Wilder fracassou: pesquisa Quaest mostra Daniel com o dobro dos votos bolsonaristas na reta final

As eleições estão aí; dia 4 de novembro, data das urnas, cairá no próximo domingo. Não há tempo para mais nada. As pesquisas – as de credibilidade, óbvio – se sucedem mostrando que a decisão de voto, para governador de Goiás, já superou os 80% e, portanto, com a redução expressa da margem para mudanças de última hora. O último levantamento de um instituto confiável, divulgado no final da semana passada, a Quaest, manteve a hipótese da reeleição do governador Daniel Vilela (MDB) em 1º turno e trouxe dados interessantes sobre a derradeira janela de esperança para o postulante do PL, Wilder Morais, além de descartar em definitivo as chances do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Vamos aos fatos. Marconi Perillo aumentou a sua rejeição, segundo a Quaest, para 52%. É uma barbaridade. Ninguém se sai bem em uma eleição com uma muralha dessa no caminho. Não existe a menor possibilidade. Além disso, empatou tecnicamente com Wilder Morais. Ouvido por O Popular, ele recorreu ao tradicional clichê a que se agarram candidatos previamente derrotados: não concorda com esses números porque teria “pesquisas internas” com resultados diferentes. É ridículo. Hoje, o horizonte para Marconi é o de um 3º lugar, já que a Quaest também assinalou que ele está sendo assediado por Wilder – que, pode, sim, esticar a sua “arrancada” para tomar a 2ª vaga do ex-governador.
Wilder Morais foi mais agressivo do que Marconi na contestação dos índices apurados pela Quaest. Dentro das suas limitações intelectuais, não conseguiu encontrar um argumento minimamente interessante e resumiu a sua opinião em um “não acredito nessa pesquisa”, em tom quase raivoso. E, indiscutivelmente, o que a Quaest revelou ou confirmou foi uma péssima notícia para a campanha do representante do PL. Péssima. Como se sabe, Wilder meteu na cabeça que, na reta final, um milagroso surto bolsonarista irromperia em Goiás para dar a ele, Wilder, uma vitória consagradora. Na Quaest, ao contrário, todos os sinais evidenciaram matematicamente que isso não vai acontecer.
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Na particularização dos dados de cada candidato, a Quaest descobriu que Daniel Vilela vence Wilder Morais com ampla folga no voto do eleitorado de direita não-bolsonarista e no do eleitorado bolsonarista puro. O desempenho pífio Wilder, sobre quem sempre pairou e paira a suspeita de ser um adepto não mais do que oportunista do Jair encarcerado, sugere que o seu nome não pegou como expressão verdadeira da “direita” ou do “bolsonarismo” em Goiás. Vejam só, amigas e amigos: entre a direita não-bolsonarista, Daniel é preferido por 48%, enquanto Wilder, que chegou a 24% na pesquisa passada, caiu para 20%. Agora, o pior: em meio à direita bolsonarista, Daniel crava 42% das preferências. Já Wilder, 25%.
Wilder Morais, portanto, não colou nem mesmo entre seu suposto público. A omissão no Senado, a incapacidade para argumentar em favor das causas mais caras ao bolsonarismo e, por fim, o completo silêncio na defesa do próprio ex-presidente hoje aprisionado, provavelmente pesaram contra. Tudo isso depõe de maneira tão absoluta contra Wilder, na base que ele diz liderar estadualmente, e de uma forma tão acachapante que, na simulação de 2º turno com Daniel Vilela, ele perde por 61% (Daniel) a 14% (Wilder) – quando se lembra que o voto bolsonarista, em Goiás, chega a 20% do total de eleitoras e eleitores.
Não é só. No detalhamento da origem ideológica dos votos em um 2º turno hipotético entre Daniel Vilela e Wilder Morais, Daniel dá uma lavada no adversário: 58 a 22%, no caso da direita não-bolsonarista, e 60 a 26%, quanto a direita bolsonarista. As margens são tão exageradas que simplesmente tornam rigorosamente inviável qualquer reação a favor de Wilder na reta final, ou seja, nesta última semana antes de 4 de outubro. De resto, essa “estratégia” de Wilder nunca foi uma estratégia real, nada mais que um chute infantil baseado em situações do passado que não têm a ver com o que acontece no cenário eleitoral de Goiás deste ano.