Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

17 nov

Estado real de Maguito, ocultado pelo MDB e por Daniel Vilela para auferir vantagens eleitorais, pode ser definido pelo colapso renal: “Rins são os heróis da resistência. Quando falham, o quadro é irreversível”

Este blog tem publicado avaliações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela sempre com sustentação em fontes médicas e, pelo menos até agora, não tem errado. Aliás, mesmo antes de tudo o que aconteceu após o acometimento de Maguito pelo coronavírus, já havia sido dito aqui que a candidatura dele seria uma aposta de alto risco, diante da exposição a que se obrigaria pela inevitável agenda de campanha depois de ter duas irmãs igualmente idosas levadas a óbito pela Covid-19.

A verdade, mesmo doendo, precisa ser dita; Maguito, pessoalmente, foi negligente quanto às regras sanitárias em sua movimentação eleitoral. Suas redes sociais foram pródigas em imagens em que ele aparecia desprevenido, imprudentemente exposto à contaminação. O MDB e o filho Daniel Vilela igualmente não cuidaram de proteger o candidato, perto de completar 72 anos, incluso no grupo de risco e ainda por cima com o precedente de ter tido duas irmãs levadas a óbito pela nova doença. Isso precisa ser colocado em termos muitos claros: houve negligência, tanto por parte de Maguito quanto pelos seus familiares quanto pelo partido.

Agora, Maguito chegou a uma condição terminal. Se sobreviver, será um milagre. O MDB, Daniel Vilela e o seu médico-genro Marcelo Rabahi nunca sinalizaram que nada disso poderia acontecer. Infelizmente, administraram o padecimento do candidato com vistas a dividendos eleitorais, falhando com as obrigações mínimas de transparência e fidedignidade com a sociedade. Não adianta negar, foi isso que aconteceu e este blog já o demonstrou com fartura de argumentos e constatações. Pior: hoje, no ponto a que as coisas chegaram, não se pode descartar nem mesmo que o tratamento de Maguito tenha escapado a condicionantes políticos e piorado a sua condição. Isso, qualquer que seja o desfecho, precisará ser investigado.

Vamos ao que importa; Maguito está na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein praticamente sem qualquer uma das suas funções vitais em atividade. Seu coração e seus pulmões foram substituídos por um aparelho mecânico, solução extrema que tem efeitos deletérios sobre o organismo do paciente. Seu sistema renal parou. Em medicina, diz-se que ““os rins são os heróis da resistência. Quando eles começam a falhar, as perspectivas para o doente são as piores possíveis”. Ele tem chances perto de zero de escapar, mas um milagre pode acontecer. É, hoje, a saída para a qual podemos torcer.

17 nov

Sem Maguito, antes do 2º turno, Vanderlan enfrentará Adriana Accorsi, conforme determina o parágrafo 4º do artigo 77 da Constituição Federal

“Se, antes de realizado o 2º turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação”. É o que reza o parágrafo 4º do artigo 77 da Constituição Federal, a propósito da possibilidade do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela não participar do 2º turno, depois de vencer o 1º e se classificar para a disputa final com o representante do PSD Vanderlan Cardoso. Isso significa que, na ocorrência do indesejado, Vanderlan enfrentará Adriana Accorsi, do PT, que ficou colocada em 3º lugar nas urnas do último domingo, 15 de novembro.

Em sua conta no Twitter, o procurador federal Hélio Telho deu a sua contribuição e foi objetivo: “Me perguntam o que acontece se o candidato a prefeito falecer. Falecendo antes do 1º turno, o partido indica o candidato substituto. Se falecer antes do 2º turno, convoca-se o 3º colocado para retornar à disputa. Se falece após o 2º turno, assume o cargo o eleito vice-prefeito”.

Trata-se de um jurista reconhecido e sua opinião não deixa margem a dúvidas. Sem Maguito, o 2º turno será decidido entre Vanderlan e Adriana.

17 nov

Ação judicial anunciada de Daniel Vilela contra Vanderlan, por críticas à transparência quanto ao padecimento de Maguito, será oportunidade para requerer os prontuários médicos e mostrar a verdade

O presidente estadual do MDB Daniel Vilela não tem noção da fria em que está entrando ao anunciar que vai processar o candidato do PSD a prefeito de Goiânia Vanderlan Cardoso pelas críticas que fez à transparência das informações divulgadas – ou ocultadas, na sua maioria – em relação ao estado de saúde do candidato do MDB Maguito Vilela, em sua via crucis hospitalar depois de acometido pela Covid-19. Simples: é que, como resposta, Vanderlan poderá requerer a apresentação dos prontuários médicos dos hospitais, um em Goiânia, outro em São Paulo, sobre o atendimento que foi prestado e as reais condições de Maguito a cada momento da sua internação depois de vitimado pelo novo coronavírus. Esses documentos não permitem mentiras.

Podem apostar, leitoras e leitores. Os prontuários de Maguito jamais confirmarão os seguidos comunicados otimistas do MDB, as postagens de Daniel Vilela comemorando as “melhoras” do pai ou os vídeos do médico-genro Marcelo Rabahi anunciando a “estabilidade” do paciente e a alta qualidade dos seus sinais vitais. Nunca. Como comprova a evolução infelizmente negativa de Maguito e a situação desesperadora que vive hoje na UTI do Hospital Albert Einstein. Vanderlan, se solicitar esses papeis, revelará ao mundo a farsa que o MDB e Daniel Vilela montaram para aproveitar eleitoralmente a doença de Maguito e vender ao eleitorado de Goiânia um candidato que não estava, não estava e não estará, caso sobreviva, em condições de ganhar e administrar Goiânia.

