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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 out

Desafios para Daniel são a montagem do secretariado e a ampliação da base na Assembleia

Com a definição do cenário político nacional, a partir da reeleição do presidente Lula, as atenções se voltam agora para a conjuntura interna de Goiás – que terá, a partir de janeiro vindouro, quando o governador Daniel Vilela será reempossado para mais 4 anos de mandato. Desde que foi eleito, Daniel navegou em águas tranquilas, diante da concentração de todos os interesses da sociedade na disputa nacional do 2º turno, agora assunto liquidado.

Daniel Vilela esticará esse período de tranquilidade institucional até a primeira semana de setembro. Ele se afastará, em férias, a partir do dia 29 de outubro, quinta-feira próxima. Ao regressar, por volta de 3 de novembro, encontrará trabalho pesado à espera de ser atacado: a administração dos interesses e conveniências da hoje muitíssimo ampla base aliada, em especial a consolidação de uma bancada de apoio no maior tamanho possível na Assembleia Legislativa.

 

 

Na frente administrativa, o governador reeleito não terá dificuldades. Suas metas para o próximo mandato são claras, dentre elas a manutenção do alto grau de segurança pública em Goiás e a ampliação do já vasto sistema de hospitais públicos. Durante a campanha, parte da oposição, de corte radical, empenhou-se em anunciar que, após as urnas, viria um período de dificuldades porque o Estado estaria “quebrado”. Piada. Não está, há mais de R$ 9 bilhões estacionados no caixa para fazer frente a eventuais emergências, a arrecadação segue batendo recordes mensais. Todos os pagamentos estão em dia e não há nenhuma pista de que esse quadro de bonança poderia mudar, depois dos alicerces construídos durante o prolongado ajuste fiscal executado com êxito pelo ex-governador Ronaldo Caiado.

Os desafios, para Daniel Vilela, estão mesmo na área política, mas cercados de bons prognósticos. Ele já tem maioria na Assembleia, mas conta com a perspectiva de agregar a bancada de 5 deputados eleitos pelo PL. Começando com 26 parlamentares a favor, pularia para 31, de um só lance. Nenhum dos eleitos pelo PL pode ser definido como radical (o único, Major Araújo, não foi reeleito; mais do que isso, caiu para a 2ª suplência, o que abriria a possibilidade de convocação de um deputado do grupo para o secretariado e a posse do 1º suplente, no caso o vereador jataiense Carlinhos Canzi (de perfil moderado), fortalecendo a composição. Essa negociação já foi aberta e está sendo tocada nada mais nada menos do que pelo senador eleito Gustavo Gayer, indiscutivelmente a maior e mais respeitada liderança do PL em Goiás.

 

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Fora a Assembleia, questão, como se vê, bem-encaminhada, a montagem da nova equipe de governo será prioridade absoluta para Daniel Vilela, do seu regresso das férias até a reposse, em 6 de janeiro. É evidente que é direito dele dar um toque pessoal para o novo secretariado, mas ninguém duvida de que Caiado ajudará no encaixe das peças desse quebra-cabeças. Novamente, aqui, as aves de mau agouro da oposição alucinada acreditam que será o momento em que, pela primeira, surgirão faíscas no relacionamento entre o atual e o ex-governador. Não apostem nessa hipótese, leitoras e leitores. O relacionamento de Daniel e Caiado assemelha-se ao de um pai extremoso com o filho predileto e é firme como uma rocha, sem nunca ter experimentado qualquer abalo em anos e anos de convivência. Nenhum dos dois é de ceder a intrigas ou sequer passar recibo a fofocas. Ambos têm um projeto de futuro para cultivar, passando pela eleição de Daniel para o Senado e candidatura do próprio Caiado ou da senadora eleita Gracinha Caiado para o governo do Estado em 2030. E é assim que vão seguir em frente.