Marconi apoia Flávio, enquanto Jales Fontoura e parte do restou do PSDB ficam com Lula. Quem liga?
O ex-governador Marconi Perillo, acompanhando uma suposta decisão majoritária interna do PSDB estadual, resolveu declarar apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL. Ato contínuo, seu correligionário Jalles Fontoura, da família Lage, de Goianésia, anunciou que fica com a reeleição de Lula. O show não parou aí: um grupelho do PSDB, liderado pelo ex-vice-governador José Eliton e pomposamente constituído por “lideranças históricas” do partido, como eles se autodenominam, também resolveu se manifestar a favor de Lula.
Nada disso tem a menor importância. Todas essas figuras pertencem ao passado da política em Goiás. Compõem um aglomerado de derrotados. Uma página virada. Nem é preciso lembrar que o próprio Marconi acaba de sair humilhado da última eleição governamental, na qual terminou em um acachapante 4º lugar, atrás até mesmo do inexpressivo Luis Cesar Bueno, representante do PT. Não acrescentam votos. Também não tiram. Não são nada, a não ser fonte para notinhas na coluna Giro, em O Popular, nos dias em que o jornalista Caio Salgado soçobra sob a falta de assunto.

O PSDB, Marconi, Zé Eliton e os gatos pingados em volta deles imaginam ter alguma importância. Não têm. A história que eles rabiscam, hoje, é a da decadência de uma agremiação que já foi tremendamente influente, local e nacionalmente, mas reduziu-se a pó de traque. Marconi acumula 3 fracassos sucessivos nas urnas, perdendo para o Senado em 2018 e 2022 e agora esfrangalhado para governador. Zé Eliton, no cargo, ficou em 3º lugar no pleito de 2018, vencido em 1º turno por Ronaldo Caiado. O resto… ora, o resto, são bajuladores e apêndices que seguem sonhando com a grandeza perdida e, tal como Marconi e Zé Eliton(foto acima, ainda nos bons e sombrios tempos do Palácio das Esmeraldas), resistem ao único gesto que ao menos traria um pouco de respeitabilidade (digo politicamente e não pessoalmente) a todos eles – uma autocrítica.
LEIA TAMBÉM
Na presidência nacional, Marconi acabou como coveiro do PSDB
Ninguém do PSDB em Goiás jamais empreendeu um mea-culpa, sequer mínimo, sobre a série de calamidades que se abateu sobre a legenda, resultado exclusivo dos equívocos em massa, em certos momentos se materializando em escândalos terríveis e comprometedores. Ninguém mostrou um pingo de humildade na avaliação do que aconteceu com todos eles. Atenção: foram os consecutivos vereditos exarados pelas urnas que destruíram o tucanato estadual. A população, enfim, a mesma que há praticamente 10 anos reserva para Marconi recordes de rejeição, sem que ele, em qualquer momento, tenha se disposto a aceitar essa sentença e reconhecer, com uma fala pública, que a mereceu em razão do acúmulo de erros e desvios a partir de quando chegou ao controle do Estado. Pelo contrário, o ex-governador simplesmente atua como se esse troféu de tricampeão em aversão popular jamais tivesse sido entregue a ele. Ao que parece, de modo permanente, como punição pelas expectativas traídas.