17 nov

Qualquer um, internado em Goiânia, nas condições de Maguito, já teria ido a óbito. Ele só está vivo e tem chances de salvação, embora remotas, porque está em um hospital top e pode pagar a conta

O candidato do MDB Maguito Vilela encontra-se hoje em uma condição de saúde tão aguda que suas chances de sobreviver, infelizmente, estão perto de zero, conforme fontes médicas ouvidas por esse blog. A avaliação geral é que ele só está vivo e ainda tem chances teóricas de salvação porque foi internado em um hospital top de linha, assistido por uma equipe de altíssimo nível profissional, onde as despesas correm a peso de ouro. Em Goiânia, alguém padecendo ao coronavírus como Maguito já teria ido a óbito.

É duro, mas é verdade. E a verdade, seja qual for o preço, tem de ser dita. Assim como não pode ser ocultado que a candidatura de Maguito, em meio a pandemia, foi um passo desafiador, dada a sua falta comprovada de resistência depois que duas irmãs, também idosas como ele, morreram em um espaço de 10 dias, vitimadas pela nova doença. Na campanha, não só ele foi imprudente, expondo-se sem máscara em eventos seguidos, como não foi protegido por qualquer assessoria montada em especial para isso pelo partido, nem pelos seus familiares e muito menos pelo filho Daniel Vilela. Todos foram negligentes, diante da fragilidade orgânica prenunciada para o candidato.

Outro fato que ninguém pode negar é a manipulação eleitoral que o MDB e Daniel fizeram do padecimento do candidato.. Lamentavelmente, continuam fazendo. Não é exagero dizer que eles mentiram do começo até o presente momento, sempre passando visões otimistas, comemorando melhoras que nunca aconteceram, anunciando altas hospitalares que foram desmentidas pela escalada de agravamento do paciente. Relembrando: primeiro, ele ficou dias em casa depois de contaminado, perdendo um tempo precioso para o seu tratamento, depois foi para um quarto comum de hospital, em seguida para a UTI e após transferido para São Paulo, onde acabou na UTI do Hospital Albert Einstein, intubado, extubado talvez precocemente, e agora submetido a respiração e coração mecânico, além de hemodiálise, tudo devido ao agravamento contínuo do seu quadro que o MDB e Daniel insistiam em negar.

Maguito, de certa forma, repete Tancredo Naves, igualmente vítima da adulteração do enfrentamento para a defesa da sua saúde até chegar a um desfecho que talvez pudesse ser evitado. Há indícios de que algumas decisões sobre a sua assistência médica podem ter sido movidas pelo foco eleitoral, embora, por ora, isso não possa ser provado. De alguma forma, ele é vítima. Mas é algo que, no futuro, precisará ser investigado. O MDB, Daniel Vilela e o médico Marcelo Rabahi precisarão, oportunamente, de prestar esclarecimentos sobre todas essas dúvidas.

17 nov

Daniel Vilela anuncia processo contra Vanderlan por apontar manipulação eleitoral de informações sobre Maguito. “É uma honra”, deveria responder o senador, que vai ganhar essa ação fácil, fácil

O presidente estadual do MDB e filho do candidato do partido a prefeito de Goiânia Daniel Vilela não se emenda. Inventou agora que vai processar o candidato do PSD Vanderlan Cardoso, por críticas à falta de transparência com que foram conduzidas as informações sobre a saúde do emedebista, neste instante internado em estado gravíssimo em uma UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo – todas as suas funções vitais entraram em colapso e passaram a ser substituídas por meios mecânicos que suprem o coração, os pulmões e os rins.

“É uma honra”, deveria responder Vanderlan, porque mais cedo ou mais tarde o senador vai ter a oportunidade judicial de provar que, sim, é inconteste que o MDB e Daniel Vilela fraudaram o dever de informar a sociedade com transparência sobre as reais condições clínicas de Maguito, no momento simplesmente dependendo de um milagre para sobreviver – que eles continuam não admitindo. Vanderlan, goste ou não Daniel Vilela, não foi o primeiro a tocar no assunto, mas apenas reproduziu o que era percebido por muitos, ou seja, a manipulação eleitoral da doença do emedebista, com a concomitante ocultação das agruras que ele enfrentava em uma luta desesperada contra o vírus insidioso, tudo com o objetivo de evitar que as goianienses e os goianienses questionassem a destinação dos seus votos e a capacidade do candidato para exercer o cargo, se eleito. É público e notório que o MDB e Daniel fizeram o possível e o impossível, e continuam fazendo, para transformar a Covid-19 no principal cabo eleitoral de Maguito – e, pior, mas muito pior, insistem nesse caminho até o momento, como prova esse processo sem pé nem cabeça, mas com finalidades eleitoreiras claras.

