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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

31 jul

Muito maior que a dos adversários, campanha de Daniel Vilela terá 220 prefeitos (e todos os do Entorno)

Em uma das maiores demonstrações de força da história das eleições estaduais, o governador Daniel Vilela conta com o apoio de 220 dos 246 prefeitos goianos, com um detalhe significativo: no Entorno de Brasília, Daniel terá no seu palanque todos os prefeitos da região, que chega a quase 1 milhão de eleitores e é a 2ª zona do Estado em concentração de votos, perdendo apenas para a Grande Goiânia, hoje perto de 2 milhões de votos.

 

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Na condição de favorito, confirmada nesta quinta, 30 de julho, pela nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, que o apontou em 1º lugar, com 37%, muito além do ex-governador Marconi Perillo, na 2ª posição com 21%, e do senador Wilder Morais, esse com apenas 11% (há ainda Luis Cesar Bueno, do PT, com insignificantes 3%), Daniel Vilela é beneficiário de uma coleção rara de vantagens comparativas em relação aos seus adversários.

As principais: 1) está no cargo de governador, o que confere a ele uma visibilidade muito acima dos seus antagonistas; 2) conta com o apoio de 12 partidos e da maioria das lideranças políticas estaduais; 3) representa a continuidade que é o mote principal das eleições deste ano, em que a população almeja a manutenção das conquistas dos 2 mandatos do governador Ronaldo Caiado e acredita (71%, dado da Genial/Quaest) que rele merece eleger o sucessor; 4) é um dos candidatos com menor rejeição (Marconi Perillo, por exemplo, é recusado por quase 50% do eleitorado, segundo a pesquisa Genial/Quaest desta semana); e, finalmente, 5) já definiu uma identidade própria, como um governador aprovado por 64% dos entrevistados na mesma Genial/Quaest que chegou aos números já citados.

 

 

É uma somatória de fatores a favor de Daniel Vilela e nenhum contra. Tanto que, filtrados os números, as possibilidades de vitória no 1º turno são elevadas para Daniel Vilela. E isso em um cenário em que ele não para de crescer, com uma constatação preocupante para a oposição: o ex-governador Ronaldo Caiado, por ora concentrado no seu projeto presidencial, ainda não entrou na campanha em Goiás. E, é claro, só o fará a partir do início do horário gratuito de propaganda no rádio e na televisão – no qual, de resto, Daniel terá uma posição privilegiada, com mais da metade do tempo reservado aos candidatos no horário nobre, na volta do dia e à noite. Caiado, por sinal com 87% de aprovação na pesquisa Genial/Quaest, aparecerá repetidamente para dizer que o nome da sua confiança para assegurar o seu legado é o de Daniel Vilela – uma estratégia que já mostrou seus efeitos ao virar 2 eleições em 2024, com as vitórias de Sandro Mabel, em Goiânia, e de Leandro Vilela, em Aparecida.

Mas, atenção, leitoras e leitores, Daniel Vilela tem um privilégio a mais e não é pouco: a fragilidade dos seus adversários impressiona. Marconi Perillo, Wilder Morais e Luis Cesar Bueno carecem de condições mínimas para desenvolver campanhas consistentes e de alguma forma atrair a atenção do eleitorado. Tanto que, segundo ainda a pesquisa Genial/Quaest desta semana, permanecem onde sempre estiveram, sem avançar um mísero décimo de ponto. Enquanto isso, a campanha de Daniel Vilela prepara-se para sair a campo, a partir de meados de agosto, quando será colocada para trabalhar uma poderosa máquina de mobilização capilarizada pelo Estado afora, de canto a canto. Marconi, Wilder e Luis Cesar, devido à falta de estrutura, mal terão agendas para cumprir e plateias para as quais falar, preço que pagarão pela ausência de partidos e de lideranças nas suas respectivas coligações (Daniel Vilela vai com 12 partidos e Marconi e Wilder com 2 cada um, ao passo que Luis Cesar enfrentará o tradicional isolamento da esquerda em um Estado historicamente conservador como Goiás).