Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

27 nov

Manipulação das informações sobre Maguito, às vésperas do 2º turno, continua. Vem aí talvez o maior estelionato eleitoral da história de Goiás

Maguito Vilela está bem. Nos próximos dias a sedação será retirada. Aliás, a traqueostomia a que foi submetido teve exatamente essa finalidade, ou seja, preparar o paciente para retornar a consciência. Maguito, enfim, “está se comportando bem” na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, mesmo com as suas funções vitais em execução através de máquinas que substituem seu coração, pulmões e rins.

Essas informações, na verdade truncadas ou longe de corresponder à verdade, pelo menos do ponto de vista médico, foram retiradas por este blog de entrevistas e de postagens de Daniel Vilela, de dois dias para cá. O espírito que presidiu o estelionato eleitoral do 1º turno, quando montou-se uma farsa em torno da iminente melhora e alta hospitalar de Maguito enquanto ele ia piorando cada vez mais, depois de acometido pela Covid-19, continua sem nenhuma alteração, ou seja, vale tudo para vender às eleitoras e aos eleitores de Goiânia a impressão de que podem votar sem questionamentos ou dúvidas no candidato do MDB a prefeito – comprando a fantasia de que estará em breve apto a assumir e a exercer o mandato.

Isso, hoje, é pouco mais que uma esperança vã. Não há significado algum na frase textual de Daniel Vilela de que ele “está se comportando bem”, dita nos microfones da rádio Sagres na manhã desta sexta, 27 de novembro, dando a impressão de uma declaração cuidadosamente estudada. Um doente na condição de Maguito, em coma induzido, não tem comportamento, nem bom nem mau, apenas sobrevivendo em uma situação desconhecida da população, graças aos boletins médicos genéricos e à ocultação dos dados reais pelos seus familiares e pelo MDB. Mas o que Daniel disse serve para fomentar a ilusão de Maguito avança positivamente que ele e o partido insistem em passar publicamente para não afetar as intenções de voto no candidato.

Daqui a apenas dois dias, Goiânia vai eleger um prefeito que, superando o ataque do coronavírus, pode nunca ter condições para o exercício do cargo. Pela idade avançada e pela fragilidade orgânica, trata-se de alguém que deveria se recolher a uma vida tranquila e cercada de cuidados médicos, não se expor ao pesado custo físico cobrado pelo comando do Paço Municipal. O MDB e Daniel Vilela sabem de tudo isso. A farsa montada, que ainda será desvendada luz do dia, visa a conquistar o poder municipal mediante uma comoção habilmente administrada no 1º e no 2º turnos, com os votos da compaixão por Maguito canalizados na prática para o vice Rogério Cruz – é esse, sim, o carona que estará sendo eleito pelas goianienses e pelos goianienses nas urnas do domingo fatídico que se aproxima.

26 nov

A 3 dias da eleição, boletins médicos continuam vagos e obscuros, ninguém sabe o verdadeiro estado de saúde de Maguito e Goiânia pode sair da eleição direto para o caos

É um mistério, hoje, o verdadeiro estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que continua internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo com as suas funções vitais executadas por pelo menos três aparelhos – um de ventilação mecânica dos pulmões, outro, o ECMO, de oxigenação e bombeamento do sangue e mais um que substitui os rins e faz a diálise venosa. Fora isso, que desde 16 de novembro, um dia após as eleições do 1º turno, é repetido diariamente nos boletins médicos oficiais do hospital paulista, o único fato concreto que se sabe é que Maguito está “estável”, palavra cabulosa também presente em todas as notícias sobre o candidato emedebista, sem esclarecimento nenhum sobre se está relacionada a uma condição boa ou ruim.

A três dias das eleições, as expectativas para a gestão administrativa da capital, a partir de 2021, são as piores possíveis. No domingo, 29 de novembro, data do 2º turno, será eleito alguém que, algum dia, terá capacidade para assumir com plenitude o comando do Paço Municipal? Por que ninguém da família e do MDB, desde que começou o sofrimento de Maguito após acometido pela Covid-19, deu uma entrevista contando com clareza e sem sombra de dúvidas qual é a sua situação real? Não se tem conhecimento sequer se ele ainda continua com o coronavírus no seu organismo, 40 dias depois do contágio, e muito menos há qualquer avaliação do impacto que o stress da passagem pelas máquinas extracorpóreas de sobrevivência terá sobre a sua vida.

Propositalmente ou não, os boletins médicos oficiais do Albert Einstein acabaram colaborando para esse clima de incerteza, ao veicular apenas informações resumidas e econômicas, ancoradas na permanente constatação de um quadro “estável”, inclusive antes de momentos em que o paciente entrou em estágios graves, só revelados posteriormente e mesmo assim sem maiores esclarecimentos. O MDB, que explorou ao máximo a doença do candidato nos programas de rádio e televisão, nas redes sociais e nas ruas, segue na reta final de campanha como se nada houvesse sucedido, misturando propaganda política com uma avalanche de orações religiosas de todos os matizes, não sem continuar a bater antieticamente no adversário Vanderlan Cardoso, do PSD, transformado maldosamente em responsável indireto pelo calvário de Maguito.