17 nov

Aparece a verdade que o MDB, o filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi tentaram esconder: estado de saúde de Maguito é desesperador, depois de perder as funções vitais do organismo

O site G1, da Rede Globo, com base em informações levantadas diretamente no Hospital Israelita Albert Einstein no final da tarde desta terça, 17 de novembro, acabou levantando a cortina de sigilo e dissimulação que o MDB, o filho Daniel Vilela e o médico-genro Marcelo Rabahi esticaram em torno da verdade sobre o estado de saúde do candidato a prefeito de Goiânia Maguito Vilela. Definitivo e indesmentível: ele encontra-se em estágio desesperador, momento em que somente medidas heróicas podem resolver, sem nenhuma atividade vital do organismo em ação por conta própria, ou seja, submetido a um aparelho mecânico que executa as funções dos pulmões e do coração (respiração e bombeamento de sangue), o chamado recrutamento alveolar que é arriscadíssimo, além de ter sofrido uma paralisação dos rins e portanto já em sessões de hemodiálise. Tudo isso, em um vídeo gravado entre domingo e segunda, foi negado pelo dr. Marcelo Rabahi, assegurando sem nenhum amparo na ciência e de certa forma comprometendo a sua credibilidade que os sinais vitais de Maguito encontravam-se dentro da normalidade.

Mas quem acompanha esse blog já percebia a superveniência do quadro crítico agora desvendado. Daniel Vilela tinha conhecimento em detalhes de tudo isso desde domingo passado, mas mais uma vez ocultou os fatos e até deu declarações pseudo-otimistas no dia da eleição, aguardando o fechamento das urnas, às 17 horas, para anunciar a reintubação do pai – mais uma vez com base em uma falsidade, ou seja, apenas para a realização de um exame para conhecer com mais certeza a condição dos pulmões, chamado de broncoscopia. Realizado ainda no domingo, essa avaliação não teve o seu resultado divulgado até esta terça, obviamente porque o laudo final não foi bom. Mas aí veio a transparência do Albert  Einstein. Tudo indica que o manto de segredo e fantasias sobre o paciente ilustre só foi rasgado pela direção do hospital, receosa das consequências negativas para a sua imagem, ao exigir que boletins médicos assinados pela equipe profissional da casa passassem a ser divulgados, como aconteceu a partir de então, colocando fim à estratégia do MDB e de Daniel Vilela de falsificar os fatos em comunicados orientados para empulhar a opinião pública e evitar prejuízos para a campanha. De cara, o primeiro dado tornado público foi a ampliação da inflamação dos pulmões do emedebista e o acréscimo de uma infecção oportunista. E a segunda revelação foi a admissão de se tratava de um agravamento. Finalmente, a complicação total que sobreveio.

A essa altura dos acontecimentos, Maguito, que infelizmente não tem resistência genética ao coronavírus (e antes havia perdido duas irmãs igualmente idosas para a doença, aviso que ele e a família ignoraram com os riscos de exposição ao vírus com a inevitável agenda de uma candidatura a prefeito), praticamente passa a depender de um milagre, que, ainda assim, possivelmente não evitaria as pesadas sequelas que está condenado a enfrentar caso sobreviva. E que o MDB, Daniel Vilela e o seu médico cumpram suas obrigações éticas/morais e mantenham a sociedade informada sobre a verdade.

17 nov

Em vez de divulgar notas atacando Vanderlan e insistindo na estratégia de aproveitar eleitoralmente a doença de Maguito, MDB e Daniel Vilela deveriam assumir o erro e pedir desculpas

Acaba de sair uma nota oficial do presidente estadual do MDB Daniel Vilela mais uma vez insistindo, entre constrangedores erros de português, na estratégia de aproveitar eleitoralmente padecimento do pai Maguito Vilela, internado em estado grave na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein para tentar se livrar do novo coronavírus – que, aliás, o infectou justamente pela própria falta de cuidados, a negligência da campanha emedebista com a pandemia e, é claro, a ânsia de poder de familiares como Daniel, que andava diariamente ao lado dele e, mesmo sabendo que integrava o grupo de alto risco devido a elevada idade, também não se preocupou em protegê-lo convenientemente, talvez até, antes, o aconselhando a não se candidatar diante das chances de se contaminar e enfim acabar passando pelo que está passando (Maguito e os seus tinham noção do perigo que corria, uma vez que havia o precedente de duas irmãs também idosas levadas a óbito pela Covid-19).

Daniel Vilela, diga-se, não teve e não tem vergonha de faltar com a transparência e perserverar no esforço para faturar o sofrimento paterno. Ele foi um dos que mais fabricou versões durante todo o curso da doença do pai, “comemorando” imprudentemente melhoras que nunca chegaram e anunciando irrefletidamente sua iminente saída do hospital, enquanto, na prática, o que acontecia era a piora do seu estado de saúde, até chegar ao ponto em que está agora e que ninguém sabe com exatidão qual é, graças à desfaçatez  com que informações cruciais estão sendo escondidas para não ameaçar a confiança das eleitoras e dos eleitores goianienses no candidato que já ganhou o 1º turno e caminha para abiscoitar o 2º – em uma espécie de estelionato eleitoral inédito na história política do país.

Segundo Daniel Vilela, a culpa por tudo isso é de Vanderlan Cardoso, que estaria sendo desumano com o candidato e sua família – já plantando aqui uma vacina caso venham ataques do representante do PSD -, de resto, acrescentou, sem provas de que houve ocultação de dados sobre a realidade do candidato emedebista. Ora, ora, na própria nota essa afirmação é autodesmentida. Daniel cita boletins médicos assinados por médicos do Albert Einstein que nunca foram divulgadas, substituídos por comunicados  eleitoreirosdo MDB, com texto reescrito e reformatação para atingir o objetivo de garantir a imagem fake de um candidato em plena recuperação e apto a receber votos e governar a capital. Apenas na última segunda, 17 de novembro, é que um boletim médico de autoria indesmentível do hospital foi publicado, pela primeira vez, provavelmente em razão da autodesconfiança do MDB e do filho sobre a eficácia dos seus “comunicados”. No entanto, um só e mais nenhum, sintomaticamente, quando a regra em casos semelhantes seria de dois boletins por dia.

