Cruz, Vilmarzim e Naves: chega ao fim a Era da Incompetência
Aleluia, leitoras e leitores: dia 1º de janeiro está ao alcance das mãos, trazendo para as maiores e mais importantes cidades goianas o fim da Era da Incompetência. Foram anos e anos que Goiânia, Aparecida e Anápolis atravessaram mergulhados na paralisia, no caos e na ineficiência dos seus piores prefeitos de todos os tempos: Rogério Cruz, Vilmar Mariano e Roberto Naves, respectivamente.
Não sobrou nada de pé. Em uma disputa pelo troféu máximo da improficiência, os três terminarão seus mandatos empatados no 1º lugar. Quem foi o mais inapto, o mais despreparado? Impossível escolher um campeão. Ao ficar livres de gente tão despreparada, as goianienses e os goianienses, as aparecidenses e os aparecidenses e as anapolinas e as anapolinos mal imaginam hoje o avanço que terão na qualidade de vida de cada um e de cada uma – com a ascensão dos próximos prefeitos eleitos pelo voto democrático e universal nas eleições de outubro último. A diferença vai ser marcante.

De Rogério Cruz, dizer o quê? Uma boa definição é a de que não passa de um pobre coitado, um altruísta que padeceu calado durante os seus quatro anos de mandato, permanentemente execrado por ter caído de paraquedas em uma cadeira para a qual não tinha nem vocação nem legitimidade nem condições mínimas. Um desastre, que será lembrado para sempre como o exemplo de tudo o que não poderia ter acontecido no Paço Municipal. Vai para a casa e para a lata de lixo da história com o rabo entre as pernas, até hoje sem a noção exata do pesado encargo que recebeu com o desaparecimento do titular Maguito Vilela. O Rogério morreu política e administrativamente no terceiro mês de governo, ao ingratamente expulsar o MDB da sua equipe de auxiliares e com isso contratar o maior fiasco da existência de Goiânia.

E Vilmar Mariano, em Aparecida? Não poderia ser diferente do que estava escrito: seu apelido, Vilmarzim, já antecipava no deletério diminutivo a incapacidade não só para a gestão, como também para o próprio estar no mundo. Era, é e continuará sendo para sempre um homem pequeno, não só em tamanho, mas como equivocada proposta de liderança coletiva. As primeiras pesquisas após a sua posse já antecipavam o veredito da população que o apontava como abaixo da estatura exigida para o cargo. Politicamente indigente, passou mais de dois anos (des)liderando a Cidade Administrativa, sede do poder aparecidense, falando e fazendo besteiras em profusão. Terminou abaixo de onde começou, submetido à humilhação de inaugurar reformas de praças e pinturas de prédios municipais, depois de enterrar a prefeitura em uma crise financeira que vai pesar sobre os ombros do seu sucessor Leandro Vilela.

Vem por último Roberto Naves. Ah, o Naves… depois dele, Anápolis nunca mais será a mesma, tal a destruição que impôs à economia local ao (des)conduzir os oito anos dos seus dois mandatos sem atrair uma única grande empresa e ainda por cima perdendo outras, como a maior operadora logística do mundo, a DHL, que abandonou a cidade para se transferir para Aparecida – a essa altura com certeza ocupando em prejuízo de Anápolis o 2º lugar no ranking dos PIBs municipais do Estado, atrás apenas de Goiânia. O professor que fracassou nas salas de aulas transformou a antiga pujança econômica de Anápolis em pó de traque com o seu populismo arcaico e a sua incapacidade administrativa. Naves vai-se deixando como uma zumbi na Assembleia Legislativa a mulher Vivian, eleita deputada estadual às custas do sacrifício dos cofres anapolinos, porém sem consciência do mandato e sem a menor chance de reeleição em 2026.
LEIA MAIS
43,4% de rejeição: vexame de Rogério foi contratado no dia em que dispensou o MDB
A utopia de Vilmarzim: US$ 120 milhões de dólares do banco da Dilma para salvar a gestão
Legado de Gomide e Naves para Anápolis é a perda do antigo poderio econômico
Os três – Cruz, Vilmarzim e Naves – resumem a Era da Incompetência que finalmente chegará ao fim, daqui a poucos dias, em Goiânia, Aparecida e Anápolis. Todos eles desaparecerão enterrados nas calendas, transformados em tristes e deprimentes notas de rodapé quando se relembrar o que foram as últimas décadas em cada um desses portentosos centros urbanos, os de maior dimensão em Goiás em todos os sentidos. Nenhum dessa trinca infame honrou a missão recebida, dois pelo acaso do destino – Cruz e Vilmarzim – e um inexplicavelmente vencedor de duas eleições, Naves (as duas decorrentes de fenômenos externos mal interpretados pelo eleitorado de Anápolis, como o horror bolsonarista). Enfim, felizmente, chegou a hora de dizer adeus a eles, para nunca mais.