de solução para combater com eficácia a delinquência, em qualquer nível. Na visão de mundo dita progressista, criminosos são produto das desigualdades sociais e, portanto, seres humanos injustiçados e expostos a um aparelho repressivo que não deveria existir. Sim, isso mesmo: como é notório, o PT é a favor da desmilitarização dos agentes de segurança do Estado, através da extinção das Polícias Militares – apontadas em inúmeras matérias no site do partido como uma “tropa fascista” (leia um desses textos aqui). Enquanto esse tipo de ideologia controlar o poder, a segurança pública não passará de mera ficção na Terra dos Papagaios… com a honrosa exceção de Goiás, graças ao rigor e à firmeza de Caiado.

 

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Os acontecimentos do Rio encurralaram Lula e a petezada em geral. É provável que a maioria da população – e isso logo se verá em pesquisas – enxerga com bons olhos os resultados da operação que fulminou mais de uma centena de líderes e soldados do Comando Vermelho. Na rudeza da concepção popular, não é de hoje que “bandido bom é bandido morto”, ao contrário do pensamento esquerdista pretensamente assumido como iluminado e esclarecido, mas incapaz de fundamentar um remédio ao menos paliativo para a gravidade da crise de segurança ora em curso no país. Tudo isso está fadado a se refletir nas urnas de 2026, funcionando desde já como uma variável poderosa na consolidação da candidatura presidencial de Caiado e no estabelecimento das suas expectativas de vitória.

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Sugestão para as leitores e os leitores: confiram o artigo curto e sucinto do editor do Jornal Opção Euler Belém com o título Frase de Lula sugere que crime organizado resulta de problema social e não de empreendedorismo mafioso. Vale por um tratado sobre a obsessão da esquerda em apresentar a criminalidade como produto das injustiças sociais.