O passo que Goiânia dará no próximo domingo, 29 de setembro, será no escuro. Pode, com facilidade, enterrar a capital no caos administrativo, com um prefeito – o vice emedebista Rogério Cruz – que não foi escolhido pelo lustro do currículo e, sim, por conveniências partidárias colocadas acima dos interesses da população. A abstenção se repetirá em percentuais jamais vistos antes, nenhum debate aconteceu, propostas não foram esmiuçadas ou confrontadas, com o pleito emocionalizado em torno de um candidato que não tem consciência de que ganhou o 1º turno, está prestes a vencer o 2º e pode não ter como assumir e desempenhar o mandato de prefeito da maior cidade do Estado.

24 nov

Com familiares passando a versão de que ele está melhorando e seria descanulado da ECMO nesta terça, Maguito é submetido a mais uma medida heróica, a traqueostomia, e não dá sinais de avanço positivo

Enquanto as expectativas criadas pela coordenação de campanha, pela família e até pelos boletins médicos oficiais do Hospital Israelita Albert Einstein insistem continuamente em um prognóstico de melhora do seu quadro de saúde, o candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB Maguito Vilela precisou ser submetido a uma traqueostomia, nesta terça, 24 de novembro, a cinco dias da data do 2º turno. Isso significa que a ventilação mecânica invasiva a que ele está sendo submetido, ou seja, a intubação, agora passará a ser feita por uma cavidade à frente ou atrás no pescoço, poupando principalmente a garganta e os órgãos situados na região, como as cordas vocais, do desgaste gerado pela prolongada passagem dos tubos que conduzem oxigênio aos pulmões.

Mesmo com esse novo procedimento, ele continua ligado a uma ECMO, a máquina de circulação venosa extracorpórea, que substitui as funções vitais do coração e dos pulmões dos pacientes canulados. Não quer dizer, necessariamente, que houve uma piora, mas provavelmente indica que o stress provocado por essas máquinas a que Maguito está conectado é grande e com certeza, ainda mais com essa nova intervenção, em havendo um restabelecimento futuro, deixará sequelas que poderão comprometer ao menos parte da sua vida normal- inclusive, caso vença, a atuação em um cargo pesado como o de gestor administrativo de Goiânia.

Como a traqueostomia não é uma boa notícia e como os boletins médicos oficiais do Albert Einstein adotam uma linguagem técnica e enxuta que não permite uma visão completa da evolução, para o bem ou para o mal, do candidato emedebista, mais uma vez fica evidenciado que disseminar informações favoráveis, sem amparo na realidade, é uma estratégia claramente adotada pela campanha e pelo filho Daniel Vilela para não prejudicar as intenções de voto no pai, todos se agarrando no termo “estável” – que está longe de indicar recuperação – a que o documento tem recorrido repetidamente. Nesse caso, a “estabilidade”  pode significar também o nivelamento da saúde por baixo.

24 nov

Edição desonesta de perguntas dos jornalistas e das respostas de Vanderlan em entrevista à rádio Sagres: veja como o marketing antiético do MDB manchou a eventual vitória de Maguito

A campanha do candidato a prefeito do MDB Maguito Vilela é uma das mais antiéticas e politicamente nocivas dos últimos tempos em Goiás, fazendo uso de todo tipo de manipulação e recursos antiéticos para atacar e desconstruir o candidato do PSD Vanderlan Cardoso – a tal ponto que uma eventual vitória no próximo domingo, 29 de novembro, estará inevitavelmente maculada pelo jogo sujo a que o emedebismo lançou mão em Goiânia.

Além de tudo o que foi feito de irregular e condenável no 1º turno, quando as informações sobre o estado de saúde de Maguito foram manipuladas para evitar prejuízos para as suas intenções de voto e também aproveitada a trégua dos adversários em solidariedade ao padecimento hospitalar do candidato para intensificar a artilharia contra Vanderlan, agora, no 2º turno, novos lances dessa estratégia espúria continuam acontecendo.  Dois jornalistas conceituados – Rubens Salomão e Cileide Alves -, da rádio Sagres, tiveram suas imagens usadas sem autorização no horário emedebista de propaganda eleitoral na televisão, pior ainda, fora do contexto, em trechos de uma entrevista de Vanderlan à emissora: as perguntas dos jornalistas foram editadas e montadas, bem como as respostas de Vanderlan. Os dois, Salomão e Cileide, foram aos microfones da emissora e às redes sociais para reclamar da fraude com os seus nomes. Um deles, Salomão, que acusou seis cortes na sua fala, chegou a dizer: “Problema nenhum utilizar entrevista, que é pública, ou mesmo parte dela. O problema é editar frases de perguntas minhas e montar como se fosse uma fala só. Basta imaginar se jornalistas passassem a editar falas de políticos para conseguir manchetes. Seria antiético, concorda?”, escreveu no Twitter. Cileide Alves arrematou: “A pílula tem várias irregularidades, mas o que mais grave é o uso de nossa imagem sem autorização e a edição da entrevista para tirar de contextualização”. Ambos repudiaram veementemente o uso das respectivas imagens e a deturpação da entrevista com Vanderlan (veja aqui o desmentido, de viva voz, que eles postaram no Instagram).

