Mabel, Vilela e Márcio: competência e inovação é só o que esses prefeitos precisam mostrar
Espera-se muito dos novos prefeitos de Goiânia (Sandro Mabel), Aparecida (Leandro Vilela) e Anápolis (Márcio Corrêa). Todos eles foram eleitos a partir de uma reação do eleitorado ao desastre administrativo então em curso nas três maiores cidades do Estado. É possível que, se publicadas pesquisas de avaliação neste momento, todos eles estariam cobertos por notas altas, como resultado do capital inicial reunido na consagradora eleição de cada um. Mas, vale lembrar, isso tem prazo curto de validade.



Não há dúvidas: pelos primeiros passos, é possível dizer que a trinca está se saindo à altura. É fácil corrigir a lambança herdada de antecessores ineptos e desqualificados como Rogério Cruz, em Goiânia; Vilmar Mariano, em Aparecida; e Roberto Naves, em Anápolis – as figuras símbolos da Era da Incompetência que assolou os principais municípios da região metropolitana e central do Estado. E eles estão agindo. Nota 10 para os três, por ora. Ademais, todos têm direito a um crédito e tempo até a apresentação dos resultados prometidos na campanha eleitoral. Porém, esgotados os meses inaugurais, ou seja, passada a fase dos mutirões de limpeza, dos cortes de despesas e das medidas heroicas de começo de mandato, acabará chegando a hora de entregar o que realmente interessa, sinteticamente resumir como eficiência e inovação – em um movimento de ruptura com a linha convencional do passado que eles herdam dos seus fracassados antecessores, enfim.
LEIA TAMBÉM
Mabel cria a figura do prefeito elétrico e preenche o imaginário de Goiânia
Grupo de Aparecida emerge das urnas como principal núcleo político de Goiás
Mabel, Vilela e Márcio Corrêa: a oportunidade histórica que eles não podem jogar fora
Explico: não é muito difícil implantar um serviço de zeladoria capaz de manter as ruas limpas, os buracos tapados, o atendimento de saúde em dia e outras rotinas em termos de serviços públicos municipais. Desde 1º de janeiro, isso ocorre em Goiânia, Aparecida e Anápolis – e não poderia ser melhor. É o que Mabel, Vilela e Corrêa estão fazendo. O desafio, para eles, é o estágio a seguir. Só cuidar das suas respectivas cidades, face à paralisia e ao marasmo de antes, pode parecer muito. No entanto, é pouco. É o ponto em que entra a necessidade de inovação, algo além da mera manutenção do “status quo”, ainda que de qualidade. Inovação significa quebra de parâmetros, modernidade, envolvimento da população e criação de um clima de autoestima, o que o governador Ronaldo Caiado conseguiu com avanços na Segurança Pública, o fim da corrupção e o bom desempenho na Saúde, Educação e programas sociais – todas obras imateriais. Não é marketing nem pirotecnia, como já se viu em tantas ocasiões na história recente de Goiás e não apenas na esfera dos municípios. Pelo menos até meados deste ano, ainda há prazo para que as coisas aconteçam na capital, em Aparecida e em Anápolis.