Pesquisa Quaest arrasa a oposição: só Daniel cresceu e em todos os quesitos
A última rodada da pesquisa Quaest, encomendada pela TV Anhanguera, trouxe números simplesmente capazes de arrasar a oposição em Goiás: o governador Daniel Vilela (MDB) cresceu em todos os quesitos, acima da margem de erro, principalmente nas intenções de voto, nas simulações de 2º turno e nos números de aprovação do seu governo, valendo chamar atenção para o detalhe de que a vitória em 1º turno, para Daniel, continua no radar – convertidos os dados da Quaest em votos válidos, ele ficou acima dos 50% mais 1 votos exigidos pela Justiça Eleitoral para encerrar a disputa já no dia 4 de outubro.

É incrível, leitoras e leitores, mas Daniel Vilela subiu 5 pontos percentuais na comparação com o levantamento de agosto da mesma Quaest (hoje tem 42%, antes, 37%). Marconi Perillo (PSDB) oscilou 1 ponto para baixo, com 19%, e Wilder Morais (PL) teve variação positiva de 3 pontos, chegando a 15%. O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) aparece com 5% das intenções de voto, com variação de 1 ponto a mais. O importante em tudo isso é que, com exceção de Daniel, os índices de Marconi, Wilder e Luis Cesar se mexeram apenas dentro da margem de erro, de 3 pontos para mais ou para menos. Significa que eles permanecem no mesmo lugar de sempre.
A disparada de Daniel Vilela, portanto, é sustentável, ao se situar bem acima da margem de erro. Isso, a 10 dias da data da votação, é um sinal para lá de entusiasmante para a campanha governista. O favoritismo da reeleição de Daniel se ampliou, enquanto seus adversários continuam marcando passo. Acrescentem-se as simulações de 2º turno (26 e 47 pontos porcentuais à frente nos cenários contra Marconi e contra Wilder, respectivamente), na base de 53%, Daniel, e 27%, Marconi, ou de 61%, Daniel, e 14%, Wilder. Um massacre, mas não termina aí.
A Quaest apurou também o nível de avaliação popular do governo Daniel Vilela. Nova alta: de 64%, em agosto, evoluiu agora para 68% de satisfação geral. Para a campanha de Daniel, não haveria notícia melhor. Aprovações elevadas costumam se desdobrar automaticamente em reeleição quando o governante é candidato a mais um mandato. Por último, a Quaest entregou a cereja no bolo da aliança governista: perguntados se o ex-governador Ronaldo Caiado merece eleger o sucessor, 74% responderam, sim, merece (em agosto, eram 69%), consagrando ainda mais a influência de Caiado como o cabo eleitoral número um da eleição deste ano.
LEIA TAMBÉM
Wilder na CBN/O Popular é desastre de comunicação e só serve para comprovar despreparo
Aprovação elevada de Daniel Vilela fez a oposição perder o discurso e o rumo
Governante com mais de 50% de aprovação não perde a reeleição; Daniel tem entre 64 e 75,1%
Malevolamente, a coluna Giro, em O Popular, a mais lida do Estado, registrou como nota principal nesta sexta, 25, que a “Quaest reforçou o favoritismo de Daniel, mas bolsonarismo deixa o cenário incerto”. Sem nenhuma conexão com os fatos e contrariando o próprio levantamento da Quaest, ao apontar Daniel Vilela como o preferido pelo eleitorado bolsonarista e pela direita não-bolsonarista, o título ainda insinua um inexistente “cenário incerto” que admitiria a vitória dos adversários de Daniel ainda no 1º turno. Na mesma edição do jornal, a colunista Cileide Alves publica um texto absolutamente honesto, no qual reconhece a enorme superioridade da reeleição do atual governador e, acertadamente, especula sobre as possibilidades de um desfecho a favor de Daniel Vilela logo no 1º turno. Ela, inclusive, desfaz o viés distorcido aplicado pelo colega Caio Salgado, que provavelmente não manuseou a pesquisa na íntegra ou, se o fez, não processou as informações disponíveis. Cileide vai ao ponto: a Quaest mostra Daniel Vilela líder entre eleitores lulistas; liderando na esquerda não lulista; entre os independentes; e, atenção: na direita não bolsonarista e até entre os bolsonaristas, onde Wilder está lá atrás nas intenções de voto em relação a Daniel Vilela. Sim, Daniel vence Wilder, entre os bolsonaristas, por 42% a 25%, segundo a Quaest. Como é que o bolsonarismo, então, ameaça a reeleição do atual governador? Só no reino de fantasia da coluna Giro.
DADOS TÉCNICOS – A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro no TSE são GO-01667/2026 e BR03864/2026.