Ninguém, nem o MDB nem Daniel Vilela nem ninguém ligado à campanha, veio a público para esclarecer o episódio ou se desculpar. Fingiu-se que não era com eles. A peça de propaganda, uma pílula, não foi postada pelo partido nas redes sociais da campanha e só exibida na TV. Segundo a definição resumida de Rubens Salomão, “não expressa a realidade”. É uma farsa, uma terrível falha moral, das muitas que estão se repetindo na comunicação emedebista desde o 1º turno, conspurcando inapelavelmente a eventual vitória de Maguito no próximo domingo. A eleição em Goiânia já está devidamente desvirtuada pelas mais de 300 mil abstenções já registradas, que tendem a ser repetir no dia 29 de novembro, pelo falseamento dos comunicados sobre a saúde do candidato para preservar suas intenções de voto e a ausência completa de debates que pudessem oferecer subsídios para a orientação das eleitoras e dos eleitores, mas, como se vê, mais motivos para minar a legitimidade do candidato e do partido continuam surgindo. Tudo isso vai cobrar um preço no futuro.

24 nov

Rescaldo eleitoral(5): derrotas acachapantes dos Essados, em Inhumas, de Zé Antônio, em Itumbiara, e de Gustavo Sebba, em Catalão, enterra grupos políticos antes tradicionais em Goiás

Três resultados das urnas do último dia 15 de novembro enterraram grupos tradicionais da política municipal em Goiás: em Inhumas, Rogério Essado, filho do ex-deputado por vários mandatos José Essado, ficou em 3º lugar, com pouco mais de 4 mil votos, enquanto o prefeito João Antônio foi reeleito com quase 17 mil votos; em Itumbiara, o que restava da outrora poderosa liderança do ex-deputado e ex-prefeito Zé Gomes, assassinado na campanha de 2016, foi esfarelado com a derrota do seu herdeiro político, o atual prefeito Zé Antônio, que tentou a reeleição e foi humilhado com um 4º lugar e menos da metade da votação do vencedor, Dione da Famóveis, este também com quase 17 mil votos; e em Catalão o deputado estadual Gustavo Sebba, filho do ex-prefeito e ex-presidente da Assembleia Jardel Sebba, amargou um 3º lugar, com 4.869 votos (menos do que teve em 2018 na eleição proporcional), enquanto Adib Elias ganhou com 6 vezes mais ou 28.984 votos.

É difícil, senão impossível, reerguer-se depois de desastres eleitorais de tamanha monta. Essados, Zé Antônio e Sebbas com certeza concorrerão a mandatos legislativos em 2022, porém desde já com perspectivas as piores imagináveis. A roda da história girou e eles, em parte por incompetência administrativa quando no poder, caso de Zé Antônio em Itumbiara e de Jardel Sebba (pai de Gustavo) em Catalão, ou então por cansaço da população, que fez de José Essado (pai de Rogério) a vítima em Inhumas, acabaram chegando a um fracasso nas urnas que tende a repercutir com força em pleitos futuros. Ou, então, que aguardem um milagre.

23 nov

Assim como aconteceu no 1º turno, proximidade da data da votação do 2º turno intensifica o noticiário sobre melhoras de Maguito. Espera-se que, dessa vez, seja verdade

Assim, como aconteceu no 1º turno, a chegada da data da votação do 2º turno, no próximo domingo, 29 de novembro, está correspondendo a uma intensificação do noticiário  sobre uma melhora no estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, internado em estado grave na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Dessa vez, no entanto, espera-se que essas informações sejam verdadeiras.

No 1º turno, não foram. Enquanto a campanha andava, Maguito, infectado pela Covid-19, foi piorando progressivamente até os momentos decisivos que passou no dia da eleição, quando, segundo um médico da equipe do Albert Einstein, ouvido pela Televisão Brasil Central, “foi salvo na unha”. Ao mesmo tempo, o MDB, seu filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi desdobravam-se em comunicados, postagens e declarações marcadas pelo mais puro otimismo, sempre anunciando a cura e breve alta hospitalar. Foi por tudo isso que o candidato do PSD Vanderlan Cardoso, com toda razão, levantou a possibilidade de um estelionato eleitoral na capital, baseado na manipulação das resenhas sobre o emedebista.

