Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

Taxa de desconhecimento de 37% indica que Daniel Vilela tem espaço para crescer

13 de maio de 2026

O candidato do MDB ao Palácio das Esmeraldas Daniel Vilela ainda é desconhecido por 37% das goianas e dos goianos, segundo a última pesquisa Genial/Quaest. Mas o dado não é ruim: significa que Daniel tem espaço para crescer nas intenções de voto à medida em que o seu nome se espalhar pelo Estado afora, em especial como o escolhido pelo ex-governador Ronaldo Caiado para a própria sucessão: na mesma pesquisa, 71% dos entrevistados disseram que Caiado merece eleger quem vai se sentar na sua cadeira a partir de 2027. Desde já, Daniel Vilela aparece em 1º lugar em todos os levantamentos, com chances de vencer no 1º turno a depender do cenário (com ou sem Adriana Accorsi como candidata do PT).

25 de março de 2026

Marconi abraçado com Alcides e Vilmarzim é irreconhecível e não ganha eleição

Sob a alegação de que não restam lideranças políticas sem compromisso em Goiás, diante do poder de atração da base governista, o ex-governador Marconi Perillo abraçou-se a gente como o deputado federal Professor Alcides (acusado de pedofilia e de agressões a mulheres) e o ex-prefeito de Aparecida Vilmar Mariano (denunciado e investigado por irregularidades graves, inclusive no caso do Banco Master). Segundo Marconi, nenhum dos dois recebeu condenações transitadas em julgado, valendo, portanto, a presunção de poderiam ser inocentes. Essa conversa, leitoras e leitores, não justifica nada. Alcides e Vilmarzim são personagens tóxicos, que contaminam que se aproxima deles. Marconi, por esse caminho, não vai a lugar nenhum e não ganha eleição.

24 de março de 2026

Para chegar à Presidência, também é preciso sorte. Caiado mostra que tem

O governador Ronaldo Caiado está a milímetros de ser oficializado candidato a presidente da República, pelo PSD, depois que o governador do Paraná Ratinho Jr., o mais cotado dentro do partido, desistiu de concorrer e anunciou que vai deixar a política. Tudo isso significa que Caiado, além da sua biografia, do capital representando pela gestão altamente aprovada que fez em Goiás e da sua capacidade retórica, tudo isso somado a outros fatores positivos, parece ainda favorecido pela sorte – um fator imponderável, mas que costuma ser levado a sério como instrumento para abrir caminho rumo a uma meta tão elevada como chefiar a nação brasileira.

20 de março de 2026

Gracinha e Gayer são os nomes favoritos para o Senado, mas pode haver surpresa

Pelas pesquisas publicadas até o final do ano passado, a primeira-dama Gracinha Caiado e o deputado federal Gustavo Gayer, embora por configurações partidárias diferentes (ela pela base governista e ele pelo PL bolsonarista) são favoritos para se eleger para o Senado nas urnas de 4 de outubro vindouro. A existência de duas vagas senatoriais, com o primeiro voto favorecendo a cada um deles em seus respectivos segmentos eleitorais, facilita essa previsão. Mas, diante da força inevitável da campanha de Daniel Vilela e da irreversível fraqueza do palanque de Wilder Morais, ainda pode ocorrer uma surpresa, prejudicial para Gayer.

17 de março de 2026

Argumento que Wilder tentou usar contra Daniel Vilela vira-se contra ele mesmo

Wilder Morais inventou que o candidato da base governista Daniel Vilela seria “de esquerda” e que, por isso, não mereceria o voto da direita em Goiás. O argumento não durou 24 horas. Daniel sempre foi um político de centro, que, inclusive, votou pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Além disso, é quem lidera o movimento dos diretórios estaduais do MDB contra a intenção da cúpula nacional de celebrar um acordo para apoiar a reeleição de Lula, em troca da vice-presidência. Wilder, ao contrário, é quem tem explicações a dar para o bolsonarismo: ele foi decisivo para aprovar, no Senado, a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal.

