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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

09 maio

Futuro político de Marconi é uma candidatura a deputado federal em 2022. Para prefeito de Goiânia, no ano que vem, nem ele nem ninguém do PSDB tem a menor chance

Aqui e ali, têm aparecido notinhas informando sobre uma eventual candidatura do ex-governador Marconi Perillo a prefeito de Goiânia, no ano que vem. O colunista Divino Olávio, por exemplo, apurou as opiniões de alguns tucanos obstinados: segundo eles, Marconi seria convocado pelo PSDB para representar o partido nas eleições na capital, reocupando o espaço que lhe caberia na política estadual. O Jornal Jornal Opção em sua seção Bastidores, também abordou o assunto, que estaria de fato sendo cogitado pelo que sobrou do antigo Tempo Novo, mas enfrentaria forte resistência do próprio ex-governador.

 

Mas é só uma especulação vazia. O futuro de Marconi é uma vaga de deputado federal em 2022, que ele deve conquistar com boa votação – consequência óbvia do recall que conserva quanto ao processo político em Goiás. Dificilmente haverá empecilhos legais para que ele registre a sua candidatura à Câmara, apesar da mais de dezena de processos judiciais a que responde. A Justiça brasileira é lenta. Em três anos, pouco mais, não existe a menor perspectiva de que se produza uma sentença em 2ª instância contra Marconi, tornando-o incurso na Lei da Ficha Limpa – o que o impediria de disputar eleições. E isso se for condenado.

 

Marconi será candidato em 2022, quando optará pela segurança do pleito proporcional – única saída à sua disposição para retornar ao palco do qual foi expulso pelo eleitorado. A hipótese de prefeitura, governo ou senatória não aparece no seu horizonte porque ele perdeu o perfil majoritário ao ser massacrado nas urnas do ano passado. Em Goiânia, ficou em 6º lugar para o Senado, ultrapassado até por Agenor Mariano, do MDB. Marconi conseguiu 52 mil votos, Agenor 58 mil. Vanderlan Cardoso, que arrebatou o 1º lugar, ganhou 522 mil votos dos goianienses. O recado ao ex-governador para que recolhesse as armas ficou claro e ele tanto entendeu que se mudou para São Paulo, onde mora com a família, no momento.

 

O tombo foi tão grande que nem mesmo uma debacle administrativa do governador Ronaldo Caiado será capaz de fornecer o oxigênio necessário para a ressurreição de Marconi. Sem o cerco judicial e talvez com uma derrota menos acachapante, seria até possível para o ex-governador se transformar no beneficiário direto dos desgastes de Caiado. Mas ninguém acredita nessa hipótese. Nem ele nem qualquer outro nome do PSDB têm chance alguma.