O pleito municipal em Goiânia passou a chamar atenção nacional graças a doença de Maguito. O jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, publicou uma extensa matéria, apontando, na manchete, para um cenário tenso, em que um dos candidatos sequer sabe que está disputando o 2º turno. Isso porque Maguito foi reintubado no domingo, 15 de novembro, com a votação em andamento, após sedado para facilitar o procedimento, apresentando um agravamento daí a dois dias, levando à necessidade de ter as suas funções vitais realizadas por uma máquina chamada ECMO.

Até então, os boletins oficiais do Hospital Albert Einstein, que devem ser autorizados pela família, não estavam sendo emitidos diariamente, como o passou a ser a partir da segunda, 16 de novembro e vem se mantendo até hoje, em uma medida mínima de transparência em relação a internações de pacientes em que existe interesse da opinião pública. Com base nesses documentos é que, agora, fala-se em algum avanço positivo nas condições de saúde do candidato emedebista e redução da sua dependência ao ECMO. Mesmo assim, fontes familiares, sem alarde, anunciam que o equipamento será desligado nesta terça, 24 de novembro, em razão do restabelecimento da capacidade do organismo de Maguito de sobreviver por conta própria.

23 nov

Assinatura do genro nos boletins médicos do Hospital Albert Einstein gera desconfiança inevitável sobre o verdadeiro estado de saúde de Maguito

Todos os boletins médicos oficiais do Hospital Albert Einstein sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que passaram a ser emitidos diariamente a partir da segunda-feira, 16 de novembro, um dia após as urnas do 1º turno (antes, poucos foram distribuídos, apesar dos quase 20 dias de internação até aquela data), são assinados por três médicos, um deles o dr. Marcelo Rabahi, que é genro de Maguito. O mesmo que, desde o início do padecimento do candidato, inicialmente em um hospital em Goiânia e depois transferido para a UTI do Albert Einstein, em São Paulo, protagonizou uma infinidade de vídeos sempre garantindo que o paciente estava bem, estável, em recuperação e mais uma série de prognósticos que não se confirmaram porque, ao mesmo tempo, as suas condições físicas pioravam até chegar a um ponto de comprometimento muito sério, conforme se viu.

Ora, direis, o Hospital Albert Einstein está acima de quaisquer suspeitas. Não, não está. No mínimo, o hospital foi responsável por uma decisão equivocada, ou seja, a não emissão de boletins diários a partir de 27 de outubro, data da internação. Dessa dia até 15 de novembro, foram pouquíssimos os boletins divulgados, fato que ainda permanece na obscuridade e deveria ser esclarecido se foi da responsabilidade da instituição ou da família do paciente. Por que isso não aconteceu? A família, leia-se: Daniel Vilela, não autorizou?

Muitos, na coordenação de campanha do MDB, defenderam que o genro fosse afastado das manifestações públicas sobre a situação de Maguito. É claro: o parentesco gera desconfianças que são naturais, já que, além do profissionalismo, há fatores emocionais em jogo. E uma injunção política: a necessidade de criar expectativas otimistas com o objetivo de impedir qualquer prejuízo para as intenções de voto. A prioridade, óbvia, é vender eleitoralmente um candidato momentaneamente em dificuldades, mas prestes a receber alta e portanto sem problema algum para assumir o mandato, em caso de vitória, o que não será realidade, se Maguito ganhar.

Não que se esteja aqui levantado dúvidas sobre o comportamento do dr. Marcelo Rabahi. Mas ele estava e está envolvido emocionalmente com o sogro. Errou, em algumas declarações. E nunca passou perto de expor com objetividade o que estava acontecendo com o candidato, dando a impressão de colaborar com o esforço do MDB e de Daniel Vilela para vender uma imagem de tranquilidade e de uma próxima resolução positiva que nunca aconteceu. Sim, médicos são dotados de um poder político, digamos assim, simplesmente enorme sobre os pacientes a eles entregues, isso no Brasil. Ninguém contesta o que dizem. O índice de processos judiciais, ao contrário de outros países, a que respondem por equívocos cometidos é mínimo. Tudo isso tem importância quanto ao que está ocorrendo com Maguito. Mas também colaborou para distorcer a eleição em Goiânia.

