Caiado tem o maior caixa de toda a história de Goiás: R$ 15 bilhões, à vista
Algumas informações, embora significativas, passam despercebidas. Uma delas é exatamente essa, leitoras e leitores, que está no título dessa nota: o governador Ronaldo Caiado pilota hoje o maior caixa da história de Goiás, seja real, seja nominal, em torno de R$ 15 bilhões de reais – e essa é uma façanha de profundas repercussões no desenvolvimento estadual, ao posicionar, pela primeira vez em todos os tempos, uma gestão fiscal superavitária que dominou as despesas, hoje muito abaixo das receitas, como convém a um ente público ajustado e equilibrado. (Há quem acredite que, na soma dos fundos e demais rubricas orçamentárias do Estado, essa poupança pode passar de R$ 20 bilhões).
Mas a situação confortável vai muito além do que o mero e espetacular saldo positivo. A Saneago, revitalizada, conta com mais de R$ 2 bilhões acumulados para investimentos. No front de obras, em que as principais se situam na manutenção e ampliação da malha rodoviária, o governador nada de braçada nos recursos do FUNDEINFRA, alimentados mensalmente pela taxa do agro – uma das jogadas mais geniais de Caiado, ao convocar a sua base ideológica histórica para financiar a infraestrutura estadual. Mês a mês, o fundo mantém uma arrecadação média entre R$ 200 a 300 milhões, com valores menores na entressafra, porém, mais do que suficientes para manter as quase duas dezenas de reformas e implantação de novas rodovias que se constituem no foco principal das inversões do governo de Goiás.

É por isso que, para Caiado, aderir ao PROPAG ou se manter no Regime de Recuperação Fiscal não chega a ser um dilema. Em ambos os casos, seguem de pé as reduções no pagamento da dívida herdada dos seus antecessores, porém, no caso do PROPAG, é certo que os vetos do presidente Lula serão derrubados pelo Congresso – de onde partiu a iniciativa pela lei, não do Executivo – e restabelecidas as enormes vantagens originalmente previstas para os Estados aderentes. Pela lógica, Caiado fará essa opção. Enquanto isso, os R$ 15 bilhões em caixa, não se espantem, leitoras e leitores, poderão passar de R$ 20 bilhões quando o vice Daniel Vilela se entronizar em abril de 2026 e Caiado se lançar de corpo e alma ao seu projeto presidencial. Nunca um sucessor terá recebido uma gestão tão bem pavimentada, do ponto de vista fiscal, que Daniel assumirá quando chegar a sua hora.
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A poupança construída por Caiado a partir do caixa arrebentado que herdou ao tomar posse em 2019 é a garantia de um Estado que paga em dia, tem cacife para bancar uma amplitude de programas sociais jamais vista até hoje e se impõe nacionalmente como exemplo de governança fiscal que se reflete até mesmo na importantíssima atração de investimentos privados. Acabou, em definitivo, a era dos malabarismos, em que o escasso dinheiro público era manipulado para cá e para lá na tentativa de tapar rombos e adiar soluções que prejudicavam a população. Tudo isso acabou. Vigora hoje um cenário de tranquilidade financeira, um autêntico céu de brigadeiro que Daniel Vilela vai cruzar ao se sentar na cadeira de comandante para substituir o titular do cargo em abril de 2026 e seguir em voo de cruzeiro para disputar a sua reeleição.