Mesmo fingindo indignação, para, como dito, extrair dividendos eleitorais, Daniel Vilela não se lembrou de usar a sua triste “nota de repúdio” para esclarecer como está o seu pai, preferindo fazer da desinformação um elemento decisivo para manter viva a candidatura e iludir o eleitorado com a iminência de um desfecho positivo, que parece longe de ser alcançado. Isso, sim, é desumano. Seria interessante e importante conhecer o que Maguito pensaria do que está sendo feito em seu nome, se ele aprovaria a farsa montada e se julgaria decente e digno ser eleito através desses artifícios que podem até funcionar, mas mancharão e tirarão a legitimidade do seu mandato. Ainda há tempo, portanto, para um pedido de desculpas a Goiânia.

17 nov

Rede de mentiras montada pelo MDB em torno da situação de Maguito, com o intuito de aproveitar eleitoralmente a doença que o acomete, continua: cadê os boletins médicos desta terça, 17 de novembro?

Não acabou, ao contrário, continua ativa a rede de mentiras montada pelo MDB em torno do estado de saúde do candidato do partido a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo e no momento em condição física desconhecida – sabendo-se apenas que não é menos do que gravíssima.

Onde estão os boletins médicos oficiais do Albert Einstein sobre Maguito referentes a esta terça-feira, 17 de novembro? Em casos de figuras públicas como o emedebista, desde que a família autorize, são divulgados dois informes por dia, um pela manhã, outro à tarde. Essa regra, explícita no  site do hospital, nunca foi cumprida quanto ao candidato que venceu o 1º turno em Goiânia, com a sua doença fortemente explorada pela campanha, inclusive aproveitando-se da trégua respeitosamente declarada pelos adversários para atacar desonestamente o seu principal concorrente, Vanderlan Cardoso. Se não há boletins, é porque primeiro obviamente não foram autorizados por quem de direito e segundo evidentemente porque há o que esconder.

Além de reescrever e mudar a formatação dos poucos boletins médicos oficiais emitidos pelo Albert Einstein, o MDB, sob o comando do filho Daniel Vilela, mentiu descaradamente desde quando começou a provação de Maguito, em um esforço claramente focado para iludir o eleitorado goianiense e levá-lo a acreditar que não havia nada de mais sério e que a alta hospitalar ocorreria a qualquer momento. No último domingo, 15 de novembro, data da eleição, por volta das 10 horas da manhã, Daniel deu uma entrevista a uma emissora de rádio assegurando que o pai estava bem e que logo estaria de volta a Goiânia, quando, na verdade, naquele momento ele já havia sido reintubado na madrugada devido a piora provocada por mais um avanço da inflamação dos pulmões, à qual se acrescentou uma infecção oportunista que está se aproveitando do enfraquecimento geral do paciente.

Se Maguito tivesse melhorado, em algum momento do seu calvário hospitalar, como o MDB, Daniel e o médico-genro Marcelo Rabahi sempre asseguraram, não estaria hoje enfrentando uma luta terrível pela vida, com os seus sinais vitais em algum nível fora de controle e perto de recorrer a medidas heróicas, como o recrutamento alveolar (um procedimento perigosíssimo para recuperar alguma capacidade pulmonar) ou a hemodiálise, já que o sistema renal das vítimas da Covid-19, ainda mais sem resistência nenhuma como se sabe que são as circunstâncias do candidato emedebista, é um dos primeiros a falhar com uma progressão como a que está acontecendo.

A manipulação eleitoral, que ainda será desvendada a depender do desfecho de tudo, é tão antiética, politicamente falando, quando possivelmente terá representado um risco a mais para ele, na medida em que pode ter influído no tratamento, diante da necessidade da campanha de mostrar um prognóstico otimista e não, como deveria ser, simplesmente realista. O MDB cometeu dois crimes: um contra Goiânia e outro contra o próprio Maguito.

17 nov

Finalmente, a gravidade da doença de Maguito é reconhecida, aparece o 1º boletim médico não manipulado e Vanderlan vai para o ataque, com razão: o que houve está próximo do estelionato eleitoral

Finalmente, a verdade apareceu: o partido, os familiares e o boletim oficial do Hospital Albert Einstein, o primeiro divulgado na íntegra (antes, eram reformatados para atender aos interesses da campanha), nesta segunda, 16 de novembro, reconheceram que as condições de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela, que ganhou o 1º turno, são gravíssimas.

Tudo indica que acabou a manipulação das informações, o que é ótimo e merece aplausos. Tudo indica também que a denúncia de estelionato eleitoral praticado pelo MDB, feita na manhã desta terça, 17 de novembro, pelo representante do PSD Vanderlan Cardoso, tem fundamento – tirando totalmente a justeza do resultado das urnas do último domingo, que atribuíram a Maguito uma frente de quase 10 pontos sobre o 2º colocado, Vanderlan. Ou então: com o eleitor votando em um, mas ganhando outro prefeito, na hipótese não tão distante do vice Rogério Cruz vir a assumir.