23 nov

Rescaldo eleitoral(4): prefeitos expulsos do MDB ou perseguidos pelos Vilelas tiveram vitórias maiúsculas e comprovaram liderança política efetiva em seus municípios

Os quatro prefeitos e um ex-prefeito que foram ou expulsos do MDB ou perseguidos por Daniel e Maguito Vilela acabaram colhendo vitórias maiúsculas nas últimas eleições e comprovaram liderança política efetiva em seus municípios. São eles: Adib Elias, Catalão (expulso); Paulo do Vale, Rio Verde (expulso): Fausto Mariano, Turvânia (expulso); Renato de Castro, Goianésia (teve a candidatura à reeleição impedida); e Ernesto Roller, Formosa (que deixou a prefeitura e se desligou do MDB, mas viu agora o seu vice ser reeleito depois que o seu antigo partido sequer conseguiu viabilizar um candidato).

Todos, enfim, foram bem sucedidos, vitoriosos no dia 15 de novembro ou direta ou indiretamente. Eles incorreram na ira dos Vilelas ao preferir abrir dissidência, em 2018, e apoiar o governador Ronaldo Caiado, em um movimento que foi definido com precisão por Adib Elias: “Estamos cansados de perder”. Foi o caso: Daniel Vilela, representante oficial do MDB naquela eleição, acabou com pouco mais de 13% dos votos, levando o partido a um desastre sem precedentes na sua história em Goiás, elegendo apenas 3 deputados estaduais e nenhum federal.

O episódio das expulsões e das retaliações ilustra com clareza a falsidade do mito construído em torno de Maguito, como candidato a prefeito de Goiânia, que teria entre as suas qualidades a “tolerância” e o “espírito democrático”, conforme argumentou o candidato derrotado do PSB Elias Vaz ao anunciar apoio ao emedebista no 2º turno. Não é verdade. Ele avalizou publicamente o filho no propósito doentio de retaliação aos emedebistas que preferiram apoiar Caiado, os mesmos que, antes, insistiram em tentar uma composição em que Daniel, por exemplo, poderia ter sido candidato a senador ou a vice-governador. Os Vilelas não aceitaram e empurraram o partido para o pior resultado nas urnas de toda a sua história em Goiás.

23 nov

Serpes/O Popular aponta para eleição liquidada em Goiânia, mostrando que a estratégia de falsear as condições de saúde de Maguito e desinformar sobre a falta de apoio de Iris infelizmente deu certo

As eleições do próximo domingo para prefeito de Goiânia estão decididas: o candidato do MDB Maguito Vilela, mesmo internado em uma UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, sem a menor previsibilidade quanto ao seu estado de saúde, vencerá o representante do PSD Vanderlan Cardoso. É o que aponta a pesquisa Serpes/O Popular publicada nesta segunda, 23 de novembro, a seis dias da data da votação do 2º turno, trazendo o emedebista com um potencial de 60% dos votos válidos.

Ninguém sabe o que o futuro reserva a Maguito, se terá condições físicas para assumir as pesadas responsabilidades do cargo, o que abre a possibilidade da assunção do desconhecido vice Rogério Cruz, e principalmente quais as sequelas que o afetarão. Há uma lista imensa delas para quem recebeu contágio pelo novo coronavírus e sobrevive, principalmente em idade avançada, como é o caso (ele fará 72 anos em janeiro próximo), variando em níveis de gravidade a depender da intensidade com que a doença acometeu o paciente (veja aqui). E o pior de tudo é que, não oferecendo nenhuma resistência genética para a Covid-19, Maguito corre o risco de se reinfectar de novo, como tem ocorrido ao redor do mundo. Uma vida como a que tinha antes, nem pensar. No mínimo, mesmo muito bem biológica e organicamente, ele não poderá se expor e precisará levar uma rotina de isolamento.

Atípico como nunca na história, a eleição na capital saiu da normalidade com o padecimento hospitalar do candidato emedebista, aprofundou-se nesse caminho com as 300 mil abstenções no 1º turno ou um terço do eleitorado e foi desvirtuado com a estratégia de campanha adotada pelo MDB – definida pelo governador Ronaldo Caiado como “marketing da agressão e da mentira”. Informações sobre a saúde de Maguito foram filtradas e trabalhadas pelo partido e pelo filho Daniel Vilela para evitar que afetassem as suas intenções de voto, mas não só. Mentiu-se também sobre o inexistente apoio do prefeito Iris Rezende, o que, conforme nota da coluna Giro, em O Popular, “desagradou a família de Iris”. Para muita gente, não foi mais nem menos do que simplesmente um jogo sujo.

