Apoio do PL a Daniel Vilela está praticamente decidido e fortalece Gayer para o Senado
A indagação que paira no ar sobre as eleições para o governo de Goiás, marcadas para outubro, é uma só: o PL vai se juntar à base governista para apoiar Daniel Vilela e, em troca, escalar Gustavo Gayer ao lado da primeira-dama Gracinha Caiado na disputa pelas duas vagas disponíveis para o Senado – rifando, em consequência, a candidatura de Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas?

São cada vez maiores os sinais de que, sim, essa aliança vai acontecer, impactando com força as urnas vindouras e influenciando um resultado positivo para esse arranjo, diante do potencial político e eleitoral embutido. Ou seja, praticamente garantindo a consagração de Daniel como governador e de Gracinha e de Gayer como senadores.
Essa composição é tão poderosa que pode atrair até legendas de esquerda, como o PSB, que não esconde a simpatia por Daniel e, através das recorrentes declarações públicas seu presidente estadual Elias Vaz, prestes a ser substituído pela recém-filiada Aava Santiago, aparentemente também a favor de levar a sigla para o arco partidário por trás da chapa a ser lançada pelo grupo liderado pelo governador Ronaldo Caiado. Vaz elogia Daniel como um político civilizado de centro-direita, assim como, da mesma forma, avalia Caiado como um líder comprometido com valores democráticos.
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Estratégia da pré-campanha de Daniel Vilela investe na conexão total entre ele e Caiado
Voltando à anexação do PL ao palanque de Daniel Vilela: tudo indica que é questão de dias o anúncio do acordo, faltando superar a resistência de Wilder, cujas pretensões à governadoria são frágeis e não convencem ninguém, nem sequer ele mesmo. O senador não articula, não fala em propostas, não mostra o mínimo de vontade para entrar em uma corrida que pode acabar sacrificando não só a candidatura de Gayer, como as dos interessados em mandatos na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

O maior interessado em fechar com Daniel Vilela, obviamente, é Gayer. Ele já fez o que tinha que fazer nos bastidores, conseguiu até o sinal verde do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluiu o aval do senador Flávio Bolsonaro para as conversações, e agora apenas aguarda a oficialização. Wilder e mais um ou outro associado levantaram a hipótese de receber também o direito de apontar o vice, além de ganhar a vaga senatorial para Gayer. É muito. Uma análise superficial leva com facilidade à conclusão de que essa concessão enfraqueceria a campanha. Não há como abrir mão de um nome francamente identificado com Caiado para reforçar o DNA governista da chapa – inequivocamente o maior trunfo de Daniel Vilela. O PL é valioso, ao assegurar os votos dos segmentos bolsonaristas radicais, mas nem tanto.
A coligação entre as siglas governistas e o PL é o último movimento de importância com vistas às eleições deste ano em Goiás. Tudo o mais é acessório. Suas consequências são afirmativas, no sentido de tornar inevitável a vitória de Daniel Vilela para o governo e de Gracinha e Gayer para o Senado. Só uma catástrofe poderia alterar esse desfecho e é exatamente por isso, ao distribuir vantagens para todos os envolvidos, que esse acerto está próximo de se tornar realidade.