Paraná Pesquisas: com mais da metade mais 1 dos votos válidos, Daniel pode vencer no 1º turno

Mais uma pesquisa, divulgada neste início de semana, pela Paraná Pesquisas – instituto de reconhecida credibilidade nacional – aponta para a reeleição do governador Daniel Vilela (PSDB) logo no 1º turno – e, atenção, leitoras e leitores: por uma vantagem que aumenta a cada levamento, na reta final das eleições. Segundo a Paraná, Daniel alcançou 45,6 das intenções de voto, seguido por Wilder Morais (PL) com 18,5%, empatado com Marconi Perillo (PSDB), 18,4%. Logo atrás, Luis Cesar Bueno (PT) marcou 6,1%, Luciana Amorim (UP), 0,9 % e por último Danilo Pinheiro (PCO), 0,8%(acima, o gráfico correspondente produzido pela CNN).

Agora vem o que importa: convertidos os números da Paraná Pesquisas em votos válidos, critério utilizado pela Justiça Eleitoral, que descarta os brancos e nulos, Daniel Vilela soma 50,5%, ou seja, supera a marca oficial de 50% mais 1 dos votos e, portanto, está pronto para liquidar a fatura no 1º turno. É uma margem apertada. Sim. Mas, note-se: estamos a apenas 5 dias da data do pleito, prazo insuficiente para qualquer mudança, digamos assim, mais significativa. E a poderosa máquina governista intensificou a sua mobilização a favor de Daniel nesses últimos dias de campanha, cobrindo todo o Estado, ao contrário da concorrência – que mostra uma movimentação limitadíssima pela falta de estrutura, de agenda e de apoios de peso.
Daniel Vilela também continua crescendo, o que permite concluir que ele pode aumentar ainda mais a distância que o separa dos adversários, hoje já na faixa dos 27 pontos ou quase 1 milhão de votos, como se viu nos dados da Paraná. Em todas as pesquisas de credibilidade, o governador registra sempre alguma alta, a cada levantamento publicado. De confiança, estão previstas em Goiás apenas mais 2 pesquisas antes da votação, a vir à tona na próxima sexta-feira, 2 de outubro, da Atlas/Intel e da Quaest. Serão elas que captarão ou não os efeitos da visita do presidenciável Flávio Bolsonaro a Goiás, no domingo passado, 27, quando participou de uma movimentação de rua em Goiânia ao lado de Wilder Morais – com um bom público, cerca de 3 mil pessoas, mas bem abaixo do esperado pelos organizadores, que apregoavam uma plateia acima de 10 mil participantes. Provavelmente sem cacife para alterar o cenário estabelecido.
Como se sabe e se viu na última pesquisa da Quaest, na semana passada, Daniel Vilela vence Wilder Morais com ampla folga no voto do eleitorado de direita não-bolsonarista e no do eleitorado bolsonarista puro, inclusive nas simulações de 2º turno. O desempenho pífio de Wilder, sobre quem sempre pairou e paira a suspeita de ser um adepto não mais do que oportunista do Jair encarcerado, sugere que o seu nome não pegou como expressão verdadeira da “direita” ou do “bolsonarismo” em Goiás. Vejam só: entre a direita não-bolsonarista, Daniel é preferido por 48%, enquanto Wilder, que chegou a 24% na pesquisa passada, caiu para 20%. Agora, o pior: em meio à direita bolsonarista, Daniel crava 42% das preferências. Já Wilder, 25%. Wilder Morais, portanto, não colou nem mesmo entre a sua suposta base ideológica.
DADOS TÉCNICOS – A Paraná Pesquisas ouviu 1.352 eleitores de 62 municípios, entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo GO-07040/2026.