22 nov

Rede de mentiras montada pelo MDB e por Daniel Vilela sobre o estado de saúde de Maguito teve o domingo, 15, dia da eleição, como momento crucial. Vanderlan estava certo ao denunciar uma farsa

De 27 de outubro a 15 de novembro, o Hospital Albert Einstein divulgou apenas seis boletins médicos oficiais sobre o estado de saúde do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que, nesse período, foi continuamente anunciado em comunicados do MDB e entrevistas e postagens do filho Daniel Vilela, além de vídeos do médico-genro Marcelo Rabahi,  como em melhora progressiva e perto de uma alta. Pior, muito pior: no dia 15, data da eleição, Daniel Vilela deu uma entrevista por volta das 10 da manhã, mais uma vez comemorando o restabelecimento do pai – que, no mesmo momento (pacientes são avaliados no período da manhã, diariamente, em qualquer hospital), tinha identificada uma piora gravíssima, a ponto de logo a seguir ser reintubado – o que só foi informado depois do fechamento das urnas, às 17 horas, quando não havia mais risco de prejuízo às intenções de voto no emedebista.

Não existe a menor possibilidade de que Maguito estivesse bem de manhã, perto de sair do hospital, como apareceu nas declarações eleitoreiras do filho, porém mergulhando em um quadro negativo no início da tarde, quando voltou a receber ventilação mecânica invasiva e dois dias depois conectado a uma máquina ECMO, que passou a realizar as suas funções vitais. O que houve foi uma farsa, corretamente denunciada pelo candidato do PSD Vanderlan Cardoso, com o objetivo de promover um estelionato eleitoral que corrompeu o resultado do 1º turno – infelizmente bem sucedido até agora.

Não por acaso, a partir de segunda-feira, 16 de novembro, os boletins médicos oficiais do Hospital Albert Einstein passaram a ser diários, ao contrário do que ocorreu nos 19 dias anteriores, quando, como já dito no 1º parágrafo, apenas seis foram emitidos, o que, de uma maneira ou de outra, permitiu que o MDB, Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi ocupassem espaço com prognósticos otimistas que não tinham a menor base real, mas serviram para alimentar falsas expectativas entre as eleitoras e os eleitores de  Goiânia. Para isso, foi fundamental a colaboração de O Popular, origem de jornalistas que atuam na assessoria de comunicação de Maguito e Daniel e desfrutam até hoje de bom trânsito e capacidade de influência na redação do jornal. Foi isso que levou o veículo a um comportamento jornalisticamente insólito, na segunda, 16 de novembro, ao colocar parênteses em uma entrevista de Vanderlan, supostamente desmentindo com dados sub-interpretados suas afirmações sobre o complô informativo do MDB e da família para desvirtuar com objetivos eleitorais o noticiário sobre a saúde de Maguito, oferecendo argumentos que foram usados intensivamente por Daniel Vilela, em suas entrevistas posteriores, para atacar Vanderlan.

22 nov

300 mil abstenções, nenhum debate entre candidatos e doença de Maguito descaracterizaram totalmente a eleição para prefeito de Goiânia

Goiânia nunca teve uma eleição municipal tão atípica quanto a atual. No 1º turno, foi batido o recorde histórico de abstenções: 300 mil eleitoras e eleitores não apareceram para votar. Ou seja: mais de 30% dos inscritos, o 3º maior percentual de não comparecimento dentre todas as capitais brasileiras. Enquanto isso, o grande número de candidatos inviabilizou os debates, adiados para o 2º turno, quando apenas Maguito Vilela, do MDB, e Vanderlan Cardoso, do PSD, os dois classificados, se enfrentariam e dariam para a população uma amostra do preparo que têm e do que pensam para o futuro da capital, mas… não está acontecendo nem vai acontecer, exatamente em razão da ausência de Maguito, internado em estado grave na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Esses três fatores inusitados – abstenção elevada, zero debates e Maguito hospitalizado – descaracterizaram totalmente o processo de escolha do no novo prefeito de Goiânia.

E é irreversível. Faltam apenas sete dias para o comparecimento às urnas e nada mais pode ser feito. A recusa ao voto deve aumentar, com o reincremento da pandemia que os meios de comunicação confirmam numericamente a cada dia. E Maguito não receberá alta tão cedo nem se recuperará a tempo de mostrar a cara e participar de debates com Vanderlan. Provavelmente nem mesmo para assumir o mandato, se vencer no dia 29 de novembro.

Não há como não concluir: ninguém pode traçar hoje, com um mínimo de certeza, o que está reservado para a gestão administrativa de Goiânia nos próximos meses e talvez anos. Iris Rezende, apesar de toda a propaganda, vai deixar um legado difícil: há dívidas pesadas a serem pagas já em 2021, mediante juros caríssimos, e praticamente todas as suas principais grandes obras adentrarão em atraso no ano que vem, quando a expectativa criada pelo Paço Municipal era a de que seriam inauguradas ainda neste ano. Quase nada do recapeamento prometido das ruas foi feito. Quatro dos maiores projetos de infraestrutura iniciados por Iris estão longe de acabar: Terminal Isidória, BRT, trecho da avenida Leste-Oeste e o complexo viário da avenida Jamel Cecílio. Há um gravíssimo déficit de vagas na educação infantil municipal, prejudicando as mães trabalhadoras de Goiânia. Tudo isso, enfim, não é para amadores. Mas é nas mãos de quem pode terminar.