Em uma matéria facciosa e por que não dizer? vergonhosa, O Popular disse agora há pouco em manchete que a acusação de Vanderlan foi lançada “sem provas”. Falso, leitoras e leitores. Há provas. E abundantes. Querem ver algumas? Aí vai uma: as seguidas notícias passadas pelo MDB, pelo filho Daniel Vilela e pelo médico e genro Marcelo Rabahi sempre apontaram, unanimimente, para uma melhora e uma estabilidade do quadro clínico de Maguito, que, no entanto, nunca aconteceram, com o paciente piorando a cada dia. O objetivo desse discurso foi claro: ajustar a compaixão do eleitorado com a perspectiva de um candidato que, vencendo o pleito, estaria plenamente apto para assumir a administração de Goiânia, portanto apto a receber os votos. Querem outra? A conveniente divulgação da segunda intubação de Maguito, que possivelmente aconteceu na madrugada anterior, somente após o encerramento da votação de domingo passado, além de mascarada a sua real motivação com a desculpa da realização de uma broncoscopia, justificativa esfarrapada que não durou 24 horas e foi desmentida com o anúncio oficial do Albert Einstein de que o paciente havia piorado e, além de inflamação, apresentava também infecção nos pulmões.

Mais ainda: as descobertas da broncoscopia, que teria sido realizada na noite do domingo, não foram divulgadas até hoje, quando se sabe que o resultado é imediato, dado que se trata de uma perscrutação dos pulmões através de câmera ou câmeras de vídeo, além da retirada de amostras do tecido alveolar. Se o laudo não foi mostrado, é porque algo de muito ruim está sendo escondido, infelizmente. O Popular, que sempre deu coro para as declarações ufanistas – e inverídicas – do MDB e de Daniel Viela, sem nunca questioná-las como seria o papel de um veículo de imprensa realmente sério e comprometido com o bom jornalismo, também – finalmente – deu uma guinada e pela primeira vez admitiu que Maguito foi reintubado porque, de fato, está apresentando complicações que colocam a sua vida em risco. A nova intubação, escreveu o jornal em linguagem amena, “é sinal de gravidade”. Ainda assim, sem questionar e sem perguntar pelos detalhes do que acontece com o candidato, como fez com a acusação de estelionato eleitoral formulada por Vanderlan, O Popular continua endossando a lorota do círculo próximo ao candidato (lamentavelmente com um assunto tão dramático) , como a de que “suas funções vitais estão preservadas”. Mentira, porque a respiração é uma das funções vitais de qualquer ser humano e, quanto ao emedebista, entrou em colapso progressivo, reduzindo-se a percentuais mínimos que estão sendo ocultados, aliás com a ajuda do jornal dito como o mais prestigioso do Estado.

É uma farsa o que está ocorrendo em volta de Maguito, quase que com certeza sem a sua participação, sob a orientação da coordenação da sua campanha e principalmente do seu filho Daniel Viela, de quem Vanderlan afirmou e este blog concorda: “Se existe dúvida sobre a real condição da saúde de Maguito, isso se dá pela falta de
transparência do presidente do MDB (Daniel Vilela) na condução da campanha, fazendo parecer que a busca pelo poder vale mais do que a saúde do seu próprio pai”. Está correto.  Essa, nesse momento doloroso, é uma definição perfeita para o comportamento do filho de Maguito. As provas e os índicios estão aí para quem quiser ver.

17 nov

Fiasco nas urnas humilha o PSDB goiano, maior partido do Estado durante quase 20 anos, mas agora reduzido a 20 prefeituras sem importância eleitoral

O título de protagonista do maior vexame nas urnas deste ano foi arrebatado pelo PSDB, partido que vinha em decadência desde a fragorosa derrota de 2018 e agora beijou a lona, ao vencer as eleições em apenas 20 municípios – nenhum de importância eleitoral, ou seja, todos sem peso para influir na política estadual. Isso sem falar no papelão que o partido fez em Goiânia, onde o seu representante, o deputado estadual Talles Barreto, só conseguiu 5 mil e poucos votos e ficou entre os últimos colocados na corrida pelo Paço Municipal.

Não fora Goiânia e Aparecida, seus últimos redutos, o MDB, também outrora partido poderoso, experimentaria igual amargura. Apenas 28 dos novos prefeitos são emedebistas, faltando computar nessa lista Maguito Vilela, que ainda depende do 2º turno e de sobreviver ao forte ataqueque sofreu  da Covid-19. Ao contrário dessas duas legendas, o DEM do governador Ronaldo Caiado explodiu, passando a contar com o maior número de municípios, 63, enquanto, no total, a base partidária do Palácio das Esmeraldas também cresceu, agora para 160 prefeituras.

Já se disse aqui que o PSDB entrou derrotado na campanha, ao viabilizar apenas 47 candidatos, número parecido com o do MDB. Além da decadência natural, as duas legendas se ressentiram das ações equivocadas dos seus presidentes. Jânio Darrot, pelo PSDB, ao dar mau exemplo para as bases tucanas com o lançamento de um candidato do Patriotas em Trindade (Marden Jr., que venceu). Daniel Vilela, ao desfalcar o MDB com a perseguição e expulsão dos prefeitos que não o apoiaram para governador em 2018, quando preferiram o vitorioso Ronaldo Caiado, os mesmos que agora, sem exceção, acabaram sagrando-se vencedores em seus respectivos municípios, a exemplo de Adib Elias, em Catalão, e Paulo do Vale, em Rio Verde.

