Nesta terça, 31, Daniel Vilela chega ao governo trazendo a renovação geracional
Tem importância especial a posse do vice Daniel Vilela como governador de Goiás daqui até 31 de dezembro, marcada para esta terça, 31 de março, na Assembleia Legislativa. Trata-se de um mandato tampão, a partir da renúncia do titular Ronaldo Caiado para mergulhar no desafio presidencial aberto à sua frente. Mas com um detalhe que muda tudo: Daniel será candidato à reeleição, propondo-se a estender, portanto, o efeito de renovação geracional que encarna para o poder estadual, já que assumirá com apenas 42 anos. Jovem demais? Sim, mas detentor de uma vasta experiência oriunda de uma longa, profícua e movimentada carreira política, sem falar que é alguém, desde criança, próximo da gestão pública, em especial quando o seu pai ocupou o Palácio das Esmeraldas e, depois, comandou a prefeitura do 2º maior município do Estado, em termos de população e arrecadação – Aparecida.

É quase uma revolução. Caiado tem mais de 70. Iris Rezende e Maguito Vilela, se vivos estivessem, estariam em um patamar distante, entre 75 e 85 anos. Marconi Perillo e Wilder Morais, programados para concorrer com Daniel Vilela, passam, respectivamente, dos 60 e dos 50, o que coloca os dois uma geração inteira ou meia, muito distantes do vice prestes a enfrentar uma empreitada administrativa e eleitoral de respeito, como governador e em seguida candidato a mais um período de 4 anos na cadeira de ouro da da Praça Cívica.
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Vale assinalar que Daniel Vilela se situa na faixa etária da maioria esmagadora dos mais de 5 milhões de goianas e de goianos aptos para votar em outubro vindouro, dentre os quais a parcela de 16 a 40 e poucos anos é dominante. Aparentemente, essa posição do sucessor de Caiado dá a ele uma sintonia inédita com um segmento, digamos assim, decisório da população. Em 1998, um fenômeno parecido impulsionou o então moço da camisa azul Marconi Perillo, com apenas 34 anos, a vencer o na época todo-poderoso Iris Rezende (Marconi só completou os 35 anos constitucionalmente exigidos para o cargo antes da posse).
Embora na política desde sempre, Daniel Vilela chega inequivocadamente como um governante com ares de novidade e de inovação. Essa é a cara dele, inclusive em termos da campanha que se avizinha, quando terá como antagonistas o passado hoje distante representado por Marconi e a escandalosa falta de conteúdo do milionário diletante e senador Wilder Morais, sem falar na inexpressividade eleitoral do nome que será lançado pelas esquerdas congregadas com o PT e de apelo zero em pleitos majoritários em Goiás. Segundo as pesquisas, o potencial de votos dessa frente, no total, não supera o índice que consagra Daniel em 1º lugar, com chances de vencer no 1º turno, pelos seus próprios méritos e pela condição de continuidade legítima do bem aprovado governo Caiado.