16 de março de 2026

Fraquezas de Wilder, Marconi e da esquerda esvaziam a oposição em Goiás

Com o tempo escoando rápido na direção do dia 4 de outubro, data da votação que vai definir o novo governador de Goiás, a oposição encontra-se mais esvaziada do que nunca, com seus candidatos padecendo de uma profunda falta de estrutura e de propostas para a população. Enquanto Daniel Vilela representa a continuidade de uma administração bem-sucedida, Wilder Morais e Marconi Perillo não têm alternativa a não ser falar em mudança… que ninguém quer, conforme mostram as pesquisas que dão ao governador Ronaldo Caiado 88% de aprovação.

12 de março de 2026

Nada mudou: Daniel sempre esperou Wilder, Marconi e um nome da esquerda como adversários

O lançamento da candidatura de Wilder Morais ao governo do Estado, acompanhado da filiação da filha de Iris Rezende, Ana Paula, ao PL, para ocupar a vice, aconteceu em um clima de rastro de onça – com parte da imprensa se esforçando para criar um clima de insegurança na base governista em relação às expectativas para as urnas deste ano. Mas tudo não passou de trololó. A estratégia da campanha de Daniel Vilela sempre calculou o enfrentamento com três candidatos: Wilder, Marconi Perillo e um nome da esquerda. E, após as idas e vindas do PL, que acabou se firmando na oposição, nada mudou e é dentro desse cenário já esperado que as urnas vão se pronunciar em 4 de outubro vindouro.

11 de março de 2026

Após reviravolta, cenário eleitoral em Goiás consolida-se como inicialmente previsto

O cenário que se previa para as eleições deste ano, até o final de 2025, era de quatro candidaturas: a do vice Daniel Vilela como representante da base aliada; a do senador Wilder Morais, pelo PL bolsonarista; a do ex-governador Marconi Perillo, sem ativos eleitorais depois do esfrangalhamento do PSDB; e a de um nome da esquerda, por enquanto totalmente indefinido enquanto o PT estadual aguarda as ordens do Soviete Supremo, em Brasília. As negociações entre Caiado e o PL suspenderam, por algum tempo, essa expectativa, que, agora, com a frustração desse entendimento, retornou ao leito natural, ou seja, está confirmado que serão mesmo essas quatro candidaturas ao Palácio das Esmeraldas que estarão se enfrentando nas urnas de outubro vindouro.

9 de março de 2026

O que falta para Wilder ser um candidato a governador minimamente sério? Tudo

Faltam qualidades pessoais e políticas para a definição do senador Wilder Morais como um postulante sério e competitivo ao governo de Goiás. Ele quer conquistar o trono do Palácio das Esmeraldas, onde se assentaram lideranças de peso como Pedro Ludovico, Mauro Borges, Henrique Santillo, Iris Rezende, Maguito Vilela, Marconi Perillo e Ronaldo Caiado – mas nunca, em época alguma, um empresário como Wilder. Além de uma estrutura partidária consistente, falta ao senador (que, no mandato, nunca se destacou) um discurso com ideias e propostas mínimas de futuro para as goianas e os goianos, ou seja: um significado coletivo capaz de justificar a sua candidatura a governador.

5 de março de 2026

15 dias depois, ninguém do MDB acompanhou a filiação de Ana Paula ao PL

A filiação da filha de Iris Rezende, Ana Paula, ao PL, rompendo com a trajetória de décadas do seu no MDB, gerou barulho, mas, 15 dias depois, não foi acompanhada por nenhuma liderança da política estadual. Ao contrário, emedebistas históricos ligados a Iris despejaram uma onda de críticas, classificando o gesto de Ana Paula como uma traição ao próprio pai. Ou seja: o barulho da virada de casaca foi grande, mas nada de concreto rendeu ainda para a candidatura de Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas.

3 de março de 2026

Wilder vai a ato bolsonarista em SP usando sapatos Dolce & Gabanna de R$ 3 mil… cada pé

Acostumado a ostentar roupas de luxo, como os seus conhecidos ternos Ermenegildo Zegna, que chegam a custar até US$ 4 mil dólares, o senador Wilder Morais fez questão de mostrar seus mocassins Dolce & Gabanna (entre €1.000 e 1.300 euros, o que dá de R$ 3.000 a 4.000 por cada pé) – o que, em moeda brasileira, representa de R$ 6.000 a 8.000 reais – ao comparecer ao ato bolsonarista do último domingo na Avenida Paulista. Nas fotos que postou no Instagram, o senador estendeu a perna esquerda à frente, para orgulhosamente exibir o seu valioso sapato, provavelmente, na sua visão, símbolo do seu sucesso financeiro. Veja.

