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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

17 nov

Era esperado e aconteceu: pesquisas pós-megaoperação no Rio mostram candidatura de Caiado em alta

A primeira pesquisa sobre a disputa pela presidência da República após a megaoperação que neutralizou 121 traficantes no Rio de Janeiro confirmou o que já era esperado: a candidatura do governador Ronaldo Caiado subiu nos índices de intenção de voto, consequência das fortes posições que ele assumiu ao comemorar a eliminação de bandidos, oferecer tropas da PM de Goiás para ajudar o governo carioca na guerra contra a criminalidade e subir às manchetes da mídia nacional com uma série de entrevistas e declarações sobre segurança pública – assunto em que Caiado se tornou hoje a principal autoridade brasileira. Até mesmo veículos de comunicação de fora do país, como a revista The Economist, a BBC inglesa e Agência Reuters, todas operando a partir da Inglaterra, apareceram para ouvir o governador goiano.

Tanta visibilidade acabou com a previsível alta apurada pela Genial/Quaest, em especial na simulação de um 2º turno entre Caiado e Lula, que o petista continua vencendo, mas agora com uma diferença reduzida de 15 para sete pontos. Em definitivo, os acontecimentos letais nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio, consolidaram o tema da segurança pública como a principal preocupação de todas as camadas sociais pelo Brasil afora, com exceção de Goiás, único Estado em que todos os índices de ocorrências penais estão em queda contínua, aliás desde o início do 1º mandato de Caiado, em 2019. No ano que vem, ao escolher o novo presidente da República, a cabeça do povo será condicionada pela busca da paz social, assunto no qual o governo Lula vem derrapando seguidamente – no Palácio do Planalto, logo após as mortes dos 121 bandidos, Lula abaixou a cabeça para participar de uma homenagem de um minuto de silêncio em memória dessas “vítimas”, na verdade algozes da população submetida aos seus desmandos nas comunidades que dominam.

 

 

Caiado, portanto, pode ser o nome da hora. Esquerda e combate ao crime não combinam. O PT controlou o governo federal por 17 dos últimos 24 anos, anos e o resultado foi a iminência de um narco Estado, que, para muitos especialistas, já estaria praticamente implantado com a constatação de que espaçosas áreas do território nacional quedaram-se submetidas pelas facções, milícias e quadrilhas. É isso que Caiado tem denunciado dia e noite, desde há muito tempo. Daí que o ativismo contra a delinquência tolerada com a complacência do governo federal tornou-se naturalmente o escopo da sua candidatura presidencial, criando uma avenida para uma visibilidade maior e significativamente densa do seu nome, hoje, segundo a Genial/Quaest, ainda desconhecido para 51% do público ouvido no levantamento divulgado na semana passada. Porém, entre aqueles que conhecem e ouviram falar em Caiado, ele já chega a 15% das intenções de voto. Aos poucos, como se vê, o governador goiano vai desenhando e separando a sua raia na corrida sucessória de 2026.

De resto, a estratégia que Caiado sempre defendeu – o lançamento de vários nomes da direita e do centro – parece cada vez mais provável em 2026, diante da impossibilidade de união do campo conservador com a insistência da família Bolsonaro em se fixar em um candidato com o seu sobrenome, mesmo agregando toda a enorme rejeição exibida pelo Jair e assim inviabilizando uma vitória no 1º turno. O jogo verdadeiro vai ser jogado no 2º turno, sempre entendeu Caiado. É nesse momento que se daria a necessária aglutinação de forças para enfrentar Lula e ele, Caiado, começa a mostrar potencial para representar essa frente ampla para finalmente encarnar um projeto de mudança radical para as brasileiras e os brasileiros.

 

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