Mote “ricos x pobres” não pega em Goiás e mantém o PT e a esquerda sem futuro no Estado

O grito de guerra da radicalização do governo do PT e das esquerdas em geral – ou seja, a campanha em curso do “ricos x pobres” como desculpa para justificar a sanha arrecadatória do ministro Fernando Taxad, ooooops…. Fernando Haddad – parece destinado a uma baixa performance como instrumento de recuperação da popularidade do presidente Lula, ao contrário, sugerindo desde já que se refletirá nas próximas pesquisas tirando ainda mais pontos do velho e superado mandatário do país.
Ao recorrer à antiga e esmaecida tese da luta de classes, o “ricos x pobres” não convence ninguém: quem é pobre quer ficar rico, quem é rico quer ficar mais rico e os dois grupos, no final das contas, sonham em se livrar das amarras institucionais e navegar livres pelas oportunidades oferecidas pelo capitalismo. Para as massas, é o tal do empreendedorismo que hoje faz a juventude brasileira desprezar as supostas vantagens da carteira assinada e da CLT em troca de correr atrás da chance de mostrar o seu valor e ganhar dinheiro sem necessidade de qualquer “proteção” e longe dos grilhões legais.
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Não à toa, Marx pontificava: a terrível “sabedoria” do capitalismo está em oferecer a quem nasce desprovido de fundos a possibilidade de também se tornar um capitalista e enriquecer. O notável pensador alemão (ou prussiano, o que dá no mesmo) anotava que, no entanto, isso só valeria para os mais qualificados e espertos. Com a massificação da sociedade, não há dúvidas de que alguma coisa mudou e agora, com a complexidade do mundo da economia, essa alternativa abriu-se como nunca para qualquer um. Provavelmente, é o que idealizam para o futuro contingentes cada vez maiores de brasileiras e brasileiros: virar empresários.

Último suspiro do distorcido progressismo nacional antes das eleições do ano que vem, o “nós contra eles” renasce como uma manobra caquética condenada ao fracasso, especialmente em relação ao cenário político de Goiás, em que o conservadorismo cresce como uma força irresistivelmente avassaladora, sufocando quaisquer arroubos esquerdistas: o PT e seus penduricalhos não conseguem disputar para valer pleitos municipais ou mesmo estaduais, como se viu em Goiânia, onde candidatos da direita e do centro afunilaram no 2º turno vencido, felizmente, pelo mais moderado deles, Sandro Mabel, ou em termos regionais, em 2018 e 2122, só para citar as urnas mais recentes, em que Ronaldo Caiado concorreu com nomes do seu mesmo leque ideológico e acabou duplamente consagrado pela melhor autenticidade das suas posições doutrinárias, claro, entre outros fatores de menor importância.
Goiás, com a candidatura presidencial de Caiado, erigiu-se em fortaleza de uma corrente política cujo destino manifesto é voltar ao poder federal em 2026, através de uma das suas múltiplas expressões, seja o próprio governador goiano, seja o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, seja alguma surpresa de última hora, todos com a mesma proposta de conciliação nacional e ao menos uma redução da polarização social que é a regra número um do governo Lula. Isso não dá mais, cansou. É preciso sair do atoleiro, recolocar o Brasil nos trilhos civilizatórios e dar um fim a essa história cansativa de enfrentamento entre irmãs e irmãos.