2 de março de 2026

Ideias e propostas, a carência fatal que compromete a oposição em Goiás

As três principais correntes de oposição em Goiás – o senador Wilder Morais, com a sua pretensa vice Ana Paula Rezende; o ex-governador Marconi Perillo e seu esfrangalhado PSDB; e as esquerdas lideradas pelo PT – ainda não foram capazes de apresentar uma única ideia ou proposta para responder aos desafios do desenvolvimento estadual. Vale lembrar: estamos a apenas 7 meses da data das eleições. Enquanto isso, o candidato da base governista Daniel Vilela consolida a sua vantagem estratégica a partir de um conteúdo cristalino para as goianas e os goianos: a continuidade do governo de Ronaldo Caiado e as conquistas amplamente conhecidas que o levaram a 88% de aprovação popular.

25 de fevereiro de 2026

Marconi recolhe o rebotalho da política de Goiás para construir a 3ª derrota

O ex-governador Marconi Perillo jura que é candidato ao Palácio das Esmeraldas, mesmo sem um partido minimamente representativo (o PSDB se esfrangalhou), sem propostas e sem o apoio de lideranças de peso, substituídas por oportunistas e fracassados como o deputado federal Alcides Rodrigues (acusado de pedofilia e agressão a mulheres) e o ex-prefeito de Aparecida Vilmar Mariano, investigado pela Polícia Federal por investimentos da sua gestão no Banco Master. Está aí a receita para mais uma derrota. As goianas e os goianos só elegem governadores que mostram significado, em especial quanto ao futuro, e Marconi perdeu completamente as características que o levaram a uma carreira vitoriosa no passado.

24 de fevereiro de 2026

Memorial para homenagear Iris é até aceitável, mas… jamais com dinheiro público

A filha de Iris Rezende, Ana Paula, insiste em montar um Memorial para o culto da personalidade do pai, apropriando-se de uma obra pública que foi erigida para promover a cultura em Goiânia – o Centro Cultural Casa de Vidro Antônio Poteiro, que foi construído com emendas orçamentárias destinadas por d. Iris Araújo quando deputada federal e complementadas com recursos da prefeitura de Goiânia, nos mandatos de Iris. E não é só a ocupação do prédio: Ana Paula está buscando milhões dos cofres públicos para estruturar e manter o espaço como exaltação ao seu pai, algo que só teria sentido e legalidade se levado adiante com recursos privados. Anotem aí, leitoras e leitores: essa estória não vai terminar bem.

23 de fevereiro de 2026

Chapa de Daniel continuará com a 2ª vaga senatorial em aberto, à espera de Gayer

A 2ª vaga senatorial na chapa de Daniel Vilela permanecerá em aberto, à espera de Gustavo Gayer, pelo menos até que as coisas no PL goiano venham a ser esclarecidas em definitivo – o que, tudo indica, virá da palavra de Flávio Bolsonaro, o filho-candidato presidencial com acesso permanente liberado pelo STF ao pai Jair encarcerado na Papudinha. É dele, Flávio, que virá a batida de martelo, se pela composição do PL com a base governista, se pela candidatura de Wilder Morais – suspeito de investir em uma estratégia de fato consumado para se consolidar como postulante ao Palácio das Esmeraldas.

22 de fevereiro de 2026

Os 3 erros graves de Ana Paula Rezende (o 3º é o pior)

A filha de Iris Rezende, Ana Paula, deixou o MDB, partido no qual seu pai escreveu uma longa história, para se filiar ao PL, caindo no ninho do radicalismo de ultradireita para se abraçar com o bolsonarismo que Iris, também, nunca sequer cortejou, dentro da sua formação política de centro-direita. Pior: a justificativa seria a de que o legado de Iris não estaria sendo respeitado pela base do governador Ronaldo Caiado, depois que ela exigiu recursos públicos para a implantação e custeio eterno de um memorial para o culto da personalidade do antigo líder emedebista na Casa de Vidro, um prédio da prefeitura na avenida Jamel Cecílio, algo flagrantemente ilegal e que o próprio Iris jamais aprovaria, por se tratar de “homenagem” bancada pelo dinheiro do contribuinte.

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