21 nov

O comedimento, tardiamente, chega ao MDB e a Daniel Vilela: embora entre amigos divulguem que Maguito deve sair do ECMO em 2 dias, evitaram “comemorações” e manipular com foco eleitoral

Daniel Vilela, familiares e amigos próximos estão divulgando que o candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela melhorou, a ponto de estar prevista para os próximos 2 dias a sua descanulação do ECMO, o sofisticado aparelho que o mantém vivo depois que os seus órgãos vitais entraram em falência momentânea diante do ataque do novo coronavírus. Novidade: em circuito fechado. Ninguém está nas redes sociais “comemorando” nada, ao contrário do que acontecia até aqui, quando notícias falsas sobre uma evolução positiva de Maguito e sua iminente alta hospitalar foram transmitidas sem parar para a população, enquanto o paciente… piorava.

O estado de saúde de Maguito, desde que foi contaminado pela nova doença, passou por uma manipulação permanente, cujo objetivo escancarado foi o de não prejudicar as suas intenções de voto. Mentiu-se à vontade. Do momento em que descobriu-se infectado, ele nunca melhorou e evoluiu negativamente até chegar a um ponto de gravidade, no último domingo, data da eleição, em que esteve perto de ir a óbito e foi “salvo na unha”, conforme a expressão de um médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ouvido por um jornalista da TBC.

Anuncia-se a expectativa, que talvez, mais uma vez, possa ser infundada, no sentido de que Maguito possa ser descanulado da ECMO a curto prazo, o que, pelos antecedentes de utilização da tecnologia, parece ser precipitado. Mas isso quem sabe é a equipe profissional que atende ao candidato. Pode ser que sim, pode ser que não. O que é fato é que a situação do emedebista está longe de ser tranquila e que seu principal compromentimento, o dos pulmões, costuma regredir apenas lentamente, não da noite para o dia, mais ainda no caso de um organismo debilitado pela Covid-19.

21 nov

Sem rumo: Adriana Accorsi, que fez papel de coadjuvante no 1º turno e ajudou a atacar Vanderlan, agora vai votar em Maguito. Mas, em Anápolis, o MDB nega apoio a Antônio Gomide

Caíram as máscaras: a candidata derrotada do PT a prefeita de Goiânia Adriana Accorsi anunciou que vai votar no emedebista Maguito Vilela, cuja campanha auxiliou no 1º turno ao partir para cima do representante do PSD Vanderlan Cardoso, acompanhando a onda de ataques deflagrada pelo MDB – que, vale lembrar, aproveitou desonestamente trégua dos adversários diante do padecimento de Maguito com a Covid-19 e abriu artilharia sobre Vanderlan. Ocorre que, em Anápolis, onde o petista Antonio Gomide foi para o 2º turno com o prefeito Roberto Naves, em condições desfavoráveis, o MDB não vai retribuir na mesma moeda, ao negar apoio a Gomide. Neste sábado, 21 de novembro, em entrevista ao Jornal Opção, o candidato do partido na cidade, Márcio Corrêa, 3º colocado no 1º turno, definiu “irreversivelmente” que vai ficar neutro no 2º turno.

Adriana Accorsi fez uma campanha sem alma no 1º turno em Goiânia. Teve muito mais cara de delegada do que de petista, sem comprometimento com as bandeiras sociais da esquerda. Aliás, é o que ela é: policial, não uma humanista. Apareceu muito pouco nas ruas, enquanto, no rádio e na televisão, apresentou-se como uma postulante sem graça e entendiante. Menos quando se tratou de abrir fogo contra Vanderlan, no que acompanhou o conteúdo das agressões do MDB, dando até a impressão de que o mesmo marqueteiro fabricou as bombas lançadas pelos dois partidos. Agora, com o apoio a Maguito, sem retribuição em Anápolis, ela e o PT rasgam a fantasia e confirmam que estavam e continuam unidos em complô com a campanha emedebista para definir a eleição em Goiânia.

21 nov

Expondo-se sem cuidados na campanha de Maguito e ocupando o lugar do vice, Daniel Vilela, que pode ter herdado a falta de resistência genética do pai para a Covid-19, também corre riscos

Vejam a foto acima, leitoras e leitores. Trata-se de um evento de campanha, já nesta semana de 2º turno, em que o presidente estadual do MDB Daniel Vilela recebeu, em nome do pai candidato, o apoio do PROS, do Solidariedade e parte do PRTB. Observem: não há respeito pelas regras recomendadas de distanciamento, que indicam 2 metros entre um e outro como o mais seguro. Pelo menos todos estão usando máscara, embora não seja possível distinguir com clareza os que estão mais atrás. Mesmo assim, é uma aglomeração, uma das piores hipóteses de transmissão em tempos de pandemia ameaçando os brasileiros com uma 2ª onda do novo coronavírus.