Pelo sim, pelo não, PSDB e MDB encarnam hoje, em Goiás, a chamada “velha política”, seja pelas práticas deletérias que tiveram nos longos períodos em que governaram o Estado, seja pela antiguidade cronológica dos seus principais líderes, tipo Maguito Vilela, que, se eleito e empossado em Goiânia, chegará aos 42 anos de mandatos e rodízio com Iris Rezende, ou Marconi Perillo, com mais de 30 anos de carreira pública e um inédito cerco judicial de processos cíveis e criminais por improbidade e propinas.

17 nov

Uso eleitoral da doença pode ter aumentado o risco de Maguito. Informações do MDB, da família e do médico particular entram em contradição com boletim oficial do Hospital Albert Einstein

Um boletim médico oficial do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desmentiu nesta segunda-feira, 16 de novembro, as informações do MDB, do filho Daniel Vilela e do médico particular e genro Marcelo Rabahi sobre os verdadeiros motivos da reintubação do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela. Confirmando tudo o que este blog vem revelando sobre o que se passa realmente com o paciente mais ilustre da Covid-19 no país, no momento, o hospital deixou claro que Maguito foi reconduzido à ventilação mecânica devido à “piora” – esse foi o termo usado – das suas condições de saúde, depois de constatada a continuidade da inflamação e agora também o surgimento da infecção dos seus pulmões.

Que ninguém se engane: Maguito está lutando para sobreviver. Assim, no domingo, 15 de novembro, exatamente quando as urnas foram fechadas, às 17 horas, o MDB, a família e o dr. Marcelo Rabahi anunciaram que, devido à necessidade de fazer um exame chamado de broncoscopia, o emedebista havia sido reintubado – coisa que eles colocaram como a toa. Médicos que acompanham o caso, à distância, acharam estranho. A broncoscopia não exige intubação e, sim, anestesia geral, devido aos incômodos que provoca. É possível que essa versão tenha acendido o farol de alerta da direção do Albert Einstein, que tem um nome a zelar. Menos de 24 horas depois, pela primeira vez, o hospital veio a público com um comunicado oficial, no qual não citou o exame e reconheceu com todas as letras que Maguito havia experimentado uma “piora”. Só que, apesar da mudança de tom, os resultados da broncoscopia não foram divulgados. Por quê?

Desde o começo da contaminação do candidato pelo novo coronavírus, aliás devido à sua negligência, as notícias do MDB, dos familiares e do médico-genro sempre falavam em “melhoras” e em “quadro estável”, enquanto o paciente seguia em “piora”. Seguidas vezes, em posts nas redes sociais em que ostensivamente e despudoradamente misturava campanha com supostas informações positivas sobre o pai, Daniel Vilela comemorava, chegando a anunciar uma alta em breve. Quando veio a primeira intubação, deu-se a impressão de que finalmente essas fontes adotariam um tom mais sério e responsável, diante da clara gravidade do caso. Mas, não. No dia 8 de novembro, um domingo, a 7 dias da eleição, Maguito foi extubado, mais uma vez sob clima festivo – posteriormente erando a suspeita de que isso poderia ter ocorrido para que se mostrasse, ao eleitorado próximo do dia da votação, que estaria apto para administrar Goiânia, já que em plena recuperação e prestes a deixar a UTI, mais uma vez segundo Daniel Vilela, equivocadamente.

Corroborando essa visão, nos dias que se seguiram, mas bem antes da data das urnas, um post com uma imagem de Maguito novamente fazendo o tradicional gesto otimista com o dedo polegar, foi impulsionado pela campanha do MDB no Instagram, que pagou para atingir potencialmente 1 milhão de pessoas em Goiânia (conforme dados disponíveis na própria postagem, print acima) – cobrindo, assim, a maioria das eleitoras e dos eleitores da capital. Hoje, paira a desconfiança de que essa foto nem teria sido clicada após a extubação, mas sim registrada antes e escandalosamente usada como instrumento eleitoral para atrair simpatia, esperança e, o mais importante, votos. O MDB e Daniel Vilela escolheram um caminho ruim, expondo Maguito a um tipo de manipulação eleitoral que ele provavelmente não aprovaria.

16 nov

Falta de transparência sobre a verdadeira condição de saúde de Maguito compromete a família, o MDB e o genro que é seu médico particular. A verdade precisa aparecer, livre de manipulações eleitorais

No dia 12 de novembro, uma inserção do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela no horário eleitoral obrigatório afirmava que o ex-governador, internado em São Paulo para tratar um quadro agravado de Covid-19, poderia deixar a UTI do Hospital Albert Einstein “a qualquer momento”. Era mentira. Três dias depois, assim que as urnas foram lacradas, às 17 horas, no domingo, 15 de novembro, anunciou-se convenientemente que Maguito fora reintubado, sempre com as desculpas de sempre: “está muito bem”, “estável”, “é só um procedimento de rotina para a realização de um exame sobre a inflamação nos pulmões” e patati e patatá.

