Caiado faz o possível para amenizar o tarifaço em Goiás
O tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos, não interessam aqui os motivos, paralisou o governo Lula. O presidente petista, até agora, foi incapaz de qualquer reação, a não ser discursos e declarações infantis para plateias estudantis criticando Trump, tendo como efeito apenas o agravamento da situação – que prejudica milhões de brasileiros, pobres e ricos – e mostrando para o mundo que o Brasil não passa de uma república bananeira, com um partido no poder – o PT – que propõe como saída retaliar o Big Brother americano com… a cassação do visto do secretário de Estado Marco Rubio. Uma piada (só falta incluir o próprio Trump).
Seria cômico se não fosse trágico. O agronegócio se mobilizou e contratou um escritório especializado em lobby em Washington para ajudar a buscar uma solução. Ação inteligente. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado também marcou pontos: anunciou “uma linha de crédito com taxas inferiores às de mercado para os setores atingidos pela sobretaxa e a criação de um grupo de trabalho com representantes do governo e da iniciativa privada para avaliação de medidas adicionais que possam proteger a economia goiana”.
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A ideia de Caiado, um raio de luz em meio à escuridão em que o tarifaço trumpiano mergulhou o país, tem uma configuração racional e objetiva: “As condições do crédito serão estruturadas a partir de um fundo de fomento baseado no crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de exportação, sem aporte direto de recursos públicos, com taxa de financiamento inferior a 10% ao ano (menor que linhas subsidiadas por programas federais). Como contrapartida, as empresas deverão manter os empregos”. Simplesmente genial. Além disso, o pacote prevê, ainda, “a criação de um fundo de garantia para pequenos e médios empresários, com o intuito de alavancar a oferta de crédito por parte da iniciativa privada”.
Nem mesmo o governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, o Estado mais impactado pelo cataclisma marcado para 1ºde agosto, se mexeu em termos práticos até o momento, limitando-se a um discurso vacilante e sem oferecer soluções, mais ou menos repetindo o imobilismo do governo Lula – perdidos todos na falta de opções para reagir. Caiado, ao contrário, encontrou um rumo e parece certo, ao incluir um alerta: é ilusório aguardar um recuo de Trump, é melhor contar como realidade irreversível a ameaça dos 50%, se não for maior, dada as provocações acriançadas de Lula, e tomar providências para se adequar à nova situação de tomará conta da economia nacional.