Daniel Vilela já fixou o mote para a sua reeleição: continuidade com inovação
O governador Daniel Vilela já colocou a campanha à reeleição (tecnicamente: pré-campanha) nas ruas, beneficiado pela visibilidade automática fornecida em escala pelo cargo que ocupa: viaja dia e noite, entrega obras e benefícios, comparece como convidado a eventos superlotados (em especial, evangélicos), tem material abundante para publicar nas redes sociais e, enfim, está no centro de uma espetacular rede de divulgação das suas atividades e do seu nome, resultado da condição natural de chefe de Estado. Daí que vem sendo tranquila e segura a manutenção do 1º lugar nas pesquisas, mais de 20 pontos além do 2º colocado (Marconi Perillo), à falta também de qualquer ameaça vinda dos adversários.

Para fazer frente a tudo isso, seus antagonistas patinam a uma distância de anos luz. Pior, não conseguem gerar fatos para chamar atenção. Com a sua experiência de 4 mandatos no Palácio das Esmeraldas, o ex-governador Marconi Perillo montou uma agenda de encontros de pequeno porte pelo interior afora, poucos por semana, com o propósito evidente de criar uma ilusão de movimento no Facebook e no Instagram, principalmente. Aos trancos e barrancos, padecendo sob um isolamento monumental, sem aliados de peso, vai se arrastando e parece mesmo, a essa altura, surpreendentemente disposto a ir até o fim, abandonando em definitivo a possibilidade de uma candidatura a deputado federal – que daria a ele um palco e um instrumento para sobreviver politicamente.
Marconi vai arriscar tudo nas eleições deste ano. A terceira derrota o afundará em mais 4 anos sem mandato, totalizando 12 anos de planície. Não será fácil manter a cabeça acima da linha d’água em um cenário tão desfavorável quanto esse. Enquanto isso, Wilder Morais não vive dias melhores. Ao contrário: até correligionários mais próximos reclamam da sua paralisia. Wilder faz a não-campanha, crente em uma virada na reta final por conta de um sonhado impulso bolsonarista, tal qual o que milagrosamente o elegeu para o Senado em 2022. Por último, o PT cambaleia com Luis Cesar Bueno, sem lenço nem documento para correr um páreo cujo pódio é o Palácio das Esmeraldas.

Daniel Vilela logrou um passo gigantesco ao consagrar, antes do fragor da campanha, um mote para a sua candidatura: continuidade com inovação. Perante o eleitorado, ele já está apresentado como quem garante a sequência do bom governo de Ronaldo Caiado e das suas conquistas, com destaque para os avanços na segurança pública. Caiado, mergulhado na campanha presidencial a partir do centro de operações montado em São Paulo, acabou abrindo espaço à vontade para a afirmação de Daniel como governador. Mas a linguagem e a simbologia que agradou o povo na gestão passada, foram mantidas. Nada de mudanças, a não ser cosméticas. Um acréscimo significativo veio dos projetos já lançados por Daniel Vilela, incorporando mais tecnologia e modernidade aos procedimentos governamentais em Goiás, inclusive com a utilização maciça da Inteligência Artificial, com força para as investigações policiais. O pano de fundo para a reeleição está pronto.
LEIA TAMBÉM
Daniel Vilela consolida prioridade para a segurança pública, assim como no governo Caiado
Oposição omissa a pouco mais de 100 dias para as eleições reforça o favoritismo de Daniel Vilela
Com rally de entregas, afirmação de Daniel Vilela como governador está consolidada
A marca dos 100 dias até a eleição chega nesta semana. Se o clima deu uma esfriada em Goiás, politicamente anda gelado, mais um elemento de suporte vantajoso para Daniel Vilela: antecipar o debate entre os candidatos é sempre do interesse da oposição. Por ora, não há nem sinal de nuvens sequer cinzentas no horizonte da base governista, com o governador dominando a narrativa que aponta para um Estado em desenvolvimento, bem administrado, com um nível de segurança nunca visto antes e muito à frente de qualquer outro Estado brasileiro. Marconi, Wilder e Luís Cesar não sabem o que dizer para rebater esse discurso, tudo indica que acolhido pela população, enquanto as urnas de aproximam.