Em resumo, o que a campanha do MDB fez e continua fazendo com a condição de saúde de Maguito é um horror. Não dá para acreditar em nada que é dito sobre a provação do emedebista inicialmente em um hospital de Goiânia e em seguida no caríssimo Albert Einstein, em São Paulo. Noticiaram que estava deixando a UTI, mas anoiteceu novamente intubado…. é nada de fundamental, é a toa, é só para um exame, “está tudo bem”. Pelo Twitter, nesta  a equipe de Maguito afirmou que ele “está se recuperando bem, aumentou a carga dos exercícios de fisioterapia e, em breve, estará aqui, junto conosco”. Não era verdade. Maguito, no final das contas, acaba pior do que estava antes. Notem bem, leitoras e leitores: os boletins médicos sobre Maguito são divulgados pelo seu genro, Marcelo Rabahi. Ele disse que a reintubação foi feita para viabilizar uma broncoscopia, que consiste em inserir uma câmera para que se veja a condição dos pulmões. Para esse exame, não é necessária nenhuma intubação, mas, muito mais, uma anestesia geral. Parece claro, portanto, que o que se fez, mais uma vez, foi a minimização da situação do paciente. Ou então foi escondida a verdadeira razão da reintubação. Cadê o pronunciamento oficial do sério e responsável Hospital Albert Einstein? Um médico que acompanhou dezenas de casos de coronavírus em Goiânia, falando a este blog, resumiu a sua opinião na frase: “Não se iludam, Maguito está travando uma luta terrível pela vida”.

Outra: o resultado da broncoscopia é imediato. O que a equipe médica divulgou até agora, mais de 24 horas após a avaliação? Nada. Tudo, tudo mesmo, o que foi dito até o momento pelas notas oficiais do MDB, pelas postagens de Daniel Vilela nas redes sociais e pelo médico particular, que, lembrando, é parente, nunca correspondeu à verdade. Há um crime em curso contra a transparência, ainda mais em se tratando de um candidato a governar a cidade mais importante do Estado. . Eles sempre disseram que Maguito estava melhorando, o que nunca aconteceu. É notória a falta de resistência dele à Covid-19, depois que duas irmãs, também idosas, morreram vitimadas pelo vírus insidioso. Tudo o que o seu círculo próximo disse sobre as suas condições, antes e depois do internamento hospitalar, não correspondeu às expectativas. Ou à verdade.

16 nov

Ou muda radicalmente o marketing ou a derrota no 2º turno será pior do que a indicada pelo resultado do 1º turno: esse é o dilema que Vanderlan precisa resolver já

Em eleições, principalmente na atual, que corre no espaço de tempo mais reduzido da história, ainda mais com apenas 14 dias de campanha daqui até a data do 2º turno, tomar decisões com presteza e rapidez pode ser a diferença entre a amargura da derrota e a doçura da vitória. Vanderlan, que chegou atrasado em todos os momentos de importância ao percorrer o 1º turno em Goiânia, no início como candidato colocado em 1º lugar nas pesquisas, com folga, e na reta final como vítima de uma virada, ainda que o seu concorrente Maguito Vilela tenha se beneficiado de um fator extrapolítica, a infecção pelo novo coronavírus, tem de agir já, se quiser contar com alguma chance, rara, de reverter a expectativa de insucesso, o que, a essa altura, é quase impossível.

O representante do PSD foi e é um bom candidato que escorregou basicamente em duas cascas de banana, nenhuma relacionada com a administração de Goiânia: o vazamento de um áudio em que defendeu o colega senador que escondeu dinheiro nas nádegas e o trecho de uma entrevista de 2018 em que prometia cumprir integralmente o mandato de oito anos de senador, se vencesse, como efetivamente venceu. Nada, enfim, que soluções efetivas de marketing não resolvessem, embora, no primeiro caso, talvez não 100%. Mas a campanha de Vanderlan demorou a reagir, confiou em soluções vindas da Justiça Eleitoral, que não surgiram, e a partir da exploração de ambos os fatos pelos adversários – não só a campanha de Maguito como a dos seus proto-aliados Adriana Accorsi, do PT, e Elias Vaz, do PSB – seus índices estacionaram nas pesquisas ou começaram a cair, com a ascensão concomitante do candidato emedebista.

Quando a reação veio, tardiamente, foi pior. As respostas, mal ajambradas, só ajudaram a ampliar o estrago. Nem compensa aqui analisar o que aconteceu porque são águas passadas. O que importa, para Vanderlan, é achar um meio para reverter a corrente já deflagrada para levar Maguito a uma vitória no 2º turno, aproveitando o embalo da vantagem de 70 mil votos que conseguiu no 1º turno. E o passo número um já deveria, se não foi, ter sido dado: a troca da sua equipe de marketing, uma vez que está matematicamente comprovado, pelas urnas, que o trabalho desenvolvido não foi – nem um pouquinho – eficiente. Mais grave: foi deletério, isto é, ajudou Maguito e não Vanderlan.

É claro que deve ser considerado como atenuante o ganho eleitoral natural de Maguito com a infecção pela Covid, habilmente manipulada pelo MDB, embora às custas da obrigação ética e moral de agir com transparência em se tratando de um político acometido por uma doença grave. Vanderlan, acreditando no dever de solidariedade cristã, resolveu não revidar. Bater em quem não pode se defender é um desastre. Só que Maguito continuou metendo bala e não deu trégua de um dia sequer para os ataques da sua campanha ao oponente. Nem isso os programas e o discurso do candidato do PSD mostrou. Ficou claro que o jovem marqueteiro Maurício Coelho(foto acima) ou não sabia o que fazer ou não o deixaram atuar. Porém, é óbvio que ele montou uma campanha cuja estratégia seria um passeio glorioso até o pódio, de salto alto, com acenos gentis aos demais candidatos. Nem um único ponto frágio de Maguito foi explorado – e são muitos. Agora, o risco de ter perdido o bonde é grande. Como é para pra frente que as coisas contam, a hora para Vanderlan é de decisão, sinalizando para toda a campanha que acordou. Ou troca já a equipe de comunicação, contaminada pelos erros do 1º turno, ou toma uma surra acachapante na contagem dos votos na noite do dia 29 próximo, que, ao menos, poderia ser amenizada.

