Brasil x Trump é o mesmo que um mico contra um gorila de 500 quilos
Explodiu um festival esquerdista e terceiromundista em curso no Brasil com a decisão do presidente dos Estados Unidos Donald Trump que impôs uma tarifa adicional para todas – vejam bem: todas – as exportações de Pindorama para a terra de Tio Sam. Aos montes, jornalistas se lançam na avaliação fácil e imediatista de que o ataque econômico trumpiano fortalece o presidente Lula como candidato à reeleição no ano que vem e que a direita e o bolsonarismo saem perdendo com o que seria uma espécie de traição à pátria.
Devagar com o andor, leitoras e leitores. Primeiro, assuntos dessa natureza chegam com dificuldade à compreensão das classes sociais. É difícil enxergar os eventuais prejuízos para a economia nacional. Quem é afetado é o andar de cima, o mesmo que está na mira demagógica de Lula e do PT, na guerra dos ricos contra os pobres. Depois, o Brasil comprou briga com gente grande. Lula é um mico diante de um gorila de 500 quilos como Trump, na definição do ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman. Somos um país irrelevante nas relações internacionais e menos ainda no que representamos para os Estados Unidos. Esse é o produto de 18 anos de diplomacia equivocada de Lula e de Dilma Rousseff, na sua visão infantil de um mundo em que os americanos são imperialistas, ou os vilões, e todo o resto os mocinhos ou… as vítimas.

Vamos lá: Jair Bolsonaro ganhou um alento. O presidente da nação número um do planeta endossou a tese de que ele está sendo perseguido pelo Supremo Tribunal Federal. Há um peso enorme nessa manifestação de Trump. O STF, de fato, não é flor que se cheire. Mantém inquéritos perpétuos, dá ordens secretas para a censura de perfis nas redes sociais e até ousa estender sua jurisdição para brasileiros radicados nos EUA. Pune com penas severas e desumanas gente desmiolada que pixou estátuas com batom ou sentou-se na cadeira do inquisidor-mor Alexandre Moraes. Os excessos são gritantes e precisam parar. Essa não é a contribuição que um Judiciário consciente deveria dar para a Democracia e o Estado de Direito brasileiros.
Lula interferiu na soberania do Peru ao criar condições para a fuga em um avião da FAB da ex-primeira-dama Nadine Heredia, condenada sob o devido processo legal por corrupção e hoje confortavelmente abrigada em São Paulo. Também foi para Buenos Aires, durante uma viagem oficial para participar de uma reunião do debilitado Mercosul, e aproveitou para visitar e pedir a liberdade de Cristina Kirchner, a ex-presidente também condenada por um roubo milionário de fundos do Estado argentino. Trump foi mais transparente, valendo registrar: ele não agiu apenas motivado pelo que chamou de “caça às bruxas” contra os Bolsonaros, porém fortemente em retaliação contra as restrições que o STF está impondo – violando a liberdade de expressão – às big techs que atuam na sustentação das redes sociais.

O que é que Goiás tem a ver com tudo isso? Simples, se não houver recuo no tarifaço, haverá danos para a cadeia goiana do agronegócio, em especial o setor de carnes. Culpa de quem? Do Jair ou do Lula? Ou, quem sabe, dos dois. Quem tem mais instrumentos na mão, no entanto? Lula, óbvio. Na semana passada, o presidente estava bravateando no Rio de Janeiro, durante a reunião do BRICS, contra o dólar como lastro do comércio internacional. “Precisamos desdolarizar os negócios entre as nações”, disse ele, algo que nem mesmo os ditadores da Rússia e da China, sem falar no autoritário da Índia, ousam cogitar. Não, se houver responsabilidades a atribuir, essas são indiscutivelmente do envelhecido, pouco lúcido e desconectado cacique petista.
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