Perseguição de O Popular à PM reflete a visão da esquerda de que toda polícia é má
O jornal O Popular intensificou nas últimas semanas a sua sistemática campanha de difamação da Polícia Militar do Estado de Goiás. Depois do festival em torno da infeliz fala de um desembargador, em resumo levantando genericamente e sem provas suspeitas sobre os profissionais da corporação, dois temas tem comparecido diariamente à pauta do jornal da família Câmara: o caso Cacai, envolvendo um parente do governador Ronaldo Caiado inquinado de tentar atrair membros da tropa para uma ação criminosa, e a tese de que as promoções de soldados e oficiais, por atos de bravura, tem a ver com um estímulo a execuções e a outros delitos programados, na verdade, para aumentar a letalidade policial e melhor os níveis da segurança pública em Goiás.
Para as esquerdas, não só no Brasil, como por toda parte, todo aparato de repressão é igualmente nocivo. Bandidos são vistos como vítimas das desigualdades sociais, merecendo, sejam quais os horrores cometidos, a benevolência da sociedade. Isso explica por que o presidente Lula não consegue dar uma resposta para um desafio colocado pela população, em repetidas pesquisas, como o número um da sua gestão: garantir a segurança da população e reduzir a violência. Desafio, aliás, bem resolvido em Goiás, depois da posse de Caiado em janeiro de 2019: todos os índices de criminalidade caíram vertiginosamente. Essa façanha, digamos, assim alçou o governador goiano à condição de mais bem avaliado do país, com 86% de aprovação conforme a pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quinta, 11.
Na PM, a de Goiás e a de todos os demais Estados, existe de tudo – assim, a propósito, como no jornalismo e em todos os campos da atividade humana. Gente boa e gente ruim. Este blog não vacila em afirmar: quanto a tropa goiana, mais gente boa e muito menos gente ruim. Pelos resultados alcançados, é óbvio constatar um nível elevado de qualificação técnica, retaguarda de inteligência, treinamento adequado para operações de campo, controle interno, responsabilidade e, em resumo, inegável capacidade para cumprir a sua missão como garantidora da paz social. Basta O Popular encomendar uma pesquisa ao Serpes e estará comprovado se tratar de uma força policial com avaliação positiva superior entre as goianas e os goianos.
O desembargador que criticou a PM-GO insanamente propôs a sua extinção. Mesmo tendo se arrependido, O Popular delirou. Embora os donos da empresa, ou seja, a família Câmara, tenham uma formação liberal, nada vindo daí pauta a linha editorial do principal veículo de comunicação do Estado. Ao contrário, predominam os pseudovalores resultantes da mistura de um moralismo barato com as mais vibrantes bandeiras envelhecidamente esquerdoides, como o sindicalismo (que só não está nas páginas cotidianas porque morreu com o fim do imposto sindical), o identitarismo de gênero ou de raça (e raça existe?), a obrigatoriedade de uma oposição agressiva, os temas ambientais e, nesse ponto mais do que tudo, a manipulação dos direitos humanos como mecanismo de combate ao trabalho das polícias. Quanto a esse último item, a generalização é uma regra em O Popular: se um soldado da PM incorre em algum deslize, é a instituição inteira que escorregou. Assim como, se um paciente deixar de ser atendido em um hospital estadual, todo o sistema de Saúde está comprometido – teoria do falecido Luiz Fernando Rocha Lima, o Nando, que nunca foi jornalista, mas por anos influenciou e deixou marcas impagáveis na redação que sempre prestou vassalagem a ele (detalhe: morreu de desgosto após ser demitido da Organização).
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É patente o vazamento de dentro do Ministério Público Estadual de informações privilegiadas para o jornal. O controverso Carlos Cachoeira, uma vítima, já expôs essa ferida aberta e deveria ser ouvido. Nesta semana, O Popular questionou o arquivamento pelo MPE de dois inquéritos, ambos provocados por denúncias anônimas, nos quais se apontava para o uso das promoções como instrumento de apoio à letalidade policial. Nenhuma prova foi apresentada, mas a gazeta dos Câmaras se indignou. E aproveitou para maldosamente publicar tudo o que foi apresentado em ambos os inquéritos pelas imputações sem nome e sem origem. E, de resto, sem evidências, em um exercício de mau jornalismo. Ou tendencioso.
Ninguém nunca leu uma frase ou sequer uma palavra em O Popular reconhecendo que a segurança em Goiás é a melhor do Brasil e admitindo que essa conquista não tem preço ao poupar vidas e dar tranquilidade para o dia das cidadãs e dos cidadãos. Nem pensar. Para o número um da imprensa de Goiás, a ordem segue a mesma: sugerir e insistir que a PM é perversa e deveria ser apagada do mapa, sonho ideológico do petismo-leninismo amalucado (Gleisi Hoffman, a presidente do partido, defende essa proposta com a boca arrogantemente cheia) e do moralismo de fachada. E a sociedade que se dane, parece ser o recado inconsequente dos Câmaras.