16 nov

Francisco de Oliveira assume vaga de Diego Sorgatto (eleito em Luziânia) na Assembleia, diz que será fiel a Marconi, mas acha que o PSDB precisa passar por uma reconfiguração urgente em Goiás

As eleições municipais deste último domingo produziram um novo deputado estadual: é Francisco de Oliveira, o Chiquinho, que assumirá no início de janeiro, como 1º suplente, a vaga de Diego Sorgatto, eleito pelo PSDB, mas posteriormente convertido ao DEM e por esse partido eleito prefeito de Luziânia. Se existe um adjetivo perfeito para definir Chiquinho é “experiente”. Outro, “ponderado”. E, de forma alguma, não é “maria vai com as outras”. Chiquinho não ganhou em 2018 por poucos votos, que poderiam ter sido complementados, por exemplo, pelas bases que tinha em Vianópolis, mas que perdeu na reta final por desígnios superiores. “Tiraram” Vianópolis dele e passaram para Sebastião Caroço, que se elegeu pelo PSDB, porém virou as costas para a sigla. Não, ele não alimenta nenhum rancor.

Chiquinho já foi aliado de Caiado, com quem mantém diálogo até hoje. Isso significará a partir da sua posse na Assembleia uma abertura, não adesão. A fidelidade a Marconi será mantida. Há, no ouvidos de Chiquinho, um anjo, de um lado, pregando prioridade para a sua futura reeleição e portanto uma postura pragmática em relação ao governo do Estado, e um demônio, de outro lado, defendendo um suposto crescimento político a partir de um comportamento parlamentar de oposição radical a Caiado, alinhando-se com Talles Barreto, Leda Borges e Gustavo Sebba, quadros que restaram para o PSDB na Assembleia e que são inamovíveis quanto ao confronto direto e permanente com o Palácio das Esmeraldas. Como se sabe, a chegada do novo deputado mexe a no equilíbrio de forças, já que sai um apoiador do governo e assume outro teoricamente alinhado com a oposição.

O PSDB já entrou derrotado nas últimas eleições municipais, ao conseguir lançar candidatos em apenas 20% dos municípios e nenhum nome de expressão nos grandes colégios eleitorais do Estado. Com as urnas apuradas, o que já era ruim ficou pior. Ao vencer em poucas cidades, de peso inexpressivo, os tucanos viraram pó de traque. Não têm nenhum futuro em Goiás, com o seu líder número um – Marconi Perillo – sob perseguição judicial e ameaçado de perda de direitos políticos a qualquer momento. Esse é o fardo que, agora, cai nas costas de Chiquinho e que ele não pretende carregar calado. O partido, acredita, precisa mudar, em Goiás e no Brasil, descartando até o seu desgastado nome atual. E urgente. É um caminho de pedras e difícil, claro. Pode ser que, depois de algum tempo, o novo deputado desista de dar murro em ponta de faca e procure também um rumo diferente.

16 nov

Em uma coincidência que sugere manipulação eleitoral de informações, reintubação de Maguito foi anunciada assim que as urnas foram fechadas

Há uma suspeita no ar: não só agora, mas desde quando foi inicialmente acometido pelo novo coronavírus, as informações sobre o estado de saúde do candidato do MDB a prefeito de Goiânia Maguito Vilela estão sendo manipuladas com o objetivo de atender aos objetivos da sua campanha – ganhar, é óbvio – e render dividendos eleitorais. É por isso que Maguito, mesmo sempre em condições “estáveis”, foi piorando, piorando a ponto de, hoje, justificar a existência de dúvidas razoáveis sobre a sua real situação na UTI do Hospital Albert Einstein, onde uma diária em leito normal chega a custar R$ 5 mil reais (lembrando que a passagem de 17 dias do presidente Jair Bolsonaro pelo Albert Einstein, após a facada de Juiz de Fora, ficou em R$ 400 mil reais).

Em uma coincidência altamente conveniente, bastou o encerramento da votação, às 17 horas, para que a família e o MDB anunciassem que o emedebista voltou a ser intubado, embora “muito bem” e, como sempre, “estável”. Apesar de nenhum deles admitir, na linguagem dos comunicados oficiais do partido, do filho Daniel Viela e do genro médico Marcelo Rabahi, “estabilidade” passou a ter um novo significado, ou seja, piora contínua, para bons entendedores. A finalidade por trás dessa pelotica é manter acesa a compaixão das eleitoras e dos eleitores pelo calvário de Maguito (e o alvo agora são os votos do 2º turno), por um lado, e, por outro, criar a imagem de que apesar da gravidade do que passa, ele pode, sim, ser eleito prefeito de Goiânia e vai atender, também, oportunamente, as exigências colocadas pelo pesado cargo que eventualmente possa vir a assumir.

Em princípio, é de boa fé acreditar em tudo o que tem sido informado pelos interlocutores do paciente ilustre. Mas desconfiar é preciso. O Brasil tem tradição de pouca transparência quando de trata da saúde de políticos, mesmo colocando suas vidas em risco, a começar pelo caso emblemático de Tancredo Neves, que pagou com a morte pelos equívocos com os cuidados de que necessitava em um momento de fragilidade aguda. Por isso, por tudo que se disse até agora de estranho e de contraditório sobre a evolução da Covid-19 de Maguito, é que se postulam maiores e mais claros esclarecimentos, até mesmo para a sua proteção e honestidade diante das eleitoras e dos eleitores.