Foi um momento como esse ou, enfim, algum compromisso de que participou cumprindo a agenda da campanha do 1º turno,  que infectou o postulante do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela com a  Covid-19 e o levou ao estado de saúde precário a que chegou na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde sobrevive graças a aparelhos que substituem o seu coração, pulmões e rins. Os coordenadores de campanha, a família e o próprio Maguito foram imprudentes e negligentes, já que era conhecida a possibilidade de que ele não tivesse grandes condições orgânicas para enfrentar o vírus insidioso, depois que duas irmãs igualmente idosas morreram acometidas pela doença. Registros fotográficos da movimentação do candidato, publicados nos seus perfis nas redes sociais, o mostravam usando proteção inadequada (escudos faciais de acrílico, sem a máscara de pano) ou mesmo interagindo em reuniões, eventos e visitas sem usar nada, tocando e sendo tocado por pessoas.

Iris Rezende desistiu da reeleição exatamente para fugir de tudo isso, convencido pela família (uma filha é médica) de que não valeria a pena colocar a vida em jogo. Como prefeito, reduziu a sua movimentação e é acompanhado por assessores que diligentemente aplicam álcool líquido e em gel nas suas mãos e roupas. Mas, para livrar-se da Covid-19, sendo bem sucedido, o que Iris fez de importante mesmo foi não se candidatar, diante da sua idade provecta e provável fragilidade. Maguito poderia ter feito o mesmo.

Agora, Daniel Vilela segue cometendo os mesmos erros e correndo um perigo desnecessário. Como a sua constituição física tem parte das características do pai, é óbvio que não pode ser contaminado, deveria estar obedecendo a um certo isolamento e obedecendo a cuidados preventivos rigorosos quando na rua ou em contato com quem quer que seja. Mas ele não está fazendo nada disso, bastando navegar pela sua conta no Instagram para verificar a profusão de situações porque está passando em que há chances teóricas de contágio. É uma temeridade e tanto, dado ao histórico dos seus genes, não fora também um mau exemplo, como a pequena multidão amontoada na foto acima. Uma tragédia, a de Maguito, não precisa ser transformada em duas.

20 nov

No dia eleição, enquanto Daniel Vilela mentia dizendo que Maguito estava melhorando, ele passava pelo momento mais difícil em São Paulo e quase foi perdido, revela médico que o assistia

Em um furo de reportagem, a Televisão Brasil Central ouviu de um médico do Hospital Albert Einstein, cujo nome está mantido em sigilo, integrante da equipe que assiste o candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que ele passou pelo seu momento mais difícil no domingo, 15 de novembro, quando “salvamos o Maguito na unha” – foi a expressão usada, o que denota o quanto perto esteve de um desfecho trágico.

No mesmo domingo, o filho Daniel Vilela tranquilizava as eleitores e os eleitores goianienses, em uma entrevista na rádio Sagres, por volta das 10 da manhã, assegurando que seu pai estava bem, apresentando melhoras e com indicativo de alta hospitalar a curto prazo. Enquanto transcorria o processo de votação, o candidato foi reintubado logo após essa fala de Daniel – o evento, contudo, só foi tornado público depois das 17 horas, horário de fechamento das urnas, claro, para atender aos interesses eleitorais do MDB e preservar as intenções de voto em Maguito de qualquer dúvida.

A TBC conseguiu o furo depois de enviar o repórter Pedro Henrique Rabelo para São Paulo, onde ele ainda permanece acompanhando de perto a evolução do estado de saúde de Maguito. É o único jornalista de qualquer veículo de comunicação de Goiás presente na capital paulista e no Hospital Albert Einstein para apurar notícias sobre a evolução das condições de saúde do emedebista.

Pedro Henrique Rabelo falou com esse médico do grupo  que atende Maguito, em off. “De todos os momentos em que o paciente esteve na UTI, sem dúvida o momento mais difícil ocorreu no dia da eleição. Houve uma mobilização da equipe médica para reverter o quadro, o que acabou acontecendo”, disse a fonte do Albert Einstein ao repórter da TBC, que pediu para não ter a sua identidade revelada. “No domingo, dia mais complicado, salvamos o Maguito na unha”, acrescentou o médico.

Ou seja: acumulam-se as provas da manipulação desumana e desonesta, além de antiética ao extremo, que o MDB e Daniel Vilela fizeram das informações sobre o real estado de saúde de Maguito, montando uma farsa que foi corretamente denunciada pelo candidato do PSDB Vanderlan Cardoso. O que está havendo em Goiânia é um vergonhoso estelionato eleitoral.